Segundo Marcelo Castelli, presidente da Fibria, é preciso mostrar que o campo é um local de trabalho em que há “gestão e tecnologia”, e não apenas “trabalho rudimentar”.

Marcelo Castelli, presidente da Fibria.
Marcelo Castelli, presidente da Fibria.

O presidente da Fibria, Marcelo Castelli, afirma que o agronegócio precisa apresentar uma nova proposta de valor que permita fixar trabalhadores no campo. Em mesa redonda durante evento em São Paulo, o executivo disse que é preciso ressaltar que o campo é um local de trabalho “em que há gestão e tecnologia, e não apenas trabalho rudimentar” para atender à demanda das empresas do setor, que necessitam de profissionais mais qualificados.

Segundo Castelli, o processo é um dos pontos essenciais para a sustentabilidade socioambiental da agricultura no futuro. Do ponto de vista do meio ambiente, o presidente da Fibria destacou a importância do Código Florestal brasileiro e de iniciativas como a agricultura realizada com baixa emissão de carbono.

O executivo observa, porém, que os órgãos públicos precisam agir para estimular ações sustentáveis por meio de incentivos, e não pelo reforço na aplicação da lei. “É muito mais interessante incentivar que punir, pois o resultado acontece mais rapidamente e é mais saudável”, disse.

O empresário também defendeu que “é possível ter uma agricultura desenvolvimentista com cuidados ambientai”.

SRB

Em sua fala, o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Diniz Junqueira, afirmou que o Brasil não pode abrir mão dos avanços na legislação trabalhista conquistados nos últimos anos. “É isso o que vai nos ajudar a atrair novos interessados a trabalhar no campo”, comentou.

Junqueira defendeu ainda que o governo brasileiro precisa exportar conceitos do Código Florestal, notadamente o de reserva legal. A medida ajudaria produtores nacionais a terem maior competitividade no mercado externo, já que concorrentes precisariam investir em iniciativas que os fazendeiros do Brasil hoje já investem.

“Precisamos exportar essa política. A Europa, por exemplo, tem que ter reserva legal. Isso é um custo muito grande para a nossa produção”.

Fonte: Época