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17 out 2017

Madeireiras são alvo de fiscalização do Ibama no Triângulo e Alto Paranaíba

Operação ‘Mater Legalis’ teve início nesta segunda-feira (16) e vai atuar em mais de 70 municípios da região.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio da Polícia de Meio Ambiente, deflagrou nesta segunda-feira (16) a “Operação Mater Legalis”. A iniciativa pretende combater o depósito ilegal de madeira vinda da Amazônia em cidades do Triângulo e Alto Paranaíba.

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04 maio 2017

ILPF já atingiu a marca de 11,5 milhões de hectares do agronegócio brasileiro

Pesquisa feita pela Rede de Fomento a ILPF revela que sistema aumentou em quase dez milhões de hectares em dez anos e já sequestrou 21,8 milhões de toneladas de CO2

ILPF: tendência mais que comprovada para o agronegócio e que o meio ambiente agradece

O agronegócio brasileiro possuía, em 2015 uma área de 11,5 milhões de hectares onde a produção agropecuária se deu por meio de sistemas integrados, envolvendo pecuária, agricultura e também o plantio de floresta. A constatação foi feita em recente pesquisa realizada pelo Kleffmann Group, por encomenda da Rede de Fomento ILPF-Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, uma parceria público-privada formada por empresas, cooperativas e da qual também participa a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A Rede de Fomento faz parte de um esforço conjunto para intensificar a adoção dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta por produtores rurais.READ MORE

20 abr 2017

Manobra no Congresso reduz florestas protegidas na Amazônia

O coordenador do Programa Amazônia, do WWF-Brasil, Ricardo Mello, acredita que essa escalada de redução de unidades de conservação coloca em risco compromissos brasileiros assumidos internacionalmente no âmbito das Convenções do Clima e da Biodiversidade

Trecho da floresta amazônica

Uma manobra comandada pelo deputado José Priante (PMDB/PA), relator da Medida Provisória (MP) 756 que altera limites de Unidades de Conservação (UCs) federais na bacia do rio Tapajós, pode deixar vulneráveis seiscentos e sessenta mil de hectares de áreas protegidas no oeste do Pará. Trata-se de uma região vital, que poderia evitar a fragmentação de um trecho de florestas no coração da Amazônia. A manobra se dá na Comissão Mista do Senado presidida pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA).READ MORE

22 set 2016

Ciclo de debates aborda florestas e o mercado de madeira

A primeira manhã do workshop “Manejo para Uso Múltiplo – A Árvore de Pinus do Futuro”, promovido pela Apre e Embrapa Florestas, contextualizou o mercado atual para o setor florestal e as tendências.

workshop-embrapaA primeira palestra foi feita por João Mancini, engenheiro florestal e gerente comercial da Valor Florestal, que falou sobre “Florestas e o mercado de madeira”. Segundo Mancini, o mercado florestal apresenta diversos clusters industriais e diferentes cadeias de valor, que demandam todas as classes de produtos florestais. No momento, o setor ainda enfrenta a crise iniciada em 2008, mas vem se recuperando.

Sobre demanda, Mancini citou que a procura por pinus é de 16,5 milhões de metros cúbicos por ano. Nesse cenário, as indústrias de madeira sólida representam 51% do volume total da região, enquanto que papel e celulose representam 32%. Nas toras, o marketshare é de 60%.

No caso do eucalipto, a demanda é de 8,3 milhões de metros cúbicos por ano, e o principal consumo vem da indústria de papel e celulose. As indústrias de painéis representam 3% do consumo. Porém, o gerente comercial destacou que esse número está aumentando, já que algumas empresas florestais estão substituindo florestas de pinus por eucalipto.

Ainda para contextualizar o setor, muitos acontecimentos vêm marcando o setor. Mancini lembrou que nos últimos 10 anos, as empresas, principalmente as líderes de mercado, estão alterando seus regimes de manejo, evitando realizar desbastes e podas. “Isso é uma estratégia para maximizar a quantidade de fibra por hectare. Os investidores independentes continuam focados no manejo florestal, discutindo estrategicamente qual o melhor modelo, tudo pensando em maximizar o retorno econômico de seus investimentos”, explicou.

Com relação aos pequenos proprietários, o palestrante revelou que muitos estão desistindo da atividade florestal e optando por colher suas florestas em idade jovem para converter para pecuária e agricultura. “Muitos não têm capacidade financeira para esperar um ciclo todo, que é de no mínimo de 15 anos. Por isso, estão realizando desbastes inclusive sem aproveitamento da madeira”, comentou.

