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28 nov 2011

O agronegócio segura a balança comercial – mas há luzes amarelas para 2012

A balança comercial do agronegócio brasileiro continua a ser a maior responsável pelos sucessivos superávits registrados pelo comércio exterior total do Brasil. O saldo comercial do setor nos primeiros dez meses do ano (Janeiro a Outubro de 2011) totalizou US$ 65,3 bilhões, 22,7% superior ao registrado no período equivalente de 2010.

Aqui vem o primeiro sinal de alerta: na comparação entre os dois períodos, as importações cresceram mais (31,4%) do que as exportações (24,2%)! Se o total exportado foi suficiente para assegurar o bom desempenho comercial do agronegócio, temos que estudar alguns aspectos no desempenho comercial que merecem atenção, por refletirem mudanças importantes no mercado global.

Somente dois dos cinco principais grupos de produtos exportados pelo agro registraram aumento do volume (menos de 5% nos dois casos), o que significa que tal ganho é consequencia da alta dos preços desses produtos no decorrer deste ano. O próprio MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao analisar os resultados de Outubro e o acumulado de 2011 revela preocupação: “A expansão de 24,2% nas vendas totais ocorreu, fundamentalmente, em função da elevação do preço médio de exportação, que subiu em todos os principais setores exportadores do agronegócio”.

Mas os preços já estão caindo e as perspectivas para 2012 não são animadoras em vários segmentos. A cotação média de uma cesta de produtos registrou, em Fevereiro deste ano, seu maior nível dos últimos dois anos e meio, estimulando produtores do mundo todo a ampliar a área cultivada. Alguns efeitos de aumento da produção já se fazem sentir. Em Outubro, o Índice de Preços de Alimentos calculado pela FAO (U.N. Food and Agriculture Organization) atingiu seu ponto mais baixo dos últimos meses e, confirmando-se sua previsão de que a produção mundial de cereais em 2011 alcançará o recorde de 2,32 bilhões de toneladas, os preços continuarão a cair.

Depois de atingir sua cotação mais alta em Junho, o preço do milho já caiu 20%, enquanto a soja está sendo negociada a um valor 19% menor do que a cotação máxima alcançada no decorrer deste ano. Devemos recordar que o complexo soja lidera as exportações do agronegócio brasileiro. O setor sucro-alcooleiro não vai trazer boas surpresas. Os mais pessimistas esperam para 2012-13 uma safra de cana-de-açúcar tão ruim como a desta temporada que se finda. Mesmo que se recupere 10 a 12% de produção, que é o mais comentado nesta altura das projeções, os preços de açúcar estão a níveis baixos com expectativas nada animadoras. Pior é que, para o ano que entra, as importações de etanol podem superar em volume e em valores o total a ser exportado!

Temos que esperar e torcer para que a produção brasileira seja grande em tamanho novamente, o que é muito provável no caso da soja e milho (o trigo vai ser muito deficitário, como sempre) e que café, suco de laranja e os produtos pecuários continuem ajudando o agro a sustentar nossa balança. Não é hora de pânico mas as condições econômicas internacionais não tendem a ajudar nossa causa e a esperança é que os países emergentes (particularmente a China, que de emergente já tem muito pouco…) e novos mercados equilibrem um pouco uma demanda internacional que também pode cair.

Fonte: Paulo Costa_Revista Exame
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25 nov 2011
Futuro da Europa

Futuro da Europa: opinião de um economista chinês sobre suas causas e tendências

Futuro da EuropaMuito importante para os planejamentos estratégicos empresariais e pessoais em 2012 e adiante

Vejam as causas desta atual crise Europeia, sem soluções, que ainda muito demorará e que ainda contaminará boa parte do Mundo. Precisamos nos voltar, imediata e intensivamente para os BRICs, para a América Latina e até para a Africa.

Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa – o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França.

