A Aprosoja chega ao final de 2011 com motivos para comemorar. Além de importantes conquistas, como a evolução na votação do novo Código Florestal, a entidade acumula bons resultados em várias iniciativas que visam garantir a sustentabilidade da produção de soja e milho em Mato Grosso

 

Uma das formas de mensurar esses resultados é buscar a relação entre o que o produtor aplica na entidade e os retornos financeiros que tem a partir das ações da Aprosoja. Em 2010, essa relação custo-benefício foi de R$ 89,00 de retorno para cada real investido na entidade, e em 2011 esse valor chegou a R$ 24,00. “Como em 2010 foi necessário termos leilões para escoamento e comercialização de milho, os valores foram maiores”, explica o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro.

Os leilões, que geralmente são demandados por pleitos dos produtores junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), somaram um retorno de R$ 39,49 para cada real aplicado na Aprosoja nos últimos cinco anos.

Um dos destaques do ano foi a realização do programa Soja Plus, que leva aos agricultores, por meio de treinamento, orientações sobre como manter a propriedade rural legalizada e no caminho pelas melhoras práticas. Somente em 2011, 19 oficinas de Segurança e Saúde no Trabalho Rural foram promovidas, somando 798 participantes. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), o Soja Plus ofertou 23 cursos sobre a Norma Regulamentadora 31 (NR-31), que trata de qualidade de vida no trabalho, atingindo cerca de 400 participantes.

“Essa preocupação com a questão trabalhista vai continuar em 2012, pois já identificamos esse assunto como prioritário para os produtores de Mato Grosso”, antecipa o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro.

Outro tema relevante neste ano que vai seguir na agenda da associação em 2012 é a logística. Em 2011, o Movimento Pró-Logística se tornou um instituto devidamente formalizado, o que lhe dará mais agilidade para produzir levantamentos e realizar pautas com setores do Governo Federal. Com a realização de vários “estradeiros”, a Aprosoja foi a campo para conferir in loco o andamento de obras nas principais regiões produtoras do Estado – prática que continua no ano que entra. “Das viagens, elaboramos relatórios contendo o estado atual de cada empreendimento e os apresentamos ao Ministério dos Transportes, como uma forma de contribuir na fiscalização e ajudar na proposição de ações”, explica Fávaro.

Na área de tecnologia da produção, o avanço do programa Soja Livre – que pesquisa variedades de soja convencional em lavouras experimentais no estado – merece destaque. “Tivemos 25 unidades demonstrativas, testamos 18 cultivares e recebemos mais de 1.200 participantes nos 25 dias de campo realizados”, contabiliza o presidente da Aprosoja. Outro ponto alto foi a terceira edição do Circuito Tecnológico, que realizou um raio-X da safra 2011/12 a partir da visita a 44 cidades produtoras de soja. “Esse contato direto com o produtor é fundamental para mantermos alinhadas as estratégias com as necessidades reais do nosso associado”, observa Fávaro.

Na área social, 2011 foi marcado pelo amadurecimento do programa AgroSolidário, que ampliou seu raio de atuação e diversificou a forma de trabalho. “Já passamos de 2 milhões de doses de bebidas à base de soja distribuídas para entidades que auxiliam e atendem crianças, idosos e pessoas carentes”, comenta.

O Circuito Aprosoja, evento realizado pela entidade há seis anos, alcançou em 2011 um status nacional e se firmou como o maior evento de planejamento da safra do Brasil. Atingindo um público de mais de 4 mil pessoas, o evento leva para o produtor de todo o estado as principais informações necessárias para que ele possa tomar decisões já pensando no próximo ciclo. “Vamos manter o foco no associado e estreitar ainda mais a nossa proximidade com o produtor mato-grossense. Afinal, é para eles que a Aprosoja existe e atua”, afirma Fávaro.

 

Fonte: Portal do Agronegócio