A alta dos insumos e a estabilidade dos preços de venda da madeira têm reduzido a rentabilidade da silvicultura

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A alta dos insumos e a estabilidade dos preços de venda da madeira têm reduzido a rentabilidade da silvicultura nas regiões de Palmas (TO), Campo Grande (MS) e Curvelo (MG), segundo levantamento do Projeto Campo Futuro, parceria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Dendrus Projetos Florestais e Ambientais e da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

A análise, que está no boletim “Ativos da Silvicultura”, mostra que o lucro dos produtores caiu 37,8% em Curvelo entre novembro de 2012 e abril de 2014, em função da elevação dos custos de produção e da manutenção dos preços de venda. Há dois anos, o Custo Total (CT) era de R$ 37,15 por metro cúbico. Em 2014, chegou a R$ 40,11, uma alta de 7,38%. No período, o preço da madeira manteve-se estável em R$ 45 por metro cúbico em pé.

Esta realidade também foi verificada em Palmas e em Campo Grande, onde o metro cúbico da madeira em pé continuou sendo vendido a R$ 62 e R$ 50, respectivamente, mesmo num cenário de custos mais altos. O lucro dos produtores de Campo Grande teve queda de 24,4% entre agosto de 2013 e abril de 2014.

Para evitar novos ciclos de perdas financeiras, a orientação da CNA/Dendrus/UFV é para que os produtores planejem as aplicações de insumos e fertilizantes, itens que, segundo os especialistas, devem ser comprados quando os preços estiverem mais baixos. Esta estratégia possibilitará aumento na rentabilidade dos projetos florestais.

Além dos fatores econômicos, a instabilidade climática observada no Brasil nos últimos meses – chuvas torrenciais no final de 2013 e longo período de estiagem no início de 2014 – foi motivo de preocupação para o setor. No Espírito Santo e no sul da Bahia, o clima dificultou os trabalhos de sangria e a execução das tarefas diárias nos seringais.

Produtores desses estados relatam que a produtividade por hectare tenha sido reduzida em 20% a 30%. “Além destes prejuízos diretos, fortes chuvas seguidas de período de estiagem podem favorecer o aparecimento de doenças e pragas nos seringais”, afirma Camila Braga, assessora técnica da CNA.

Acesse o Boletim na íntegra:
– Ativos da Silvicultura – Ano 2 – Edição 6/ Julho de 2014

Fonte: Canal do Produtor