O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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04 maio 2017

ILPF já atingiu a marca de 11,5 milhões de hectares do agronegócio brasileiro

Pesquisa feita pela Rede de Fomento a ILPF revela que sistema aumentou em quase dez milhões de hectares em dez anos e já sequestrou 21,8 milhões de toneladas de CO2

ILPF: tendência mais que comprovada para o agronegócio e que o meio ambiente agradece

O agronegócio brasileiro possuía, em 2015 uma área de 11,5 milhões de hectares onde a produção agropecuária se deu por meio de sistemas integrados, envolvendo pecuária, agricultura e também o plantio de floresta. A constatação foi feita em recente pesquisa realizada pelo Kleffmann Group, por encomenda da Rede de Fomento ILPF-Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, uma parceria público-privada formada por empresas, cooperativas e da qual também participa a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A Rede de Fomento faz parte de um esforço conjunto para intensificar a adoção dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta por produtores rurais.READ MORE

15 jun 2016

Cultivo de florestas plantadas alia produtividade e sustentabilidade na agricultura

O exemplo do Mato Grosso do Sul é observado por Estados que querem aumentar a vocação florestal com o uso de áreas degradadas

Plantio de mudas de espécies florestais no Mato Grosso do Sul
Plantio de mudas de espécies florestais no Mato Grosso do Sul

Uma atividade que há pouco mais de duas décadas demonstrava resultados cautelosos colocou Mato Grosso do Sul em posição de destaque nacional, ocupando o segundo lugar nacional em área plantada com espécies florestais comerciais. A informação divulgada em 2014 pelo levantamento da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa aponta ainda que a produção local ultrapassa oito milhões de metros cúbicos e ocupa mais de 880 mil hectares.

O investimento na cultura de Florestas Plantadas é uma das estratégias de trabalho do projeto ABC Cerrado, idealizado pela parceria do Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Ministério da Agricultura, Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o Banco Mundial. Com foco na redução da emissão dos gases de efeito estufa, a iniciativa oferece capacitação e assistência técnica aos produtores rurais participantes que demonstrem interesse em implantar mais três tecnologias produtivas: Sistema de Plantio Direto, ILPF – Integração Lavoura, Pecuária e Floresta e Recuperação de Pastagens.

Na avaliação do profissional responsável pela capacitação da equipe técnica do Senar/MS, o engenheiro agrônomo Moacir Sales Medrado, o setor florestal consolida a aptidão agropecuária do Estado, porém é importante observar fatores que serão fundamentais para começar o negócio. “Montar uma empresa exige do empreendedor a certeza de que o futuro é o presente lá na frente. É hoje, na hora de pensar a empresa florestal, que se desenha o futuro dela. Por isso, o planejamento deve vir antes das funções de organização, direção e controle”, aconselha.

Um levantamento divulgado pelo Projeto Campo Futuro, em 2014, estima que o custo operacional para iniciar o plantio é de R$ 8 mil, sendo que deste total 47% representam os gastos do primeiro ano com implantação da floresta, preparo da terra, plantio e aplicação de insumos. “No entanto, é importante observar que os valores podem variar de acordo com as condições do solo, clima e manejo. Definir a área para instalar uma empresa florestal não é uma tarefa simples, pois se devem considerar os fatores locais, a logística, as dificuldades de exploração e o valor da madeira”, argumenta Medrado.

Sustentabilidade X Rentabilidade – Assim como as demais tecnologias preconizadas no ABC Cerrado, a Floresta Plantada comprova sua viabilidade comercial e possibilitará que o país se destaque por desenvolver uma agricultura imbatível do ponto de vista econômico, ambiental e social, visto que ampliará a geração de empregos, divisas e impostos tão importantes para o fortalecimento da economia nacional.

O agrônomo revela qual abordagem apresentará aos técnicos de campo do Senar/MS, que ficarão responsáveis por prestar serviço de assistência técnica para 400 produtores rurais durante 18 meses. “Os principais pontos que irei tratar na capacitação dizem respeito à importância da análise de mercado no empreendimento florestal, manejo adequado às condições edafoclimáticas do Cerrado, além de demonstrar as possibilidades de cultivo”, argumenta.

Medrado enfatiza ainda que o modelo adotado pelo ABC Cerrado é revolucionário, já que não dissocia a gestão das tecnológicas agropecuárias e florestais, pelo contrário tem objetivo de integrá-las. “Sou um agrônomo que começou a vida profissional no serviço de assistência técnica e migrou para a pesquisa agropecuária, trabalhando por 33 anos na Embrapa. Sou, portanto, uma pessoa ligada ao mundo da tecnologia. Gosto de reforçar que a gestão das atividades rurais é fundamental e cresce em importância quando o empreendedor se propõe a trabalhar com sistemas de integração como os preconizados pela estratégia de integração lavoura, pecuária e floresta denominada de Estratégia ILPF”, conclui.

