Com terras valorizadas, compra de propriedades é inviável, diz produtores

terrasO arrendamento de terras tornou-se a melhor opção para o produtor em Mato Grosso. Com a valorização no preço da soja, os valores cobrados pelas propriedades no estado também subiram. Desta forma, a melhor alternativa é arrendar permanecer ou entrar nas atividades agrícola e pecuária.

Segundo o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Vanderlei Reck Junior, o preço da soja despertou interesse dos produtores. “Mas para entrar na atividade a compra da terra tornou-se inviável. O jeito é arrendar para ter mais retorno financeiro”.

Conforme ele, que planta em 1,1 mil hectares arrendados no município de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, a pecuária também tem cedido espaço para o arrendamento de lavouras. “Além disso, muitas empresas grandes acabam arrendando terras de produtores que estão com alguma dificuldade para plantar”.

Não existe uma estatística oficial do número de contratos firmados, mas os próprios produtores observam esse mercado aquecido. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a previsão para 2013 é de crescimento na produção, pontuando com 13% de aumento. A estimativa ainda é que a área de plantio de soja seja 11,6% maior em relação à safra passada. Com isso, os arrendamentos também devem crescer.

O agricultor do Paraná há 30 anos, Antônio Rukel, decidiu investir em Mato Groso cultivando soja. “O terreno é plaino o que facilita o plantio e a colheita”, pontua. Ele explica que a opção de arrendar a terra foi a alternativa viável para uma decisão rápida. “Decidimos vir para Denise, município ao Oeste de Mato Grosso, e por isso o arrendamento foi a melhor decisão”.

A proposta de arrendamento foi apresentada pelo genro Leandro Boff. “Trabalhava num frigorifico de aves no Paraná mas decidi arrendar terras em Mato Grosso para trabalhar na agricultura”, diz Boff. De acordo com ele, sem capital para investir alto e comprar uma fazenda, o contrato para plantar em 800 hectares foi a solução. “Pago duas sacas de soja por hectare. Pretendo arrendar mais no próximo ano”, planeja o produtor.

Fonte: Agrolink