O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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21 nov 2011

Integração Lavoura – Pecuária e Floresta protege o meio ambiente e diversifica a produção

A base da alimentação animal da pecuária nacional são os pastos, entretanto, se mal manejados, apresentam rápido e acentuado declínio em sua capacidade produtiva, em decorrência dos processos de degradação causados por fatores como manejo inadequado da lotação, com superpastejo alternado com subpastejo; e redução da disponibilidade de nutrientes no solo, fatores que enfraquecem as plantas e as colocam mais predispostas ao ataque de pragas, doenças e competição com plantas daninhas.

Sistemas de produção mais sustentáveis indica que os consorciados surgem como técnicas capazes de potencializar o uso dos recursos naturais e gerar renda de maneira mais eficiente, além de poder colaborar com a regressão de processos de degradação ambiental.

Árvores, culturas agrícolas e animais já podem conviver em uma mesma área para otimizar o uso do solo e maximizar os retornos econômicos do produtor e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do sistema produtivo. A sombra das árvores é muito importante para conferir conforto ao gado. Não é incomum observarmos grandes aglomerações de animais sob a copa das árvores nas horas mais quentes do dia. Sabe-se também que o gado leiteiro apresenta queda de 10% a 20% de produção quando falta sombra no pasto. Algumas espécies de árvores e arbustos que podem ser usadas no ILPF são as leguminosas Acácia-mimosa, Agulha-de-adão, Gliricidia além da Amoreira. Essas plantas são muito utilizadas por capturarem o nitrogênio do ar através de bactérias que vivem no solo para as raízes das plantas e com isso disponibilizam mais proteínas para os animais. Isso acarreta em um enriquecimento da alimentação do gado, aumento do seu peso e produção de leite e a quantidade de matéria orgânica no solo. As leguminosas ainda podem ser utilizadas como cercas vivas.

Além de todos os benefícios citados, não devemos esquecer que o ILPF está diretamente ligado a redução da emissão de gases que propiciam a ocorrência do efeito estufa.

Podemos perceber, portanto, que o sistema Lavoura- Pecuária – Floresta consegue conservar os recursos naturais, permite a infiltração da água, polinização, controle biológico, retenção do solo, preservação da biodiversidade, aumenta a produtividade agrícola e pecuária e fixa o homem no campo o que traz melhoria na qualidade de vida.

Fonte: www.diadecampo.com.br
18 nov 2011

Sustentabilidade está ligada à capacitação

Quantificação e redução de recursos naturais deve passar por todos os setores da economia brasileira

Kamila Pitombeira
24/10/2011

A ideia de sustentabilidade, muito difundida em diversos setores da economia mundial, passa pelo conceito de produzir mais utilizando menos recursos, ou ainda renovando esses recursos. No entanto, não menos importante, é o fato de que esse conceito deve estar ligado à união de todos os setores, capacitando toda a população. Esse é um princípio já adotado por algumas empresas do mercado, como a Monsanto, responsável pelo programa Do Campo ao Mercado, um dos temas do fórum Produção, Conservação e Lucratividade – A Economia Verde como Fonte de Equilíbrio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 26 de outubro, em Campinas (SP). Segundo Gabriela Burian, líder de sustentabilidade da empresa, o Brasil está situado no pólo da questão meio ambiente.

— Temos o desfio de sermos, hoje, o segundo maior produtor de alimentos do mundo e, ao mesmo tempo, o país com maior biodiversidade. A solução de dilemas importantes do ponto de vista de mudanças climáticas passa pelo Brasil, assim como a solução de alimentação da população que deverá girar em torno de 9 bilhões em 2050 — afirma Gabriela.

Ela diz que a solução para definir como produzir mais com menos recursos naturais no mundo passa, necessariamente, por algo que será discutido na Rio+20 e que, nesse contexto, as oportunidades para o Brasil são muitas, como dar continuidade a um desenvolvimento sustentável, que inclua as pessoas que ainda estão fora da camada produtiva, eliminando assim a pobreza ainda existente no país. Ao mesmo tempo, a entrevistada afirma que é preciso reduzir o desmatamento, já que o país ainda é um grande emissor de gases de efeito estufa.

