O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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09 out 2017

Tecnologias ampliam as possibilidades de uso da madeira

MLC é uma das novidades que permite amplitude de projetos arquitetônicos

Foto projeto Calil Neto

O aço e o concreto tomaram conta da construção civil pelo mundo durante muitos anos. Porém, um movimento de valorização da madeira vem crescendo em diversos países e as tecnologias que surgem através dessa apreciação podem mudar o rumo das novas construções, facilitar projetos diversificados e ainda preservar o meio ambiente.READ MORE

04 maio 2017

ILPF já atingiu a marca de 11,5 milhões de hectares do agronegócio brasileiro

Pesquisa feita pela Rede de Fomento a ILPF revela que sistema aumentou em quase dez milhões de hectares em dez anos e já sequestrou 21,8 milhões de toneladas de CO2

ILPF: tendência mais que comprovada para o agronegócio e que o meio ambiente agradece

O agronegócio brasileiro possuía, em 2015 uma área de 11,5 milhões de hectares onde a produção agropecuária se deu por meio de sistemas integrados, envolvendo pecuária, agricultura e também o plantio de floresta. A constatação foi feita em recente pesquisa realizada pelo Kleffmann Group, por encomenda da Rede de Fomento ILPF-Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, uma parceria público-privada formada por empresas, cooperativas e da qual também participa a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A Rede de Fomento faz parte de um esforço conjunto para intensificar a adoção dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta por produtores rurais.READ MORE

19 set 2016

Brasil já é o 4º maior plantador de florestas

País avança no cultivo comercial

producao-florestalAs florestas plantadas no Brasil se estendem, atualmente, por cerca de 7 milhões de hectares, em sua grande maioria composta de pinus e eucalipto. Sua produção é destinada à indústria de papel e celulose, carvão vegetal, madeira serrada, produtos de madeira sólida e madeira processada, além da borracha. No próximo domingo, 17, é comemorado o Dia de Proteção às Florestas e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as federações de agricultura e pecuária prestam homenagem a todos os produtores que cultivam e preservam as florestas brasileiras por meio de manejo correto e sustentável.

Além de pinus e eucalipto, espécies como seringueira, acácia, paricá, teca, araucária e pópulus também estão entre as mais cultivadas. O estado de Minas Gerais lidera em área plantada, contando 1,49 milhão de hectares, seguido por São Paulo, com 1,18 milhão, Paraná, 817 mil, Bahia 616 mil e Santa Catarina com 645 mil hectares. Juntos, estes estados abrangem 72% da superfície nacional de florestas plantadas.

Atualmente, o país é um dos maiores produtores de floresta plantada no mundo e em 4º lugar no ranking mundial dos produtores de celulose. Em 2014, a produção brasileira de celulose totalizou 16,4 milhões de toneladas. Para aumento dos plantios, ampliação e construção de fábricas, até 2020, estima-se investimentos de R$ 53 bilhões, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).

Benefícios – Sistemas Agroflorestais (SAFs) são formas de uso ou manejo da terra, nos quais são combinados espécies arbóreas (frutíferas e madeireiras) com cultivos agrícolas e criação de animais, de forma simultânea ou em sequência temporal, que promovem benefícios econômicos e ecológicos.

Para o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Walter Vieira Rezende, “o solo é o principal patrimônio do produtor rural, e os SAFs surgem como uma alternativa para otimização do uso da terra ao conciliar a produção de alimentos com a produção florestal, conservando o solo e diminuindo a pressão pelo uso da terra para o cultivo agrícola.

Áreas de vegetação sem expressão econômica ou social podem ser reabilitadas e usadas racionalmente por meio de práticas agroflorestais, agregando valor à propriedade”, conclui.

Fonte: CNA

19 set 2016

Floresta e carne: sustentabilidade chega ao prato do consumidor

Modelo silvipastoril anula emissões de gases com floresta eficiente

Sistema silvipastoril eficiente é a chave do projeto pecuária neutra
Sistema silvipastoril eficiente é a chave do projeto pecuária neutra

A Carne Neutra acaba de chegar ao mercado com o conceito da criação de gado em áreas de pastagem consorciadas com árvores, o sistema silvipastoril. As árvores plantadas no sistema são capazes de neutralizar uma das principais fontes de emissões do agronégocio, ou seja, a emissão do gás metano proveniente do processo de digestão do gado, também conhecido como “ruminação”.

Ao realizarem o resgate de CO2 da atmosfera, as árvores do sistema ajudam a diminuir o aquecimento glogal e seus impactos, com os extremos climáticos. Por outro lado, o sombreamento das árvores melhora o conforto térmico e bem estar do gado, tendo consequencia direta no aumento da produtividade dos animais.

A iniciativa esta sendo estimulada pelo Projeto Pecuária Neutra, criado para facilitar a troca de conhecimentos e a multiplicação dessa iniciativa para outros produtores de carne ou de leite. Para isso o, projeto já nasceu com uma uma rede de apoio de empresas, instituições, comitês ou associações que atuem no contexto do desenvolvimento sustentável.

“A Associação Brasileira de Brangus é parceira do Projeto Pecuária Neutra pois entende que a sustentabilidade se tornou um tema central na agenda da sociedade, nesse contexto, estimulamos a busca pelo desenvolvimento de uma pecuária mais sustentável para nosso quadro de associados”, disse Raul Victor Torrent, presidente da Associação Brasileira de Brangus.

