O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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01 dez 2016

A crescente demanda de florestas energéticas pelo agronegócio

Este detalhado artigo foi escrito por Eugênio Pitzahn Jr e Adriane Roglin, gerente e consultora de projetos da Consufor, respectivamente

Locomotiva do Produto Interno Bruto – PIB nacional nos últimos anos, o Agronegócio apresentou significativo crescimento de seu valor bruto da produção. Parte deste crescimento foi devido ao aumento do preço internacional das commodities e câmbio favorável às exportações, mas outra parte deveu-se a expansão da área plantada e aumento de produtividade. De acordo com os dados do IBGE, nos últimos 5 anos, a produção física dos seis principais produtos do Agronegócio nacional (Aves, Bovinos, Suínos, Tabaco, Milho e Soja) aumentou em até 67% (Figura 1).READ MORE

01 dez 2016

Receita nas exportações florestais atinge US$ 6,3 bilhões e registra queda de 2,5% ante 2015

Balança Comercial do setor registrou saldo positivo de US$ 5,4 bilhões (+2,2%) no acumulado até outubro de 2016

As receitas com painéis de madeira fizeram a diferença
As receitas com painéis de madeira fizeram a diferença

O volume de exportações dos produtos provenientes do setor brasileiro de florestas plantadas registrou alta nos dez primeiros meses do ano. De janeiro a outubro de 2016, as exportações de celulose apresentaram crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2015 e alcançaram 10,7 milhões de toneladas.

As exportações de papel atingiram 1,7 milhão de toneladas no período, crescimento de 3,2% em relação a 2015. Em relação ao segmento de painéis de madeira, o volume exportado nos dez primeiros meses do ano atingiu 831 mil m³, alta de 66,9% em relação ao mesmo período de 2015.

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14 jul 2014

Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulga desempenho do setor

Entidade, recém criada, vai divulgar estatísticas mensalmente através do Cenários Ibá

industria-arvoresA Indústria Brasileira de Árvore (Ibá), associação que representa os produtos originários do cultivo de árvores plantadas no País: painéis e pisos de madeira, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa, além dos produtores independentes de árvores plantadas, divulgou a primeira edição do Cenários Ibá.

Todos os meses, o boletim trará dados de desempenho dos segmentos de celulose, painéis de madeira e papel – produção, vendas domésticas, exportações e importações –, mostrando variações em relação ao mesmo mês do ano anterior e o resultado no acumulado do ano, entre outras informações. O Cenários Ibá pode ser baixado em PDF através do site Iba.org.

Os principais resultados do setor de árvores plantadas de janeiro a maio deste ano são:

Produção – De janeiro a maio de 2014, a produção de painéis de madeira totalizou 3,2 milhões m3, o que representa crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2013. A produção de celulose, nos cinco primeiros meses deste ano, somou 6,5 milhões de toneladas, registrando aumento de 5,6% em relação ao acumulado correspondente em 2013, quando foram produzidas 6,2 milhões de toneladas. Em relação ao segmento de papel, a produção de janeiro a maio totalizou 4,3 milhões de toneladas, com variação de 0,7% em relação ao mesmo período de 2013.

Balança Comercial – Nos cinco primeiros meses de 2014, a receita de exportações de celulose, painéis de madeira e papel somou US$ 3,1 bilhões, o que representa um crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período de 2013, quando o total foi de US$ 2,9 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2014, o saldo da balança comercial é de US$ 2,3 bilhões, o que mostra crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2013.

Volumes comercializados – De janeiro a maio, o volume de celulose exportado teve alta de 10,5%, totalizando 4,2 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, foram 3,8 milhões de toneladas exportadas.

Em relação às importações destaca-se a queda no volume de painéis de madeira que chegaram ao País. Foram 413 mil m3, o que corresponde a -30,5% em relação ao volume importado mesmo período de 2013, ou seja, 594 mil m3.

Também foi registrada queda de 4,6% nas importações de papel nos cinco primeiros meses deste ano. No total, foram importadas 520 mil toneladas, enquanto no mesmo período de 2013 foram 545 mil toneladas. Somente em relação ao papel de imprimir e escrever, a queda foi de 13,5%.

Fonte: Painel Florestal
03 fev 2014

A rentabilidade do produtor de eucalipto caiu 40% nos últimos meses

Um dos motivos são os altos custos de produção

queda-rentabilidadeA rentabilidade dos produtores de eucalipto vem caindo nos últimos anos. Desde 2008, a desvalorização já chegou a 40%. Para se manter no negócio, o jeito foi diversificar as culturas, caminho indicado por especialistas.

O corte já começou na produção do silvicultor Marcos Garcia, onde os funcionários devem terminar o serviço na área de 33 hectares até o fim de fevereiro. Apesar do ritmo acelerado na propriedade, que fica em Pilar do Sul, no interior de São Paulo, o produtor está preocupado. E o motivo é preço.

– Não acho cliente suficiente para vender, tem que otimizar bastante pra poder fazer uma rentabilidade no corte da madeira. O preço está péssimo – afirma Garcia.

Os problemas com preço não são exclusividade de Garcia, assim como ele, outros produtores reclamam do preço pago pelo eucalipto. A culpa, segundo eles, vem dos custos de produção, que são cada vez maiores.

Em 2008, Garcia contou que conseguia receber R$ 140 por metro cúbico de madeira. Hoje, ele consegue, no máximo, R$ 85. São R$ 55 a menos, em seis anos. O diesel, a mão de obra e os insumos estão mais caros. Para não perder ainda mais, o produtor de eucalipto resolveu diversificar a oferta, aumentando a rentabilidade.