— Tudo isso pode virar negócio. Por exemplo, a conservação do meio ambiente conta com estratégias como os serviços ambientais. O desafio é como cobrar isso e, para enfrentá-lo, é preciso a união de todos os setores, ou seja, o empresarial, o governo, a academia e a mídia, capacitando assim toda a população — explica.

Gabriela citou ainda o programa Do Campo ao Mercado, criado pela Monsanto com o objetivo de incentivar a sustentabilidade no setor rural.

— O programa é um chamado para a sociedade e deve ser desenvolvido por todos. A ideia é que tenhamos desde produtores até varejo, passando por ONG, academias e Embrapa, medindo e quantificando quanto de recursos naturais utilizamos para produzir alimentos no país e o que podemos fazer para reduzir — conta.

Ela completa dizendo que o setor agrícola quer e pode contribuir para uma economia de baixo carbono e que essa iniciativa foi criada para oferecer ferramentas a todos, independente de credos, bandeiras ou paradigmas.

Para mais informações sobre o evento, basta acessar o link http://www.diadecampo.com.br/forumeconomiaverde/.

Fonte: www.diadecampo.com.br
18 nov 2011
Wolf Seeds - Novembro 2011

O que as pessoas sabem sobre agronegócio?

Auto-estima é a necessidade que reúne o agro ao cidadão urbano emergente

Wolf Seeds - Novembro 2011

O que pensa a cidade dos negócios lá do campo? O que pensam as classes sociais emergentes, das grandes cidades brasileiras, sobre o agronegócio? Qual é a percepção dos segmentos de alta renda e com altíssima educação a respeito do setor agrícola? Será que o conceito da cadeia de valor do “agribusiness” é decodificado pela população urbana?

Para desvendar essas questões o Núcleo de Agronegócio da ESPM finalizou uma pesquisa na cidade de São Paulo, para ajudar a colocar luz no tema. Foi uma pesquisa exploratória, sendo uma quantitativa com 77 pesquisados, no segmento de alta renda e altíssima educação e outros dois grupos numa pesquisa qualitativa,  da classe “C”, sendo um dos grupos mulheres e o outro homens.

Assisti pessoalmente a um dos grupos, na reunião das mulheres Classe C, Lembrei-me da inesquecível expressão do Joãozinho 30, carnavalesco vitorioso, que disse “quem gosta de miséria é intelectual!”. Uma sensação parecida tive, ao sentir um forte orgulho dos entrevistados ao associarem o progresso, a importância internacional do agronegócio brasileiro, ao respeito que o mundo passou a conferir para o Brasil nesse setor.

Imediatamente estabeleci uma relação de valores e de auto-estima entre a vontade de inclusão e de sucesso desses cerca de 100 milhões de brasileiros, da nova classe média, com o êxito do agronegócio. Ouvi e vi um discorrer claro sobre o que significa agronegócio, “os negócios das coisas que são produzidas a partir do que é feito no campo”; presenciei debates entre os participantes falando desse novo interior, diferente do passado, com tecnologia, com mais qualidade de vida.

Nesse grupo de mulheres classe C, a associação entre o ” novo interior ” do Brasil, com o agronegócio fica claro. Há esperança, existe satisfação e uma imagem de poder, beleza e riqueza, nos remetendo então ao luxo das escolas de samba e às verdades proferidas por Joãozinho Trinta. Do plano Real, até agora, vimos as classes C/D brasileiras que representavam 39% do consumo no país, passarem a significar 60% do consumo nacional. A ascensão provocou mudanças de valores, necessidades, vontades e desejos diferenciados de consumo. O movimento sociologico das classees sociais está sempre acompanhado por simbolos de status e de poder. E, nesse sentido, vi uma relação umbilical entre a nova classe média do país e o significado de sucesso do que passou a representar, e consequentemente ser percebido, o agronegócio.

