Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que fez a palestra de abertura do Congresso da Abag, o cenário do agronegócio brasileiro é bastante promissor. Segundo ele, em função de um mercado interno forte, dinâmico e que teve grande expansão nos últimos anos, o Brasil tende a não sofrer tanto as consequências de uma conjuntura internacional adversa, marcada por desaceleração na China, estagnação na Europa e recuperação lenta da economia americana.

“O Brasil é um dos poucos países no mundo cuja renda dos mais pobres cresceu mais do que a da parcela mais rica da população”, lembra Coutinho. De acordo com ele, nos últimos anos a renda dos 20% mais pobres teve um crescimento de 6,6%, enquanto a dos 20% mais ricos crescia apenas 1,8%. “Isso explica o fato de que nos últimos cinco anos, o consumo das famílias só não tenha aumentado em dois trimestres”, comenta.

Coutinho salienta que boa parte dessa situação favorável da economia brasileira, mesmo com um cenário externo negativo, se deve ao agronegócio. “O agronegócio, que hoje representa 22,1% do PIB, tem sido o grande esteio da estabilidade econômica brasileira. É ele que tem conseguido suprir a oferta de alimentos para uma sociedade cada vez mais urbana sem que isso represente pressão inflacionária. É o agronegócio que também tem garantido um superávit comercial que assegura um nível de reservas internacionais que ajudou a blindar nossa economia contra as crises internacionais”, conclui o presidente do BNDES.

Fonte: AgroLink