O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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29 nov 2011

Para especialistas, próxima safra terá preços menores


 O agronegócio brasileiro deve mesmo sentir um pequeno impacto gerado  pela crise europeia em 2012, dada a expectativa de retração da demanda  internacional por commodities agrícolas, que acarretará a queda dos  preços dos grãos. A afirmação foi feita durante a 44ª reunião do Conselho  Superior do Agronegócio (Cosag) ligado a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada nesta segunda-feira (28) em São Paulo.

A crise financeira vivida pela Europa este ano deve mexer com o mercado agrícola mundial no próximo ano, afetando a demanda por commodities e reduzindo os ganhos dos produtores do campo. Outro fator para a redução dos ganhos são os custos de produção, que devem se manter elevados. Entretanto, a palavra de ordem do setor no Brasil é otimismo, já que, apesar da queda esperada dos preços, 2012 deve gerar a segunda melhor renda ao produtor dos últimos anos.

“Apesar da expectativa de queda de preço das commodities, a renda agrícola de 2012 ainda estará em patamares muito altos. É provável que tenhamos nos grãos a segunda melhor rentabilidade dos últimos anos, só perdendo para 2011. Ou seja, em 2012 o produtor terá uma renda menor que este ano, ou a segunda melhor renda dos últimos anos”, avaliou André Pessoa, sócio-diretor da empresa Agroconsult, durante apresentação a representantes de todas as cadeias do agronegócio brasileiro.

Pessoa contou que essa retração da demanda também ajudará os principais países produtores de grãos a recuperar seus estoques, que seguiam reduzidos desde 2008. “Do ponto de vista dos fundamentos, a crise traz uma consequência que é começar a contaminar a demanda no mundo, não só na Europa, mas com reflexos em outras regiões. Em tese, a demanda já está um pouco mais fraca, o que gera a possibilidade de recomposição dos estoques em países produtores”, disse ele.

Já os custos de produção devem mesmo seguir os patamares mais elevados vistos neste ano, afirmou Pessoa, que acredita que o dólar deve voltar a se valorizar, puxando consigo os valores dos fertilizantes e agrotóxicos, em grande parte importados pelo Brasil. “Com uma renda menor e os custos parecidos com 2011, o produtor terá uma margem de lucro menor, não ficará apertado, ficará menos folgado”, indicou o consultor da Agroconsult.

Para a secretária de Agricultura de São Paulo, Mônica Bergamaschi, também presente ao encontro, nem os custos mais altos nem a margem menor irá desanimar os produtores. “Ainda que 2012 não seja um ano de renda tão alta quanto foi 2011, ele será espetacular do ponto de vista do produtor, e isso é muito interessante. Tivemos aumento de custo, e vamos ver como estará o dólar, e a crise na Europa, para que possamos nos programar daqui para a frente”, acrescentou a executiva.

Produção

No encontro o Cosag também divulgou suas expectativas em relação à safra das principais culturas brasileiras, destacando possíveis recordes das safras de milho e de soja no Brasil na safra 2011/2012.

De acordo com André Pessoa, a safra de milho deve mesmo superar 65 milhões de toneladas nas duas safras cultivadas no País. “A única dificuldade que os produtores apontaram em nosso levantamento diz respeito às sementes: em algumas regiões, o insumo perdeu seu vigor por ter sido colhido durante o excesso de chuvas da safra anterior. Mas isso já era esperado pelos produtores, que estão reforçando a quantidade de sementes no plantio para garantir uma boa produtividade”, ressalta Pessoa.

Na sojicultura a expectativa é ainda mais otimista, visto que o período de plantio do grão está chegando ao fim, com a colaboração do clima, fato que pode trazer ao Brasil a quebra do recorde de produção. “Revimos os montantes da produção de soja para 2012, e aumentamos a previsão de 73,3 milhões para pouco mais de 74 milhões, mas com viés de alta, dado que o desempenho no campo até agora é extremamente favorável. Não será surpresa para mim se essa safra superar a marca de 75 milhões e atingir o recorde”, garantiu Pessoa.

Já a previsão para a próxima safra de cana de açúcar continua a ser um dos os problemas da agricultura brasileira. Para Mônica Bergamaschi, apesar de os índices de renovação dos canaviais estarem mais altos, o setor ainda está longe de uma recuperação. “O que mais preocupa é a questão do etanol, pois a recuperação do canavial não é tão rápida, e teremos sem dúvida a pressão da demanda. O que vimos é que a safra de cana 2011/2012 está muito aquém do esperado. Este ano tivemos uma quebra que pode chegar a 20% e não sabemos como ficará a próxima safra”, finalizou ela.