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos…

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar ‘a conta’.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos ‘sangram’ os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro ‘inferno fiscal’ para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do… da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, ‘nós’ (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz…

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado…

10. (Os europeus) vão direto a um muro e em alta velocidade…

Fonte: www.agrolink.com.br
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22 nov 2011
Búfalos

Produção de búfalos tem manejo simplificado

Leite de bubalino é mais valorizado no mercado devido às altas taxas de gordura, proteína e minerais

Kamila Pitombeira
21/11/2011

BúfalosCom grande potencial e rusticidade, os bubalinos ganham espaço na pecuária leiteira. Sendo possível criá-lo em qualquer condição de clima ou solo no estado do Paraná, o manejo é facilitado quando comparado aos bovinos. Além disso, os resultados apresentados por esses animais são extremamente difíceis de serem alcançados com bovinos. Com média de natalidade em torno de 85%, os animais produzem aproximadamente 7l de leite por dia, produto muito valorizado no mercado devido à sua riqueza em gordura, proteína e minerais.

Segundo José Lino, pesquisador na área de zootecnia do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), a diferença entre bubalinos leiteiros e bovinos leiteiros é a rusticidade do animal, ou seja, é possível produzir com bubalinos em condições de manejo mais simples do que com o rebanho bovino. Por isso, a rotina de ordenha de um produtor que já está habituado a trabalhar com gado bovino não seria alterada.

— Na questão da alimentação, por exemplo, os búfalos são mais capazes de transformar forrageiras mais grosseiras em alimento de qualidade, nesse caso, o leite — conta o pesquisador.

Quando comparada a animais de raça especializada, a produção leiteira de uma búfala pode parecer uma produção pequena, como diz Lino. Nos trabalhos conduzidos no Iapar, ele conta que tem-se obtido uma produção leiteira em torno de 7l por dia.

— No entanto, pela riqueza de gordura, proteína e minerais, essa matéria-prima, quando trabalhada no laticínio, resulta em uma eficiência maior em comparação ao leite bovino. Para produzir 1kg de queijo a partir de leite de búfala, são necessários 6l de leite. Fazendo a mesma analogia com o gado bovino, serão precisos 10l de leite para obter o mesmo quilo de queijo — explica.

Levando em consideração os agroecossistemas que compõem um sistema de produção de leite de búfala, ou seja, solo, planta e animais, o pesquisador afirma existirem algumas particularidades. Em relação aos solos, por exemplo, há restrição ao uso de produtos químicos. Nesse caso, lança-se mão de adubos verdes e esterco.

— Na questão das forrageiras, procura-se consorciar gramíneas com leguminosas, de tal forma que consigamos atender às necessidades da planta em termos de produção. Já em relação aos animais, onde existe o impedimento do uso de medicamentos alopáticos, como antibióticos, vermífugos e carrapaticidas, temos empregado fitoterápicos para a manutenção do manejo sanitário — conta.

Há uma diferença entre o preço do leite de búfala e de vaca. Essa diferença decorre do melhor rendimento industrial e déficit da matéria-prima no mercado, segundo o entrevistado. Por isso, seria um erro dizer que o búfalo é menos produtivo ou que rende menos ao produtor. Além disso, a média de natalidade do rebanho bovino no Estado do Paraná é de 60%. Já no rebanho bubalino, ela gira em torno de 85%.

Fonte: www.diadecampo.com.br
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21 nov 2011

Integração Lavoura – Pecuária e Floresta protege o meio ambiente e diversifica a produção

A base da alimentação animal da pecuária nacional são os pastos, entretanto, se mal manejados, apresentam rápido e acentuado declínio em sua capacidade produtiva, em decorrência dos processos de degradação causados por fatores como manejo inadequado da lotação, com superpastejo alternado com subpastejo; e redução da disponibilidade de nutrientes no solo, fatores que enfraquecem as plantas e as colocam mais predispostas ao ataque de pragas, doenças e competição com plantas daninhas.

Sistemas de produção mais sustentáveis indica que os consorciados surgem como técnicas capazes de potencializar o uso dos recursos naturais e gerar renda de maneira mais eficiente, além de poder colaborar com a regressão de processos de degradação ambiental.