Existem aspectos desagradáveis nas percepções urbanas? Sim. Nesse mesmo grupo, o êxodo rural é associado ao pequeno, ao pobre, ao sofrido do campo. Porém, vi uma clara distinção de percepção entre esse “campo de sucesso” o agroengócio, versus o ” campo do atraso “, o antigo…

Fica agora um sentimento a partir da observação do grupo entrevistado: Inclusão é o nome do jogo. Auto-estima é a necessidade que reúne o agro ao cidadão urbano emergente. Existem afinidades. O que está faltando é uma ação inteligente de comunicação que apresente, de maneira amiga, fraternal e carinhosa, a nova classe média urbana do país à nova sociedade trabalhadora e empreendedora do campo.

O Agronegócio mudou o Brasil, e o cidadão urbano brasileiro guarda, no seu íntimo, uma forte admiração pelo campo.

Texto elaborado com exclusividade para o material InfoWolf 16

Fonte: www.diadecampo.com.br
18 nov 2011

Período chuvoso aumenta produção leiteira

Seagro MaranhãoÉpoca exige prevenção contra verminoses, programação da alimentação e medidas de manejo adequadas

Kamila Pitombeira
18/11/2011

O período chuvoso, época de alta umidade no Estado do Tocantins, traz benefícios como o aumento da produção leiteira, que chega a 70%. É o tempo propício para a programação da alimentação. No entanto, junto com a possibilidade de investir nas pastagens, a época traz alguns problemas relacionados à sanidade dos animais. Entre os mais comuns, estão os problemas respiratórios e as verminoses. Por isso, é preciso que o produtor faça um tratamento preventivo e adote as medidas de manejo adequadas.

Segundo Cláudio Saião, coordenador de desenvolvimento animal da Seagro (Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário), na pecuária de corte, é preciso ter cuidado com bezerros, pois nesse período, surgem problemas relacionados a ácaros, sarnas e fungos.

— Na criação de bezerros de leite, ocorrem enfermidades como pneumonia e gastroenterites. Já na produção de ovinos e caprinos, é preciso saber o horário correto para liberar os animais nas pastagens, pois com a alta umidade, podem ocorrer verminoses — afirma o coordenador.

No Tocantins, Saião conta que os maiores problemas estão relacionados ao sistema respiratório e digestivo. Com relação aos equinos, trabalhos realizados por universidades recomendam a diversificação de pastagens, o que aumenta as fontes de forragens como as braqueárias. Assim, é possível diminuir os índices de mortalidade nas épocas de água.

— Os maiores cuidados devem estar relacionados às verminoses e ao controle estratégico de carrapatos e moscas do chifre. Portanto, todos são fatores relacionados ao controle de endo e ectoparasitas, além da questão da umidade, que provoca problemas respiratórios — diz.

De acordo com ele, todo produtor precisa realizar um planejamento, o que envolve a questão de manejo, sanidade e genética. No entanto, essa época é propícia para planejar as pastagens. Então, é interessante que ele faça uma análise de solo, verificando os índices de calcário, de adubo, tipos de solo e sementes que podem ser usadas.

— No caso da bovinocultura leiteira, a produção de leite chega a crescer até 70% nessa época de águas, especificamente no Estado do Tocantins. Já na época de seca, ela cai muito. Então, o que precisa ser feito é uma boa programação de alimentos. Pode ser um plantio de cana para oferecer na época das águas, o plantio de milho para silagem, ou ainda o plantio de mandioca para oferecer aos animais — orienta o entrevistado.

Já em relação às aves, Saião conta que demandam um controle maior por causa da umidade. No entanto, esse controle costuma ser bem realizado pelos granjeiros. Já o alimento, também não precisa de muitos cuidados, já que elas costumam se alimentar de rações concentradas.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Seagro através do link http://www.seagro.to.gov.br/.

Fonte: www.diadecampo.com.br