Pessoa lembrou que apesar do ritmo lento, os índices de renovação dos canaviais já estão mais altos. “Já existe um crescimento, 18% de canaviais renovados, ante os 11% que víamos no ano passado, e isso é bom”, ressaltou ele.

Fonte: DCI

29 nov 2011
Touro Chumbinho - Ross Agropecuária

Nova legislação para rastreabilidade do gado brasileiro

Touro Chumbinho - Ross Agropecuária
Touro Chumbinho - Ross Agropecuária

Política Rural.Depois de dois anos de tentativas, governo oficializa nova legislação de identificação dos animais

Um decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff, e publicado no Diário Oficial da União do dia 23, estabelece que a marca de fogo, tatuagem ou outra forma permanente e auditável de marcação dos animais deve permitir a identificação do estabelecimento proprietário e estar inscrita em órgãos públicos municipais, estaduais ou nas unidades locais do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária.

Atualmente, a rastreabilidade só é efetivamente aplicada para algumas fazendas que exportam carne para a União Europeia, exigência feita por esse bloco econômico para o cadastramento de propriedades. A identificação individual nesses casos, no entanto, é feita por meio um instrumento eletrônico, chamado popularmente de brinco, por estar fixado na orelha do animal.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a inscrição e o gerenciamento das informações serão feitos por meio da Plataforma de Gestão Agropecuária, um sistema público informatizado que ainda está em fase de testes. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também vai gerir a rastreabilidade do gado brasileiro.

“Caberá à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a gestão de protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária”, determina o decreto. Além disso, “a CNA poderá fazer uso de dados, informações técnicas e comerciais, programas de informática, procedimentos e rotinas, resguardadas as informações estratégicas de cada elo da cadeia, com o propósito de utilização e prestação de serviços no que lhe couber”.

O Mapa, de acordo com o decreto, deverá fornecer toda a numeração relativa à identificação individual de bovinos, além de fazer auditorias no sistema de adesão voluntária. Se este não atender às garantias propostas, o ministério poderá suspendê-lo.

28 nov 2011

O agronegócio segura a balança comercial – mas há luzes amarelas para 2012

A balança comercial do agronegócio brasileiro continua a ser a maior responsável pelos sucessivos superávits registrados pelo comércio exterior total do Brasil. O saldo comercial do setor nos primeiros dez meses do ano (Janeiro a Outubro de 2011) totalizou US$ 65,3 bilhões, 22,7% superior ao registrado no período equivalente de 2010.

Aqui vem o primeiro sinal de alerta: na comparação entre os dois períodos, as importações cresceram mais (31,4%) do que as exportações (24,2%)! Se o total exportado foi suficiente para assegurar o bom desempenho comercial do agronegócio, temos que estudar alguns aspectos no desempenho comercial que merecem atenção, por refletirem mudanças importantes no mercado global.

Somente dois dos cinco principais grupos de produtos exportados pelo agro registraram aumento do volume (menos de 5% nos dois casos), o que significa que tal ganho é consequencia da alta dos preços desses produtos no decorrer deste ano. O próprio MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao analisar os resultados de Outubro e o acumulado de 2011 revela preocupação: “A expansão de 24,2% nas vendas totais ocorreu, fundamentalmente, em função da elevação do preço médio de exportação, que subiu em todos os principais setores exportadores do agronegócio”.

Mas os preços já estão caindo e as perspectivas para 2012 não são animadoras em vários segmentos. A cotação média de uma cesta de produtos registrou, em Fevereiro deste ano, seu maior nível dos últimos dois anos e meio, estimulando produtores do mundo todo a ampliar a área cultivada. Alguns efeitos de aumento da produção já se fazem sentir. Em Outubro, o Índice de Preços de Alimentos calculado pela FAO (U.N. Food and Agriculture Organization) atingiu seu ponto mais baixo dos últimos meses e, confirmando-se sua previsão de que a produção mundial de cereais em 2011 alcançará o recorde de 2,32 bilhões de toneladas, os preços continuarão a cair.

Depois de atingir sua cotação mais alta em Junho, o preço do milho já caiu 20%, enquanto a soja está sendo negociada a um valor 19% menor do que a cotação máxima alcançada no decorrer deste ano. Devemos recordar que o complexo soja lidera as exportações do agronegócio brasileiro. O setor sucro-alcooleiro não vai trazer boas surpresas. Os mais pessimistas esperam para 2012-13 uma safra de cana-de-açúcar tão ruim como a desta temporada que se finda. Mesmo que se recupere 10 a 12% de produção, que é o mais comentado nesta altura das projeções, os preços de açúcar estão a níveis baixos com expectativas nada animadoras. Pior é que, para o ano que entra, as importações de etanol podem superar em volume e em valores o total a ser exportado!

