Madeira nobre, de boa qualidade e precocidade na produção, a espécie desperta a atenção de investidores por sua alta rentabilidade

O produtor rural e proprietário da Plante Roots Viveiro Ambiental, Murilo Couto de Medeiros, não vacila ao afirmar ser a Acácia mangium, na atualidade, a madeira de lei mais precoce do mercado nacional. Trata-se de uma espécie arbórea ainda pouco conhecida no país, mas já qualificada por investidores como o ouro verde do Cerrado.

Desde 2002, Murilo oferece consultoria na área agroflorestal e produz mudas florestais de sementes e clones, com padrão de qualidade e procedência. Mas só há cerca de cinco anos, após algumas pesquisas via internet, adquiriu sementes de Acácia mangium. “Fiz alguns plantios para mim e para alguns investidores”, comenta.

A nova árvore é uma leguminosa que vem despertando a atenção de técnicos e pesquisadores pela rusticidade e, principalmente, por ser uma espécie nitrificadora. Apresenta significativa capacidade de adaptação às condições de solo e clima do país, sobretudo em terrenos pobres, ácidos e degradados.

É uma madeira nobre, de boa qualidade e precocidade na produção – o corte inicial se dá com quatro anos – e altamente rentável. É indicada para variados usos nas indústrias de base florestal, como biomassa para energia, móveis de excelente qualidade, carvão, MDF, madeira-cimento, aglomerados, laminados, lenha, tábua de fibra de madeira e cimento (WWCB), OSB, papel e celulose, construção de casas e desdobramento em serraria.

Usos da Acácia mangium

O professor da UFV (Universidade Federal de Viçosa), Doutor em Sivilcultura e responsável pela introdução da Acácia mangium no Brasil, Flávio Pereira, explica que o monocultivo de florestas de rápido crescimento no país, antes restrito às grandes reflorestadoras, surge agora como atividade lucrativa para grandes, médios e pequenos silvicultores.

A Acácia mangium, por exemplo, é uma árvore de alta capacidade de crescimento (6,2 m/ano) que produz madeira de grande valor comercial. Na Ásia, ela vem sendo empregada em substituição à Teca (Tectona grandis), com grande vantagem e maior lucratividade. No Brasil, um hectare de floresta da Acácia mangium tem dado retorno financeiro superior à maioria das espécies de Eucalipto. E isso graças ao seu multi-uso e multi-produtos, a exemplo, como expõe Flávio, do tanino extraído da casca, do mel das folhas e flores, da própolis, da cera, da geleia real, do sistema agrossilvipastoril e de outros benefícios ambientais.

O tanino é ingrediente importante no processo de fabrico de curtumes. Isto é, no processo de transformação de peles (putrecíveis) em couros (não putrecíveis). Além disso, é empregado na fabricação de colas e adesivos, branqueamento de açúcar e purificação de água (floculante), gerando uma renda adicional para o produtor rural. Na exploração apícola, a produção de néctar é iniciada no quarto ou quinto mês após o plantio das mudas no campo, podendo variar com o clima onde for plantada.

No sistema agrossilvipastoril, modelo que, como define Flávio Pereira, permite a produção de madeira, de culturas agrícolas e de animais (corte ou leite) numa mesma área em operações sequenciais, o produtor rural pode alcançar maior rentabilidade e sustentabilidade.

O consórcio de cultivos agrícolas, pastagens e/ou animais, e Acácia Mangium, implica em várias vantagens, como pontua o professor: reduz os impactos ambientais, maximiza a biodiversidade, recompõe parcialmente os componentes florestais, aumenta o ciclo orgânico e dos nutrientes, oferece fonte de alimento e abrigo para animais silvestres, fornece madeira, oferece pasto de melhor qualidade no período seco do ano, reduz os riscos de incêndios florestais, entre outros benefícios.