No mercado florestal regional, Mancini destacou, ainda, os principais acontecimentos: a indústria da madeira sólida está sentindo a forte recessão econômica do país e muitas empresas estão buscando redirecionar sua produção para o mercado externo, mas encontram desafios por conta da volatilidade do câmbio; está acontecendo umaredução da oferta de toras medias e grossas de pinus, com consequente desequilíbrio entre oferta e demanda e com o aumento dos preços, mas a criatividade das empresas merece destaque; ocorre a migração da demanda de toras grossas e médias para toras finas; os custos dos fatores de produção na cadeia de suprimento florestal estão aumentando; observa-se desequilíbrio entre oferta e demanda para madeira de processo de pinus com conseqüente aumento de preços.

Para finalizar, Mancini falou sobre o que é preciso para que o setor florestal consiga avançar. O principal ponto, segundo ele, é melhorar a base de informações para ajudar na tomada de decisões estratégicas, já que muitos dados que circulam pelo setor não retratam a realidade do campo. Ele também citou que o setor deve priorizar desbastes em florestas com alto crescimento e mais próximas da indústria consumidora; continuar focado na execução dos desbastes para garantir alto percentual de toras no corte final em idade mais jovens do que os modelos tradicionais; substituir materiais genéticos de baixo crescimento e qualidade por materiais comprovadamente de alta qualidade e rendimento; e reduzir o número de mudas a serem plantadas por hectare em áreas mais acidentadas, mais distantes do mercado consumidor e de maior custo de manejo.

“Com tudo isso, a principal mensagem que quero passar é que precisamos continuar capturando informações do mercado para suportar as decisões estratégicas e operacionais das empresas”, completou.

Produtos florestais

Felipe Fuck, diretor da Compensados Fuck, também participou do primeiro bloco do workshop e falou sobre o mercado para produtos florestais. Ele contou que a empresa apostou em nova tecnologia de máquinas, para alcançar diâmetro menor, maior produtividade e melhor aproveitamento. Outra mudança foi a do uso do sortimento para produto final.

Sobre o futuro, ele disse que o setor florestal precisa desenvolver os mercados interno e externo para uso da madeira de maneira estrutural ou decorativa, por exemplo, entre outros, tudo que agregue mais valor ao produto.

“Também precisamos pensar em novas espécies, porque não temos como fugir disso, já que temos que buscar meios de reduzir custos para sermos mais competitivos. O manejo é outro ponto que merece atenção, justamente para avaliar de que forma a utilização da madeira vai afetar o manejo. A dinâmica do mercado está mudando e nosso setor depende de influências externas para nos adaptarmos”, destacou.

O engenheiro Guilherme Stamato, da Stamade, também foi um dos palestrantes da manhã, e falou sobre a demanda por madeira na construção civil. No Brasil, ele citou que existem novas perspectivas para a madeira, como a construção de prédios de três andares em woodframe, construídos pela curitibana Tecverde. “Não é fácil fazer algo assim no Brasil com o que temos disponível de produtos. Não falo somente da madeira, mas no geral. A madeira é um dos piores gargalos que as empresas de woodframe têm sofrido”, disse.

Além do woodframe, Stamato lembrou que o Brasil está começando a explorar também o mercado de madeira laminada colada, que pode ser utilizada de diversas formas, ou a madeira laminada cruzada (CLT).

“Tudo isso fez romper uma barreira na construção civil. No mundo, já existem prédios de mais de nove andares com esse sistema. É algo muito recente e, por isso, é uma grande oportunidade. Somente na Europa, a produção de CLT em 2014 foi de 625.000 metros cúbicos, e a previsão para 2015 era de que esse número subisse para 700.000. Segundo o engenheiro, uma grande previsão de crescimento.

Para se ter ideia de como anda o Brasil quando o assunto é construção com madeira, Stamato salientou que a expectativa hoje é de que sejam construídos mais de 50 mil metros quadrados em 2016. Há cinco anos, esse número de menor que mil metros quadrados/ano. E essa tendência de crescimento aparece no mercado mundial. Na Suécia, por exemplo, entre 80% e 90% das construções é em woodframe.

“Se a construção de woodframe no BR atendesse 10% do mercado (com previsão de um milhão de unidades por ano), teríamos algo próximo de cinco milhões de metros quadrados para construir, representando 0,5 milhão de metros cúbicos de madeira de pinus serrado, além da demanda já existente. A quem interessa o aumento desse marketshare? Ao setor madeireiro”, reforçou.

Porém, mesmo apresentando essa visão, Stamato garantiu que as dificuldades para aumentar esse marketshare vêm do próprio setor madeireiro, que, segundo ele, “é omisso e não colabora com isso”. Ele salientou que no Brasil as escolas de engenharia ou arquitetura não ensinam os alunos a trabalharem com estruturas de madeira, por exemplo. “Também tem desconhecimento do público em geral e, principalmente dos profissionais, que deveriam conhecer, mas não conhecem. Nós, do setor madeireiro, não pressionamos isso. As pessoas desconhecem as qualidades da madeira, e os próprios madeireiros não valorizam a madeira. Também temos o problema de falta de credibilidade no mercado do produto. Não existe padrão, qualidade, nem confiança. Isso é algo que me frustra”, avaliou.

