O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
34 3084-8446 | 34 9.9147-9310
Seg - Sex: 08:00 - 18:00
04 maio 2017

Saiba os tipos de biomassa usados na geração de energia

Os pellets correspondem a um combustível sólido de granulado de resíduos de madeira prensada, proveniente de desperdício do material

Uso de pellets cresce do Brasil

A preocupação em encontrar combustíveis cada vez menos poluentes faz da biomassa uma alternativa para gerar energia sem prejudicar o planeta. Considerada um recurso natural renovável, a biomassa é uma matéria biológica que serve como base para a produção de energia a partir da decomposição de resíduos orgânicos. Como exemplo temos madeira, cana de açúcar, restos de alimentos, casca de arroz, casca de coco e eucalipto.READ MORE

08 dez 2016

Japoneses querem importar mais biomassa produzida no Brasil

A solicitação foi feita pelos representantes da Sumitomo, associada no Brasil a Cosan, ao ministro interino do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos, Eumar Novacki

Japoneses querem importar pellets

Executivos da empresa Sumitomo querem que o governo brasileiro faça gestão junto ao governo japonês para facilitar a exportação de pellets produzidos a partir de resíduos da cana. O Japão, um dos maiores mercados para os pellets, incentiva a importação de biomassa, mas esse tipo de produto tem ingressado no país, simplesmente, como resíduo. Para tornar o comércio mais favorável é preciso que seja mudada a classificação do produto no país.READ MORE

13 jul 2016

Biomassa agora é destaque de todas as formas possíveis

Alternativa às hidrelétricas, energia produzida pela biomassa é destaque na Fenasucro & Agrocana

O bagaço de cana ainda é a principal fonte de biomassa, mas será superado pelo cavaco de eucalipto
O bagaço de cana ainda é a principal fonte de biomassa, mas será superado pelo cavaco de eucalipto

Apontada por especialistas como uma das mais viáveis soluções para diminuir os custos da produção e do fornecimento da energia gerada pelas hidroelétricas e de combustíveis fósseis, a bioenergia gerada a partir da cana-de-açúcar tem apresentado um crescimento significativo nos últimos anos, aquecendo o mercado. No primeiro trimestre de 2016, as usinas produziram 722,6 megawatts, um aumento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2015, é o que afirma a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De acordo com dados da associação International Renewable Energy (IRENA), o Brasil desde 2014 já era o país com maior capacidade instalada de geração por meio de biomassa com 15,3% do total mundial, à frente de países desenvolvidos como o EUA, com 13,6%, China com 11,6%, Índia – 6,2% e Japão que representa 5% do montante. As boas notícias não param por aí, em 2015 a oferta de energia obtida por meio da biomassa teve um crescimento de cerca de 7%, com um total de mais 22 TWh, esse número equivale ao abastecimento de 11 milhões de residências durante um ano inteiro. A bioenergia representa em capacidade instalada aproximadamente 10% da matriz energética nacional, atrás apenas de fontes hídrica e fóssil, e 80% é derivada da cana-de-açúcar, afirma a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Por entender a importância dessa matriz energética para o setor, a FENASUCRO & AGROCANA – que acontece de 23 a 26 de agosto, em Sertãozinho, reservou um de seus setores para tecnologias e soluções para a cadeia energética. Presente na feira desde a edição de 2014, o espaço vem ganhando cada vez mais destaque entre os expositores e visitantes. Além de produtos e tecnologias apresentados nos estandes, a Feira reúne ainda especialistas e entidades renomadas para abordarem o tema em sua grade de eventos de conteúdo.

Para essa 24ª edição, já estão confirmadas as presenças da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), a Biosul (Associação dos Produtores da Bioenergia de Mato Grosso do Sul), a Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia) e a Udop (União dos Produtores de Bioenergia). Segundo Elizabeth Farina, presidente da UNICA (União da Indústria de Cana de Açúcar), até 2024 o Brasil é capaz de aumentar em mais de oito vezes o volume oferecido à rede pelabioeletricidade, caso haja investimento na modernização das unidades fabris e melhor aproveitamento da biomassa.

“Hoje, o setor já tem papel fundamental no fornecimento de eletricidade pelas fontes de energias renováveis e sustentáveis, mas há um potencial gigantesco como o da bioeletricidade, o que reforça a importância cada vez maior de uma matriz energética diversificada e um olhar dedicado para cada uma destas fontes”, completa Farina.

De acordo com o gerente geral da FENASUCRO & AGROCANA, Paulo Montabone a bioenergia gerada a partir da cana-de-açúcar tem sido, nos últimos anos, uma das principais formas de alavancar o setor. “Usinas que geram energia, seja para uso próprio ou para comércio, fecharam as duas últimas safras com as contas positivas. É por isso que precisamos disseminar e buscar formas de incentivo para que as usinas busquem cada vez mais produzir a energia limpa da cana-de-açúcar”, afirma Montabone.

