Pra não dizer que apenas um produto do agronegócio brasileiro está em alta, o Brasil é a bola da vez.

Primeiro tivemos a redução de impostos para o etanol brasileiro para entrar nos Estados Unidos no finalzinho de dezembro.

Agora os Yankees liberaram a importação de carne suína tupiniquim. Isso é fantástico.

Uma agroindústria esperta estaria reunida neste momento para traçar uma nova estratégia de produção da carne a ser exportada nos próximos dois anos. Por conta da liberação dos EUA, haverá novos investimentos na cadeia da suinocultura.

O setor vai precisar de mais matrizes, mais galpões, mais mão-de-obra, etc. Claro que temos uma capacidade ociosa de 40% a 50% que será suficiente para dar conta num primeiro momento.

Mas para 2013 e 2014 e se as exportações se comportarem positivamente, haverá uma das maiores exportações de carne suína que o Brasil já viu.

Essas empresas exportadoras têm controle sanitário de excelência, qualidade suficiente e segurança.

Esperamos que a boa sorte vinda dos EUA também sopre na direção da carne bovina in natura.

Exportações 2011

De janeiro a dezembro de 2011, o Brasil exportou 129.734 toneladas de carne suína para Hong Kong, um aumento de 30,08% em relação a igual período de 2010. Em receita o resultado foi de US$ 323,78 milhões, ampliação de 61,79%. Para a Rússia, no mesmo período, o Brasil vendeu 126.449 t, uma queda de 45,96% na comparação com os doze meses de 2010. Em receita a queda foi de aproximadamente 40%.

Levando-se em consideração o embargo sanitário russo, em 2011, com a consequente redução de quase 50% das vendas para aquele mercado, o Brasil encerrou o ano com um resultado menos dramático do que o imaginado. Houve um pequeno declínio nas exportações de carne suína – 4,44% em toneladas – e um aumento de 7% em valor. O Brasil embarcou 516.419 toneladas e obteve um faturamento de US$ 1,43 bilhão, ante 540.418 t e US$ 1,34 bilhão em 2010.