Para melhorar esse cenário, o engenheiro garantiu que os envolvidos devem se preocupar, em primeiro lugar, com a qualidade da madeira em todo o processo. É preciso obter madeira de árvores adultas, acima de 25 anos; madeira seca em estufa após tratamento em autoclave; classificação visual e mecânica; identificação de classe, fornecedor, teor de umidade etc.

“O mercado se movimenta por tendências e sempre remunera melhor quem assume mais riscos, investindo nas tendências antes de elas se popularizarem. No caso das construções em madeira, se alguém deve apostar nessa tendência, é quem naturalmente já tem interesse em aumentar o consumo de pinus serrado no Brasil. Ou seja, o próprio setor madeireiro. Cabe a nós mesmos trabalhar para que isso aconteça”, sugeriu.

E para fechar a primeira manhã de trabalhos, Sergio Anibal Martini, diretor presidente da Ekomposit do Brasil, apresentou a “Madeira engenheirada a partir de lâminas e seus compósitos”, e falou sobre a criação da empresa, que está começando suas operações neste ano.

“A Ekomposit nasceu depois de muitos estudos que mostraram, entre outras coisas, que a madeira tropical, hoje, tem carência de alternativa a ela. Percebemos essas carências e procuramos entender de que forma o mercado gostaria de receber a madeira. Com conhecimento de mercado e conhecimento tecnológico, pensamos na inovação”, contou.

A madeira engenheirada, comercializada pela Ekomposit, é resultado da aplicação de tecnologias com o objetivo de eliminar os defeitos naturais indesejáveis na matéria –prima. Dessa forma melhora-se o desempenho da madeira.

“A madeira de pinus, por exemplo, apresenta inúmeras vantagens, mas também tem algumas desvantagens. Para anular essas desvantagens encontramos algumas soluções, como a utilização de lâminas torneadas e faqueadas, de colas estruturais e a prova d’água, de técnicas aperfeiçoadas de colagem e de emendas para aumento do comprimento das peças, além de sistemas exclusivos de encaixes e fixação. Queremos oferecer ao mercado produtos engenheirados, ecologicamente corretos e ambientalmente amigáveis”, concluiu.

Fonte: Embrapa

19 set 2016

Brasil já é o 4º maior plantador de florestas

País avança no cultivo comercial

producao-florestalAs florestas plantadas no Brasil se estendem, atualmente, por cerca de 7 milhões de hectares, em sua grande maioria composta de pinus e eucalipto. Sua produção é destinada à indústria de papel e celulose, carvão vegetal, madeira serrada, produtos de madeira sólida e madeira processada, além da borracha. No próximo domingo, 17, é comemorado o Dia de Proteção às Florestas e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações de agricultura e pecuária prestam homenagem a todos os produtores que cultivam e preservam as florestas brasileiras por meio de manejo correto e sustentável.

Além de pinus e eucalipto, espécies como seringueira, acácia, paricá, teca, araucária e pópulus também estão entre as mais cultivadas. O estado de Minas Gerais lidera em área plantada, contando 1,49 milhão de hectares, seguido por São Paulo, com 1,18 milhão, Paraná, 817 mil, Bahia 616 mil e Santa Catarina com 645 mil hectares. Juntos, estes estados abrangem 72% da superfície nacional de florestas plantadas.

Atualmente, o país é um dos maiores produtores de floresta plantada no mundo e em 4º lugar no ranking mundial dos produtores de celulose. Em 2014, a produção brasileira de celulose totalizou 16,4 milhões de toneladas. Para aumento dos plantios, ampliação e construção de fábricas, até 2020, estima-se investimentos de R$ 53 bilhões, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).

Benefícios – Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso ou manejo da terra, nos quais são combinados espécies arbóreas (frutíferas e madeireiras) com cultivos agrícolas e criação de animais, de forma simultânea ou em sequência temporal, que promovem benefícios econômicos e ecológicos.

Para o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Walter Vieira Rezende, “o solo é o principal patrimônio do produtor rural, e os SAFs surgem como uma alternativa para otimização do uso da terra ao conciliar a produção de alimentos com a produção florestal, conservando o solo e diminuindo a pressão pelo uso da terra para o cultivo agrícola.

Áreas de vegetação sem expressão econômica ou social podem ser reabilitadas e usadas racionalmente por meio de práticas agroflorestais, agregando valor à propriedade”, conclui.

Fonte: CNA

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