Sobre a Fenasucro & Agrocana 2016

A 24ª edição da Fenasucro & Agrocana acontecerá de 23 a 26 de agosto, nos pavilhões do Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho/SP. Integrando o calendário mundial de eventos de energia da Reed Exhibitions Alcantara Machado, a feira reúne os líderes do mercado e seus principais compradores vindos de todo o Brasil e de mais de 40 outros países. Neste ano, a expectativa é receber mais de 30 mil visitantes/compradores e chegar a uma geração de negócios de cerca de R$ 2,8 bilhões, concluídos até seis meses após o evento.

Fonte: Biomassa & Bioenergia

15 jun 2016

Especialista diz que produtor pode aumentar renda com matéria prima florestal

O engenheiro químico José Dilcio Rocha, pesquisador da Embrapa Agroenergia, será um dos palestrantes do Congresso Internacional de Biomassa (CIBIO 2016), que será realizado nos dias 15 e 16 de junho, em Curitiba (PR)

José Dilcio Rocha estará no Cibio este mês em Curitiba
José Dilcio Rocha estará no Cibio este mês em Curitiba

A principal função dos produtores rurais sempre foi, ao longo de sua história, a produção de alimentos e, efetivamente, o campo alimenta a cidade. Ao abrir a possibilidade de produzir combustível e energia a partir de matéria prima florestal, ou seja, biocombustíveis e bioenergia, os agropecuaristas têm – ou terão – mais flexibilidade e diversificação da sua produção.

“Esta mudança significa aumento da renda e da qualidade de vida para eles e também para os consumidores. Além disto, entre o espaço produtivo e de consumo, os alimentos devem ser transportados utilizando algum tipo de combustível, principalmente no Brasil que tem a maior parte dos seus habitantes em áreas urbanas e exporta grande parte da sua produção agrícola”, avalia o pesquisador José Dilcio Rocha, engenheiro químico da Embrapa Agroenergia (DF).

“Hoje, os produtores têm a possibilidade de produzir, além de alimentos, sua própria energia. Plantios dedicados de florestas energéticas em áreas específicas das propriedades – sejam pequenas, médias ou grandes – contribuem para diversificar a renda dos produtores. Tais plantios podem ser usados, internamente, suprindo as demandas das propriedades ou exportados para fora da porteira, gerando renda e agregando valor à sua produção global”, destaca o engenheiro químico, que será um dos palestrantes do Congresso Internacional de Biomassa (CIBIO 2016), que será realizado nos dias 15 e 16 de junho, em Curitiba (PR).

De acordo com Rocha, a floresta plantada é uma forma de agricultura sinérgica com a produção de alimentos que abre muitas novas opções aos produtores brasileiros. “Já são hoje quase dez milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil, mas podemos expandir muito mais, sem nenhuma competição com outras culturas ou atividades rurais.” Biomassa

Falando especificamente sobre a biomassa florestal, segundo o pesquisador, existem muitas possibilidades e inovações nesta área, que serão abordadas durante o CIBIO. “A floresta como fonte de energia não é novidade, quando verificamos que o Brasil e o mundo já foram movidos à lenha e continuam usando largamente esta fonte de energia. Porém, as novidades são as novas tecnologias de silviculturas com novos clones, novas variedades visando ao aumento da produtividade.”

Conforme Rocha, a aplicação do conceito do sistema de produção, conhecido como iLPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) é uma tendência de consórcio que se mostra muito eficiente e capaz de usar o solo com múltiplas atividades, simultaneamente.

“A Embrapa tem dedicado grande esforço nesta tecnologia em todas as regiões do País. Na área de transformação e uso final, existem atualmente muitos avanços na indústria de equipamentos de produção de cavacos, briquetes e pellets. Todas estas transformações objetivam melhor aproveitamento da matéria prima, menos geração de resíduos, otimização da logística com o aumento da densidade energética desses biocombustíveis sólidos, automação de processos para maior segurança e confiabilidade nas operações.”

O engenheiro químico explica que os picadores de lenha para transformação em cavacos são equipamentos com ampla faixa de capacidade que conseguem ser viáveis para qualquer escala de produção, podendo ser móveis e assim atender aos cooperados, indo até a floresta que está viabilizando a logística.

“Os cavacos já são usados na secagem de grãos, na geração termelétrica e em agroindústrias de vários portes para produção de vapor e eletricidade (cogeração). O desdobro de madeira produz muitos resíduos (serragem, maravalha, costaneiras, pontas de toras), que podem e devem ser usadas de alguma forma. O aproveitamento integral da matéria prima florestal também deve ser praticado por questões ambientais, mas principalmente por questões econômicas.”

Energias Renováveis

Segundo Rocha, no setor de energias renováveis, o Brasil conta com a matriz energética mais limpa do mundo, devido ser quase a metade do consumo de energia destas fontes, enquanto que no resto do mundo este percentual não chega a 15%. “Mas temos muito que aprender como, por exemplo, na cadeia produtiva do bambu.”

Ele explica que uma floresta de bambu pode fornecer muitos materiais e energia para a sociedade mais sustentável. “Assim, dentro das fontes renováveis, a bioenergia é importante para o País e ela tem se desenvolvido rápido com muito investimento em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), que é a área de atuação da Embrapa Agroenergia, em Brasília.”