– Hoje eu to fazendo vários subprodutos da madeira, eu tenho madeira pallet pra caldeira, que vai pra energia e madeira pra processo, que vai pra produção de chapa, ou até pra celulose, pra poder ter alguma rentabilidade – relata Garcia.

O diretor da Poyry Consultoria, Jefferson Mendes, afirma que os preços variam muito do Sul e Sudeste, para o restante do país. Para ele, viver apenas da venda da madeira não é um bom negócio.

– Qual a diferença, entre o produtor agrícola e o florestal? O florestal pode regular a sua produção, se ele for depender só da madeira para viver, aí ele vai ter dificuldade porque ele vai vender por preços altos ou baixos. Se ele tem uma diversificação de cultura de eucalipto, por exemplo, de sete anos, ele pode antecipar dois anos, ou postergar dois anos, ou ter ciclos maiores. No geral, o produtor tendo de duas a quatro culturas, ele vai ter uma rentabilidade adequada – explica Mendes.

Fonte: Painel Florestal
08 abr 2013

Brasil perde com desprestígio ao agro

O Brasil vem surfando nos bons resultados gerados pelo agro. São safras, exportações e divisas recordes que irradiam emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico pelo País

desprestigio-agroO Brasil vem surfando nos bons resultados gerados pelo agro. São safras, exportações e divisas recordes que irradiam emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico pelo País. Em 2012, as exportações do setor alcançaram US$ 95,81 bilhões, gerando um superávit de US$ 79,41 bilhões. Os embarques dos produtos agrícolas compensaram o déficit de outros segmentos.

Para este ano, o valor bruto da produção das principais lavouras deverá atingir R$ 305,3 bilhões, aumento de 26,3% sobre 2012. Estima-se que o PIB da agropecuária cresça de 4% a 5%. A safra de grãos na temporada 2012/2013 está estimada em mais de 180 milhões de toneladas, cerca de 8% acima do ciclo anterior. Novamente, o abastecimento interno está garantido com volume e preços.

O Produtor rural vem fazendo a sua parte, absorvendo tecnologia, fazendo cada vez mais em menos área e com menos insumos. A intensificação e o melhor uso da terra por meio de boas práticas como plantio direto e rotação de culturas; a sofisticação de sementes, defensivos e fertilizantes; a modernização das máquinas e implementos; o avanço da agricultura de precisão; o em-preendedorismo e a profissionalização no campo são fatores que vêm consolidando o Brasil como protagonista no cenário mundial.

O agro é a mais segura fonte de recursos do País e, sem ele, o resultado do PIB no ano passado teria sido ainda pior. O agro é o negócio do Brasil. Ao assegurar a balança de pagamentos no campo positivo, o bom desempenho dó setor permite que as importações cresçam. Se a renda aumentou, se o brasileiro compra cada vez mais carro importado e “iPads” da vida, o agro contribui muito paraisso. Sem ageração de caixapropor-cionada pelo setor, a crise financeira que faz tremer a Europa e inibe uma recuperação mais rápida dos EUA chacoalharia a economia brasileira, que tem certa estabilidade, mas está paralisada.

Contudo, fica a impressão de que, para o governo federal, quem carrega o piano não merece lá muita atenção. E essa postura pode custar caro, já que sem a segurança alimentar, energética e financeira gerada pelo agro, políticas sociais que são um sucesso podem sofrer grave impacto. A desoneração da cesta básica só foi possível porque o setor rural garante comida boa e barata na mesa do brasileiro, e ainda gera excedentes exportáveis.

A realidade é que o agro pode mais. Pode fazer melhor o que já vem fazendo, irrigando financeiramente o País para, por exemplo, funcionar (fato que já ocorre na prática) como um fundo de investimentos para fomentar a inovação tecnológica em outros setores. O Brasil é uma potência agrícola, e pode ser uma industrial, assim como os EUA, que têm uma agricultura extremamente forte e o parque industrial mais poderoso do planeta.

Mas existem obstáculos que, se não forem superados, ameaçam o agro e, consequentemente, toda a economia. Os entraves mais proeminentes são a baixa cobertura do seguro rural e a deficiente Infraestrutura Logística, fatores que seqüestram a renda do produtor e das empresas e encarecem os preços ao consumidor. A reversão desse quadro passa pelo fortalecimento do Ministério da Agricultura, que vem sendo desmantelado ao longo dos anos, perdendo autonomia, função estratégica, poder político e recursos. Primeiro, os Assuntos Fundiários passaram para outra pasta. Depois, ocorreu o mesmo com as áreas de florestas plantadas e irrigação.

O Ministério da Agricultura está sem acesso direto ao centro nervoso do governo, o que fragilizou a interlocução do setor com o Palácio do Planalto. O caráter interino do novo ministro, que deve ser candidato à reeleição no Congresso em 2014, preocupa e deixa no ar a ideia de que a pasta da Agricultura é mera moeda de troca política.

Falta uma estratégia de valorização do agro pelo Estado. E isso pode fazer o País perder o momento histórico em que há um chamamento pelo que tem origem na agricultura. O mundo quer o que temos. Está na hora de efetivamente nos prepararmos para cumprirmos e tirarmos proveito dessa missão.

CESÁRIO RAMALHO DA SILVA – É PRESIDENTE DA SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA

Fonte: O Estado de S. Paulo

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