Árvores, culturas agrícolas e animais já podem conviver em uma mesma área para otimizar o uso do solo e maximizar os retornos econômicos do produtor e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do sistema produtivo. A sombra das árvores é muito importante para conferir conforto ao gado. Não é incomum observarmos grandes aglomerações de animais sob a copa das árvores nas horas mais quentes do dia. Sabe-se também que o gado leiteiro apresenta queda de 10% a 20% de produção quando falta sombra no pasto. Algumas espécies de árvores e arbustos que podem ser usadas no ILPF são as leguminosas Acácia-mimosa, Agulha-de-adão, Gliricidia além da Amoreira. Essas plantas são muito utilizadas por capturarem o nitrogênio do ar através de bactérias que vivem no solo para as raízes das plantas e com isso disponibilizam mais proteínas para os animais. Isso acarreta em um enriquecimento da alimentação do gado, aumento do seu peso e produção de leite e a quantidade de matéria orgânica no solo. As leguminosas ainda podem ser utilizadas como cercas vivas.

Além de todos os benefícios citados, não devemos esquecer que o ILPF está diretamente ligado a redução da emissão de gases que propiciam a ocorrência do efeito estufa.

Podemos perceber, portanto, que o sistema Lavoura- Pecuária – Floresta consegue conservar os recursos naturais, permite a infiltração da água, polinização, controle biológico, retenção do solo, preservação da biodiversidade, aumenta a produtividade agrícola e pecuária e fixa o homem no campo o que traz melhoria na qualidade de vida.

Fonte: www.diadecampo.com.br
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18 nov 2011

Sustentabilidade está ligada à capacitação

Quantificação e redução de recursos naturais deve passar por todos os setores da economia brasileira

Kamila Pitombeira
24/10/2011

A ideia de sustentabilidade, muito difundida em diversos setores da economia mundial, passa pelo conceito de produzir mais utilizando menos recursos, ou ainda renovando esses recursos. No entanto, não menos importante, é o fato de que esse conceito deve estar ligado à união de todos os setores, capacitando toda a população. Esse é um princípio já adotado por algumas empresas do mercado, como a Monsanto, responsável pelo programa Do Campo ao Mercado, um dos temas do fórum Produção, Conservação e Lucratividade – A Economia Verde como Fonte de Equilíbrio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 26 de outubro, em Campinas (SP). Segundo Gabriela Burian, líder de sustentabilidade da empresa, o Brasil está situado no pólo da questão meio ambiente.

— Temos o desfio de sermos, hoje, o segundo maior produtor de alimentos do mundo e, ao mesmo tempo, o país com maior biodiversidade. A solução de dilemas importantes do ponto de vista de mudanças climáticas passa pelo Brasil, assim como a solução de alimentação da população que deverá girar em torno de 9 bilhões em 2050 — afirma Gabriela.

Ela diz que a solução para definir como produzir mais com menos recursos naturais no mundo passa, necessariamente, por algo que será discutido na Rio+20 e que, nesse contexto, as oportunidades para o Brasil são muitas, como dar continuidade a um desenvolvimento sustentável, que inclua as pessoas que ainda estão fora da camada produtiva, eliminando assim a pobreza ainda existente no país. Ao mesmo tempo, a entrevistada afirma que é preciso reduzir o desmatamento, já que o país ainda é um grande emissor de gases de efeito estufa.

— Tudo isso pode virar negócio. Por exemplo, a conservação do meio ambiente conta com estratégias como os serviços ambientais. O desafio é como cobrar isso e, para enfrentá-lo, é preciso a união de todos os setores, ou seja, o empresarial, o governo, a academia e a mídia, capacitando assim toda a população — explica.

Gabriela citou ainda o programa Do Campo ao Mercado, criado pela Monsanto com o objetivo de incentivar a sustentabilidade no setor rural.

— O programa é um chamado para a sociedade e deve ser desenvolvido por todos. A ideia é que tenhamos desde produtores até varejo, passando por ONG, academias e Embrapa, medindo e quantificando quanto de recursos naturais utilizamos para produzir alimentos no país e o que podemos fazer para reduzir — conta.

Ela completa dizendo que o setor agrícola quer e pode contribuir para uma economia de baixo carbono e que essa iniciativa foi criada para oferecer ferramentas a todos, independente de credos, bandeiras ou paradigmas.

Para mais informações sobre o evento, basta acessar o link http://www.diadecampo.com.br/forumeconomiaverde/.

Fonte: www.diadecampo.com.br
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