Temos que esperar e torcer para que a produção brasileira seja grande em tamanho novamente, o que é muito provável no caso da soja e milho (o trigo vai ser muito deficitário, como sempre) e que café, suco de laranja e os produtos pecuários continuem ajudando o agro a sustentar nossa balança. Não é hora de pânico mas as condições econômicas internacionais não tendem a ajudar nossa causa e a esperança é que os países emergentes (particularmente a China, que de emergente já tem muito pouco…) e novos mercados equilibrem um pouco uma demanda internacional que também pode cair.

Fonte: Paulo Costa_Revista Exame
25 nov 2011
Futuro da Europa

Futuro da Europa: opinião de um economista chinês sobre suas causas e tendências

Futuro da EuropaMuito importante para os planejamentos estratégicos empresariais e pessoais em 2012 e adiante

Vejam as causas desta atual crise Europeia, sem soluções, que ainda muito demorará e que ainda contaminará boa parte do Mundo. Precisamos nos voltar, imediata e intensivamente para os BRICs, para a América Latina e até para a Africa.

Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa – o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França.

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos…

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar ‘a conta’.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos ‘sangram’ os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro ‘inferno fiscal’ para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do… da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, ‘nós’ (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz…

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado…

10. (Os europeus) vão direto a um muro e em alta velocidade…

Fonte: www.agrolink.com.br
22 nov 2011
Búfalos

Produção de búfalos tem manejo simplificado

Leite de bubalino é mais valorizado no mercado devido às altas taxas de gordura, proteína e minerais

Kamila Pitombeira
21/11/2011

BúfalosCom grande potencial e rusticidade, os bubalinos ganham espaço na pecuária leiteira. Sendo possível criá-lo em qualquer condição de clima ou solo no estado do Paraná, o manejo é facilitado quando comparado aos bovinos. Além disso, os resultados apresentados por esses animais são extremamente difíceis de serem alcançados com bovinos. Com média de natalidade em torno de 85%, os animais produzem aproximadamente 7l de leite por dia, produto muito valorizado no mercado devido à sua riqueza em gordura, proteína e minerais.

Segundo José Lino, pesquisador na área de zootecnia do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), a diferença entre bubalinos leiteiros e bovinos leiteiros é a rusticidade do animal, ou seja, é possível produzir com bubalinos em condições de manejo mais simples do que com o rebanho bovino. Por isso, a rotina de ordenha de um produtor que já está habituado a trabalhar com gado bovino não seria alterada.

— Na questão da alimentação, por exemplo, os búfalos são mais capazes de transformar forrageiras mais grosseiras em alimento de qualidade, nesse caso, o leite — conta o pesquisador.

Quando comparada a animais de raça especializada, a produção leiteira de uma búfala pode parecer uma produção pequena, como diz Lino. Nos trabalhos conduzidos no Iapar, ele conta que tem-se obtido uma produção leiteira em torno de 7l por dia.

— No entanto, pela riqueza de gordura, proteína e minerais, essa matéria-prima, quando trabalhada no laticínio, resulta em uma eficiência maior em comparação ao leite bovino. Para produzir 1kg de queijo a partir de leite de búfala, são necessários 6l de leite. Fazendo a mesma analogia com o gado bovino, serão precisos 10l de leite para obter o mesmo quilo de queijo — explica.

Levando em consideração os agroecossistemas que compõem um sistema de produção de leite de búfala, ou seja, solo, planta e animais, o pesquisador afirma existirem algumas particularidades. Em relação aos solos, por exemplo, há restrição ao uso de produtos químicos. Nesse caso, lança-se mão de adubos verdes e esterco.

— Na questão das forrageiras, procura-se consorciar gramíneas com leguminosas, de tal forma que consigamos atender às necessidades da planta em termos de produção. Já em relação aos animais, onde existe o impedimento do uso de medicamentos alopáticos, como antibióticos, vermífugos e carrapaticidas, temos empregado fitoterápicos para a manutenção do manejo sanitário — conta.

Há uma diferença entre o preço do leite de búfala e de vaca. Essa diferença decorre do melhor rendimento industrial e déficit da matéria-prima no mercado, segundo o entrevistado. Por isso, seria um erro dizer que o búfalo é menos produtivo ou que rende menos ao produtor. Além disso, a média de natalidade do rebanho bovino no Estado do Paraná é de 60%. Já no rebanho bubalino, ela gira em torno de 85%.

Fonte: www.diadecampo.com.br