Artigo submetido à Revista Árvore, Viçosa-MG, v.38, n.2, p.331-337, 2014, de autoria de Robson Shigueaki Sasaki, Marconi Ribeiro Furtado Júnior, Elton da Silva Leite, Amaury Paulo Souza, Mauri Martins Teixeira e Haroldo Carlos Fernandes, relata sobre a Avaliação ergonômica de pulverizadores costais utilizados no setor florestal.

pulverizadorDa mesma forma que em culturas anuais, o sucesso no setor florestal depende de um bom planejamento com a máxima produção e os mínimos custos possíveis. Diversos aspectos definem a produção florestal, como o correto preparo do solo, a adubação, a adequada seleção da espécie, as condições edafoclimáticas e o controle de doenças, insetos e plantas daninhas.

Entre esses fatores, destaca-se o controle de plantas daninhas, uma vez que prejudica o crescimento e o desenvolvimento da cultura. Para se realizar o controle das plantas daninhas, o método mais utilizado é o químico, em razão da economia de custos com mão de obra, além de apresentar maior agilidade na obtenção de resultados, principalmente em áreas extensas.

Diversos equipamentos são utilizados no controle químico, ganhando destaque o pulverizador costal manual devido ao baixo custo de aquisição do equipamento e a variabilidade de uso em diferentes condições operacionais. No entanto, existem equipamentos que podem ocasionar certo grau de estresse ao operador, acarretando-lhe danos à sua saúde. Assim, objetivou-se com este trabalho avaliar, ergonomicamente, quatro pulverizadores costais (termonebulizador, pneumático motorizado, costal manual e costal elétrico) quanto aos parâmetros nível de ruído, nível de vibração de corpo inteiro, gasto energético e esforço físico.

Na avaliação de ruído, utilizou-se um dosímetro 01dB, comparando os resultados com o que estabelece a Norma NR-15. Para os níveis de vibração, utilizou-se um acelerômetro triaxial, ligado a um processador de sinal do tipo Maestro, sendo os dados comparados com as Diretrizes Europeias. Já para gasto calórico e esforço físico, usaram-se um analisador de gases metabólicos fabricado pela Medgraphics® modelo VO2000 e um monitor cardíaco da marca Polar.

Observou-se que o equipamento costal manual e o elétrico não apresentaram problemas quanto ao nível de ruído. Já o pulverizador  pneumático e o termonebulizador exibiram valores acima do recomendado pela Norma NR-15, com níveis de 99,97 e 94,33 dB(A), respectivamente. Da mesma forma, os equipamentos motorizados tiveram níveis de vibração elevados em comparação com os demais equipamentos, com vibração global (A8) de 2,09 m s-2 para o termonebulizador e 2,15 m s-2 para o pneumático. Quanto ao gasto energético, houve pequenas variações quanto ao tipo de equipamento utilizado, com gasto variando entre 3,0 e 3,96 kcal min-1.

Fonte: CI Florestas