Na visão do engenheiro químico, ainda existem muitos gargalos relacionados à transformação desta pesquisa aplicada em inovação, ou seja, “precisamos desenvolver e criar mecanismos eficientes para transferir as tecnologias ao setor produtivo, para que a inovação ocorra efetivamente, gerando renda, postos de trabalho de qualidade e movimentando a economia”.

“O uso integral dos recursos naturais na lógica da bioeconomia é uma realidade que o Brasil tem potencial de ser líder. Dentro desta visão, a biorrefinaria é a etapa de conversão da biomassa florestal em energia, combustíveis, materiais e insumos, agregando valor e utilizando a biomassa mais racionalmente.”

Para Rocha, “talvez a grande possibilidade para o Brasil seja a abertura de novos mercados internacionais para a biomassa florestal brasileira, seja na forma de cavacos, briquetes ou pellets”. “Os produtores têm de dar muita atenção às exportações destes biocombustíveis sólidos, porque as demandas mundiais estão muito aquecidas e existem condições objetivas para grandes aumentos de volumes exportados.”

Resumindo, “os desafios são enormes e não basta fazer igual fazíamos há 40 anos”. “Temos de inovar na gestão e provocar verdadeiras revoluções verdes. Se o agronegócio é, hoje, a locomotiva do Brasil, a agroindústria com inovação baseada em nossas commodities poderá ser um trem bala”, sentencia o pesquisador.

Fonte: SNA

15 jun 2016

Uso cada vez maior de biomassa tem gerado mais serviços de consultorias para indústrias

Setores industriais paranaenses têm buscado institutos do Senai para uso sustentável de matéria orgânica na geração de energia

A demanda para exportação de pellets tem aumentado
A demanda para exportação de pellets tem aumentado

Para evitar a poluição e realizar uso racional e sustentável de matérias-primas, empresas têm buscado alternativas para que matérias orgânicas não degradem o meio ambiente e sejam utilizadas como biomassa na geração de energia. Para isso, as indústrias têm recorrido a consultorias de institutos e organismos especializados tanto na área de meio ambiente quanto em energia.

No Paraná, os institutos Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química e Celulose e Papel têm sido procurados para estudos de viabilidade técnica e econômica para uso de biomassa. Esse tipo de energia será tema do Congresso Internacional de Biomassa, que ocorre nos dias 15 e 16 de junho, no Campus da Indústria, em Curitiba.

Matéria orgânica formada por substâncias de origem animal e vegetal, como cascas de frutas, esterco, madeira, restos de alimentos, resíduos agrícolas e florestais, a participação da biomassa na matriz energética brasileira é da ordem de 31% e a tendência é de crescimento, segundo o consultor técnico de negócios do Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química, Adilson Luiz de Paula Souza.

Ele alerta que, mesmo quando os processos estão equilibrados, ainda há geração de resíduos orgânicos. “Frente a esta geração buscamos alternativas técnicas e tecnológicas visando agregar valor a estes resíduos, através de consultorias e orientações ambientais e da aplicação dos conceitos de eficiência energética”, diz.

Além de estudos de viabilidade técnica e econômica recebidos, cursos e treinamentos também se mostram importantes, segundo o professor Rodrigo Zawadzki, técnico de ensino da unidade CIC do Senai no Paraná. Ele ainda cita projetos na área de biogás como alguns dos trabalhos realizados pelo instituto e que apontam para a procura do setor energético frente à produção de matéria orgânica. “A biomassa pode ser encarada como uma fonte de energia limpa e sustentável, como as tecnologias de aproveitamento”, completa.

Celulose e Papel

Na indústria de celulose e papel, também é grande a demanda por estudos de viabilidade técnica e econômica para utilização de biomassa. Adriane de Fátima Queji de Paula, coordenadora de Serviços Tecnológicos e Inovação do Instituto Senai de Tecnologia em Celulose e Papel, explica que a principal matéria-prima utilizada na fabricação de celulose é a madeira. “Por isso, o instituto trabalha desde a parte florestal até o produto final”.

O instituto desenvolveu, entre outros, um estudo para uma cooperativa paranaense para a produção de briquetes – produto feito a partir da compactação de resíduos, como serragem e restos de madeira – utilizando árvores inteiras. “Para produzir a celulose e, na sequência, o papel, faz-se necessária energia térmica e elétrica. Portanto, faz-se necessária a produção de vapor d’água e, para isso, precisa de um combustível para queimar nas caldeiras. As caldeiras de forças queimam biomassa (especificamente cavacos de madeira e casca de madeira)”, diz Adriane.

Congresso

O Congresso Internacional de Biomassa (Cibio) ocorre nestas quarta (15) e quinta-feira (16), no Campus da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), no bairro Jardim Botânico. Conta com a participação de especialistas dos institutos Senai de Tecnologia em Celulose e Papel e Meio Ambiente e Química. O evento é de grande importância para o setor industrial, pois se buscam saídas para tecnologias limpas na geração de energia elétrica no Brasil. Nos dois dias, estarão presentes entidades e associações do Brasil e do mundo ligadas à biomassa.

Fonte: Sistema FIEP

toc dep | giam can nhanh