Fonte: Sistema Famasul, editado por Painel Florestal

06 abr 2016

Produtores rurais têm mais um mês para fazer o Cadastro Ambiental Rural

No dia 5 de maio termina o prazo determinado pelo Código Florestal para que os proprietários de terras prestem as informações ambientais referentes a situação das áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal

carProdutores rurais têm mais um mês para fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR). No dia 5 de maio termina o prazo determinado pelo Código Florestal para que os proprietários de terras prestem as informações ambientais referentes a situação das áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, Uso Restrito, florestas e vegetação nativa e todas as áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país.

Apesar da demanda do setor agropecuário, o prazo não deve se prorrogado, disse o diretor de Fomento e Inclusão Florestal do Serviço Florestal Brasileiro, Carlos Eduardo Portella Sturm. “Não há nenhuma indicação nem técnica, nem política, para prorrogação do prazo do CAR”, afirmou.

O CAR foi regulamentado em maio de 2014 e, em maio de 2015, o prazo para cadastro das terras foi prorrogado por um ano. O sistema servirá como base de dados para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento no Brasil e para o planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

Sistema nacional

O último boletim divulgado pelo Serviço Florestal Brasileiro, com dados até 29 de fevereiro, revela que 269 milhões hectares já foram registrados no Sistema Nacional do CAR (Sicar), que representa 67,6% da área passível de cadastro. Um novo boletim – com os dados de março – deve ser divulgado até 10 de abril.

O percentual de área cadastrada na região Norte é de 83,9%; no Nordeste, 38,4%; no Centro-Oeste, 65,6%; no Sudeste, 67,4%; e no Sul, 35,7% da área passível de cadastro já estão no Sicar.

Regularização ambiental

Os estados e o Distrito Federal têm a maior competência legal no Código Florestal. O governo federal está estruturando o Sicar, construído em módulos, e os estados é que vão checar e validar o CAR das propriedades, que vão dizer quais as regras do Programa de Regularização Ambiental (PRA), que vão monitorar a implementação e o cumprimento do código.

Sturm explicou que é importante que, no momento do cadastro, os produtores façam a adesão ao PRA. “Ali, ele já está iniciando o cumprimento do prazo de indicar sua adesão ao programa e já assume que quer obter os benefícios do código”, disse.

Segundo ele, há uma boa adesão dos órgãos estaduais de meio ambiente para finalizar o CAR. “Eles têm um papel muito importante nessa reta final de promover a comunicação com os produtores”, disse, frisando que, em fevereiro, por exemplo, só em Minas Gerais mais de 900 mil hectares entraram no CAR.

O módulo de análise e validação já está em produção em Mato Grosso e em fase de testes nos demais estados. Para Sturm, mais de 60 técnicos de órgãos estaduais de meio ambiente já foram capacitados este ano pelo governo federal para trabalhar com o módulo. “Essa manipulação vai nos ajudar a dar os ajustes para que, no segundo semestre, o módulo esteja rodando em todo o país”, disse.

O percentual de área de reserva florestal na propriedade rural que deve ser preservada varia de 20% a 80%, de acordo com o bioma onde está localizada. Por exemplo, na Amazônia Legal, 80%, e no cerrado, 35%. Fazer o CAR, entretanto, não significa que o proprietário está cumprindo as regras do Código Florestal, se tiver passivo ambiental é preciso fazer a regularização.

Para recuperar suas áreas, os imóveis com déficit de reserva legal têm a opção de recompor a floresta por meio do plantio de mudas ou regeneração natural, aderindo ao PRA. Há também alguns instrumentos econômicos como a opção de compra de cotas de Reserva Ambiental em propriedades que têm excedente, desde que atendidas as condições legais.

O Artigo 41 da Lei do Código Florestal, que prevê esses instrumentos que também beneficiam proprietários com ativos florestais, ainda está em fase de regulamentação.

Perda de benefícios

Não há previsão de sanção direta ao produtor que não aderir ao CAR, segundo Sturm, mas ele perde uma série de benefícios que estão ligados ao prazo para o cadastramento, como a suspensão da aplicação de multas e a recomposição do passivo em 20 anos.

Além de perda de benefícios depois de 5 de maio, a lei prevê que, após cinco anos de sua publicação, a partir de 28 de maio de 2017, as instituições financeiras não poderão conceder crédito rural aos agricultores que não tiverem o cadastro regularizado.

Fonte: Agência Brasil

22 mar 2016

El Niño enfraquece no outono, mas frio intenso e geada marcarão estação

Instabilidade climática deixa agricultores paranaenses apreensivos. Especialista recomenda que produtores respeitem zoneamento agrícola

frio-intensoO verão foi marcado por chuvas acima da média. O El Niño, fenômeno climático responsável pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, gerou muitos transtornos aos agricultores paranaenses nos últimos quatro meses. Com a mudança de estação, especialistas acreditam que o El Niño vai enfraquecer. No entanto, o outono será marcado pelo frio intenso e geadas.

