O evento apresentou propostas para a descabonização da economia global e foi realizado em Lima, no Peru

Pedro Moura Costa, presidente da BVRio, em discurso na conferência da ONU em Lima, no Peru
Pedro Moura Costa, presidente da BVRio, em discurso na conferência da ONU em Lima, no Peru

Durante a Conferência da ONU para Mudanças Climáticas – COP20 – líderes de governos, empresas e organizações internacionais discutiram a necessidade de precificar o carbono e de ter transparência na descarbonização da economia. O evento foi organizado pelo Banco Mundial, WBCSD e IETA (International Emissions Trading Association).

Durante o evento, foi lançada a iniciativa Coalizão de Lideranças para Precificação do Carbono que contou com a participação de Rachel Kyte, vice presidente do Banco Mundial; Yoon Seong-kyu, Ministro do Meio Ambiente da Coréia do Sul; Paul Polman, CEO da Unilever; Pedro Moura Costa, presidente da BVRio; Edie Chang, Diretora Executiva do Air Resources Board da Califórnia; Mats Andersson, CEO da AP4, maior gestora de fundos de pensão da Suécia); Dirk Forrister, CEO da IETA e Peter Bakker, CEO do WBCSD.

Colocar um preço no carbono proporciona uma motivação para investimentos para um crescimento econômico sustentável. Independentemente do mecanismo utilizado, o preço do carbono deve ser parte de qualquer política que visa intensificar a mitigação das mudanças climáticas. Além disto, a precificação do carbono também melhora a eficiência da economia, permitindo o aumento dos investimentos do governo ou reduções de impostos em outras áreas.

As políticas de “cap and trade” e Sistemas de Comércio de Emissões (ETS) têm sido amplamente adotados nos últimos anos por causa de seu potencial para promover a redução das emissões de gases com efeito de estufa.

No Brasil grupos empresariais já começaram a implementar um sistema que simula a comercialização de certificados de permissão de emissões. A iniciativa Empresas pelo Clima (EPC), desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), implementou uma simulação de comércio de carbono com base em dados corporativos reais de emissões para engajar empresas brasileiras nas discussões em torno do mercado de “cap and trade”. As negociações simuladas são realizadas na plataforma eletrônica de negociações da Bolsa de Valores Ambientais BVRio, que participa do comitê orientador.

As empresas que já participam da simulação são: AES Brasil, Anglo American, Banco, Citibank, Banco do Brasil, Itau Unibanco, Braskem, CCR, Construtora Camargo Correa, Duratex S.A, Eletrobras Furnas, Ecofrotas, Grupo Boticario, Klabin, Raizen Energia S.A, Oi S.A, Sanepar, Suzano Papele Celulose, Tam, Telefonica Vivo, e a Vale.

A esperança para uma economia de baixo carbono está depositada na próxima Conferência da ONU para Mudanças Climáticas – COP21, que será realizada em 2015 em Paris. Durante a COP20 foi promovida a “Declaração de Paris”, uma iniciativa que reúne a assinatura de diversos stakeholders como estados, regiões, cidades, empresas e financiadores que apoiam um acordo climático internacional que irá superar o Protocolo de Quioto, assinado em 1997. A BVRio assinou a Declaração de Paris no World Climate Summit, que ocorreu durante a COP.

Fonte: Painel Florestal