Os preços do café dispararam na Bolsa de Nova York, ontem, acompanhando o bom humor dos mercados financeiros e dados que mostraram que a oferta do grão está mais apertada no mundo

Os preços do café dispararam na Bolsa de Nova York, ontem, acompanhando o bom humor dos mercados financeiros e dados que mostraram que a oferta do grão está mais apertada no mundo. O contrato março subiu 4,11%, para 236,90 centavos de dólar por libra-peso. Uma ação coordenada pelos bancos centrais de EUA, Canadá, Inglaterra, Japão, Zona do Euro e Suíça para ampliar a liquidez do sistema financeiro global derrubou o dólar e beneficiou as commodities.

Depois, a Organização Internacional do Café (OIC) informou que as exportações mundiais caíram 8,7% em outubro – primeiro mês da safra 2011/12 – para 7,1 milhões de sacas de 60 quilos, na comparação com o mesmo período do ano passado. Para analistas, a queda nas vendas sinalizou uma oferta mais apertada do grão no curto prazo. Há pouco grão de qualidade disponível por causa das fortes chuvas na América Central e na Colômbia, disse Jack Scoville, presidente do Price Futures Group, para a agência Dow Jones. As chuvas também prejudicaram o transporte de café das fazendas até os portos naquelas regiões. “Não há razão para o preço cair”, disse ele, que acredita que a baixa oferta de grão continuará a manter as cotações firmes em Nova York.

Na Bolsa de Chicago, as cotações da soja e do milho fecharam longe dos maiores níveis alcançados no dia por causa de realizações de lucro ao longo do pregão. O contrato janeiro da oleaginosa subiu 0,56%, a US$ 11,3125 por bushel, enquanto o março do grão avançou 0,41%, a US$ 6,08 por bushel.

Fonte: www.canaldoprodutor.com.br