Preocupado, o agricultor Willem Bouwman não deixa de calcular. A safra da soja, em novembro de 2015, atrasou devido ao excesso de chuva, e como consequência a semeadura só ocorreu vinte dias depois do previsto. Não bastesse isso, os índices de produtividade apontaram queda de 15% a 20% da produtividade, em comparação com a safra anterior. Com a entrada da nova estação, o agricultor não esconde a preocupação.

“Estou preocupado por três fatores. Houve atraso no plantio, foi um ano muito difícil para controlarmos a ferrugem, doença que dizima a cultura em um período muito curto, e como último fator aponto a perda da qualidade do grão da soja”, relata Bouwman.

A estação será marcada por dias nublados e muita umidade. “Estamos vindo de dois invernos, duas safras de inverno, onde tínhamos cenário de El Niño sem tanta presença do frio, de ocorrências de geadas. Alertamos os produtores sobre a volta do frio e, sobre a possibilidade de ocorrência de mais geadas nessa safra”, explica o agrometeorologista José Prestes Neto.

Para o agrometeorologista, os produtores devem programar as culturas de inverno, como aveia e trigo, conforme o plano de zoneamento agrícola do Ministério da Agricultura. O programa prevê datas específicas para a semeadura já considerando as condições climáticas.

“Acreditamos que esse ano o produtor não terá tanta dificuldade em controlar doenças e também na colheita. Ano passado os produtores sofreram na colheita do trigo devido ao excesso de chuva no período. Este ano, a colheita deve ser mais tranquila com a neutralidade do El Niño”, diz.

Além disso, os agricultores continuam contando com uma ‘santa’ ajuda. “O agricultor precisa fazer a sua parte, o resto depende do clima.  Esperamos que em 2016 tenhamos um ano mais normal”, comenta o produtor Willem Bouwman.

Fonte: G1

09 mar 2016

Integração Lavoura, Pecuária e Floresta reduz impacto nas mudanças climáticas

Os dados do estudo mostram os possíveis riscos do aquecimento global se a temperatura subir entre 3°C e 4°C

ILPF é um modelo eficiente de combate ao efeito estufa
ILPF é um modelo eficiente de combate ao efeito estufa

Plantio direto, Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) para recuperação de pastagens degradadas. Esses são alguns exemplos de técnicas sustentáveis, utilizadas no Brasil, que têm minimizado a emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera. O estudo “Riscos de Mudanças Climáticas no Brasil e Limites à Adaptação”, divulgado nessa quarta-feira, 2, pelo Centro de Monitoramento de Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), em parceria com a Embaixada do Reino Unido no Brasil, revela que, no ano de 2100, o aquecimento global pode chegar ao limite de 4° Celsius em relação à era pré-industrial e trará riscos significativos à agricultura, saúde e biodiversidade.

Os impactos das mudanças climáticas são estimados para um cenário futuro em que os países não cumpriram as meta para reduzir a emissão de gases e amenizar o aquecimento global. Entretanto, de acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Assad, o Brasil utiliza técnicas sustentáveis, como produção de sementes mais resistentes à seca e sistemas de conservação e restauração, reconhecidos pelo Programa Agricultura de Baixo de Carbono (ABC), que vão ajudar o país a sofrer menos as consequências das mudanças climáticas. “O cenário preocupa, mas o país tem condições de continuar como grande produtor mundial de alimentos”.

Os dados do estudo mostram os possíveis riscos do aquecimento global se a temperatura subir entre 3°C e 4°C. Na agricultura, por exemplo, o risco aumenta substancialmente em função das altas temperaturas e deficiência hídrica. Haveria uma redução das áreas de baixo risco para as plantações de milho, feijão e arroz. A cultura do feijão seria afetada com perda de 57% das áreas de baixo risco. Segundo o estudo, “em termos nacionais, a tendência é que as lavouras afetadas migrem para o norte do Estado de Mato Grosso. Entretanto, cultivares com alta tolerância a seca e deficiência hídrica serão lançadas no mercado e sistemas de produção mais sustentáveis serão adotados. Isso poderá minimizar os efeitos do aquecimento global”.

O climatologista e presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Nobre, defendeu que a análise das consequências atuais e futuras de elevação da temperatura em 4°C é um aspecto crucial para a agricultura brasileira, já que ela é afetada pelo aumento da concentração de Dióxido de Carbono (CO2). “O estudo é um alerta para o nosso país e para o mundo. A notícia boa é que além das técnicas utilizadas na agricultura, o Brasil é protagonista quando o assunto é negociação climática”, afirmou o presidente da Capes.

Para o coordenador de Sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias Filho, o país sentirá os efeitos do clima, mas se comprometeu, na 21ª Conferência do Clima (COP 21), em Paris, a desenvolver políticas públicas de reflorestamento, reduzir os custos de financiamento às atividades sustentáveis de produção e mais investimentos em ciência e tecnologia. “Minimizar os riscos significa formular políticas públicas que priorizem a mitigação”, concluiu Nelson.

Fonte: CNA

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