“O sistema agrossilvipastoril permite ao produtor agregar valor ao reflorestamento da Acácia mangium, obtendo uma rentabilidade muito maior do que só o cultivo da espécie florestal isoladamente, ou só o cultivo de cultura agrícola isoladamente, ou só a criação de animais isoladamente”, afirma.

Cuidados no plantio

A qualidade das madeiras de florestas plantadas deve atender às exigências dos mercados consumidores. Isso requer o emprego de práticas silviculturais adequadas em relação ao espaçamento de plantio, podas, desbastes seletivos e eliminação de brotações, entre outras.

De fácil cultivo e manutenção, a Acácia mangium dispensa adubação nitrogenada e maiores tratos culturais. A floresta poderá ser manejada facilmente para produção de madeiras para os mais variados fins, sendo que aquelas madeiras de menores diâmetros oriundos dos desbastes periódicos e galhos terão ampla aplicação na propriedade e fácil colocação no mercado, antecipando receitas financeiras.

“As únicas limitações para o cultivo de Acácia mangium diz respeito às regiões onde ocorrem geadas fortes (a espécie tolera geadas leves) e locais muito encharcados. Ela gosta muito de água, mas em locais que formam lâminas de 30 a 40 cm de água acima do solo, a espécie, em geral, não resiste porque perde a respiração radicular (das raízes). Uma terceira limitação seria regiões de déficit hídrico muito acentuado, a exemplo da Caatinga”, pondera Pereira. E completa: “Qualquer pequeno produtor rural, com uma pequena orientação, é capaz de estabelecer o seu povoamento florestal”.

Segurança para o investidor

Como investimento de médio prazo (quatro a cinco anos), o plantio de Acácia mangium traz retorno garantido pela venda da madeira, permitindo o investidor formar um grande patrimônio, mesmo em poucos hectares de terra. De acordo com Murilo de Medeiros, o maior gasto se dá no ano zero, “o investimento inicial pode variar de R$ 6 a 7 mil/hectare”. E ao final de 10 anos, o valor médio gasto pelo produtor rural girará em torno de R$ 9 mil/hectare. Contudo, o viveirista esclarece que variáveis, como solo e topografia, podem influenciar no custo final.

O risco de insucesso no investimento feito no plantio de Acácia mangium pode ser considerado muito baixo ou desprezível, uma vez que mais de 100 mil hectares desta espécie já foram plantados no Brasil, onde ainda não se registrou nenhum insucesso decorrente de pragas ou doenças.

Para os que consideram a área plantada de Acácia mangium pouco significativa quando comparada à de Eucalipto, vale citar que os 3 milhões e 600 mil hectares plantados no país englobam cerca de 40 espécies vegetais do gênero Eucalyptus. Flávio Pereira alega que um questionamento peculiar é o por que as áreas de Eucalipto são tão superiores às de Acácia mangium. E esclarece: “Existe todo um esquema de consumo de madeira pelas fábricas de celulose no Brasil. Todas foram planejadas visando o uso de uma determinada espécie. E, em decorrência da grande quantidade de equipamentos, não é interessante economicamente mudar seus maquinários para se adequar à outra espécie”.

Adicionalmente, ele compara a Acácia mangium a um carro novo que se lança no mercado. Enquanto o Eucalipto foi introduzido no Brasil por volta de 1820, a Acácia mangium chegou ao país há 30 anos. E só agora foram desenvolvidos os cinco primeiros clones da espécie para produção comercial – mérito da Universidade Federal de Viçosa. “Levamos 11 anos de pesquisa para desenvolver esses cinco clones superiores”, alega Pereira. Técnica de propagação vegetativa já difundida na cultura do Eucalipto.

Não tenha dúvidas produtor, o plantio de Acácia mangium atende a reposição florestal exigida por lei, protege as terras contra erosão e garante a manutenção das nascentes e fontes de água, além de constituir um patrimônio de fácil e rápida liquidez. Plante o futuro agora!

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Fonte: Revista Produz