Os produtores de café terão até junho para pagar a primeira parcela do financiamento de estocagem do produto referente a operações de crédito contratadas no período de 1º de janeiro de 2012 a 28 de março deste ano, com recursos do Funcafé

estoque de cafe

Os produtores de café terão até junho para pagar a primeira parcela do financiamento de estocagem do produto referente a operações de crédito contratadas no período de 1º de janeiro de 2012 a 28 de março deste ano, com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A medida, aprovada na última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), é considerada paliativa e atende parcialmente ao pleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A expectativa era de que a medida viesse acompanhada do anúncio da revisão do preço mínimo do grão, de R$ 261,69/saca, para estimular a reação das cotações do produto e evitar mais prejuízos ao produtor rural diante do cenário de baixa dos preços do grão. Em 12 meses, as cotações do café arábica na bolsa de Nova York tiveram desvalorização média de US$ 81/saca. No mercado físico, a perda por saca superou R$ 78,00, no mesmo período, sendo que, em algumas regiões, o valor de venda tem sido inferior ao custo de produção.

Com a decisão do CMN, os produtores de café terão até junho para pagar a primeira parcela do financiamento de estocagem do produto referente a operações de crédito contratadas com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A decisão também alterou o cronograma de pagamento das prestações, que passa a ser mensal, podendo ser quitado em 12 parcelas. Desta forma, os cafeicultores terão até 31 de maio para procurar as instituições financeiras e reprogramar o reembolso do crédito. Esta foi a único voto do CMN destinado à cafeicultura.

Para a CNA, a medida pode ajudar a controlar a entrada do produto estocado para comercialização, diante dos baixos preços do grão, pois evitaria a utilização da produção física para quitação dos débitos e perda ainda maior de renda ao produtor. Entretanto, na avaliação da entidade, esta medida deveria ser acompanhada de outras ações, como a definição de preços mínimos regionalizados, para assegurar ao cafeicultor um preço de venda superior ao custo de produção. Esta medida levaria em conta as peculiaridades das principais regiões produtoras, com o objetivo de dar mais competitividade à cafeicultura brasileira.

Fonte: Canal do Produtor