“O Comitê de Bacias do Rio Caratinga, sub bacia do Rio Doce, foi atingido no desastre ambiental da barragem da Samarco, na cidade de Mariana-MG. Apoiamos o Sistema Silvipastoril como uma das estratégias para recuperar a bacia hidrográfica, pois ele concilia aumento da renda com vários serviços ambientais”, informou Ronevon Huebra, presidente do CBH-Caratinga/MG.

Fonte: Painel Florestal

15 jun 2016

Sistema construtivo de casas em madeira terá norma técnica

Comissão de Estudos do wood frame, no âmbito da ABNT, será oficialmente instalada no dia 14 de junho

A Abimci acredita que será mais fácil oferecer mais garantias ao consumidor a partir de agora
A Abimci acredita que será mais fácil oferecer mais garantias ao consumidor a partir de agora

O setor de madeira processada mecanicamente comemora uma importante conquista na área da construção civil. No dia 14 de junho será oficialmente instalada a Comissão de Estudos da ABNT para desenvolver a norma técnica do sistema construtivo wood frame. O evento será realizado durante a reunião da Comissão da Casa Inteligente, na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba (PR).

Como parte interessada no avanço desse sistema construtivo no país, a Abimci tem sido uma das principais protagonistas nesse processo juntamente com o Sinduscon-PR, a Fiep e outras instituições envolvidas na Casa Inteligente. A Associação foi responsável pela organização documental, as atualizações técnicas dentro do CB-31 (Comitê Brasileiro de Madeira) e do escopo de diversas comissões que o compõem, trabalho este que garantiu o subsídio necessário para a estruturação técnica desse sistema construtivo.

Para o presidente da Abimci, José Carlos Januário, o envolvimento do setor construtivo e consumidor, representado pelo Sinduscon-PR, mostra que o segmento madeireiro está disposto a oferecer alternativas sustentáveis ao mercado e que está preparado para fazer parte dessa mudança. “Com o desenvolvimento de uma norma técnica, será possível oferecer garantias ao consumidor”, afirma Januário.

Na avaliação do vice-presidente de área técnica do Sinduscon-PR, Euclésio Manoel Finatti, todo esse trabalho irá contribuir para deixar a construção civil mais industrializada. Ele lembra que, tradicionalmente, o segmento da construção não tem uma indústria, mas, sim, uma grande montadora. O gasto de energia, segundo ele, é “enorme, porque a construtora precisa montar uma fábrica em cada obra”.

Com o sistema wood frame acontece exatamente o contrário: desenvolve-se a estrutura de forma rápida dentro do ambiente fabril. Nesse cenário, não importa a condição do clima; tanto na chuva como no sol, a produção não para. Também é possível desenvolver um controle eficiente e levar para a obra apenas um guindaste e alguns profissionais para fazer a montagem das partes. “Estamos mudando o conceito e nos tornando, de fato, uma indústria. No canteiro de obra, fazemos pura e simplesmente a montagem. Assim, reduzimos os custos, ajudamos o meio ambiente e trazemos mais agilidade e rapidez para as obras”, explica Finatti.

Próximos desafios

A partir da instalação da Comissão de Estudos, o setor pretende trabalhar ações que permitam combater outro obstáculo: o erro de conceito, principalmente de algumas esferas federais, de que casas de madeira são construções destinadas para um público de baixa renda. “Esse talvez seja o maior desafio que teremos ao longo de nossa jornada para a consolidação desse sistema no Brasil. Os exemplos aplicados em alguns dos principais países do mundo com construções em madeira, em larga escala e de diferentes conceitos, nos provam exatamente o contrário, pois esse é um sistema que traz soluções inovadoras e sustentáveis, economicamente viáveis, e com as garantias necessárias exigidas pelo mercado”, afirma o superintendente da Abimci, Paulo Pupo.

Somado a isso, outra ação que deve caminhar em paralelo às questões da norma e da mudança cultural é o reconhecimento do método construtivo pelas instituições governamentais para que seja inserido dentro de linhas de financiamento oficiais. “Também é importante a criação de políticas públicas promovendo a interface entre governo, instituições e setor produtivo, que visem estimular o uso em larga escala do wood frame no Brasil”, completa.

Casas mais eficientes

Apelos positivos não faltam para o uso do wood frame. Considerado um material versátil, fácil de trabalhar, durável e renovável, a madeira – principal material empregado nesse método construtivo – possui eficiente isolamento acústico e térmico, é resistente ao fogo e sustentável.

“As florestas fixam carbono, são renováveis em curto prazo, os impactos ambientais na sua extração são infinitamente menores quando comparado com outras matérias-primas e possuem um baixo consumo de energia para a sua obtenção”, explica Pupo.

As entidades envolvidas no setor garantem que a boa produtividade por hectare plantado e o potencial para expansão dessas áreas plantadas são fatores que contribuem para a perenidade das atividades e fornecimento de matéria-prima para o sistema construtivo. “Aliado a esses cenários, por ser uma construção seca, consegue-se uma escala de produção muito interessante, com a relação custo x benefício competitivo”, afirma o superintendente.

Saiba mais

A Comissão Casa Inteligente, criada em 2009 dentro da Fiep, reúne as principais entidades, empresas e pessoas interessadas e envolvidas com as ações em torno do sistema construtivo wood frame, otimizando a equalização de conceitos e reunindo as contribuições de todos para o progresso das ações necessárias.

Uma das principais realizações concretas da comissão foi a participação e apoio no processo de desenvolvimento e de aprovação, no final do ano de 2013, do primeiro DATEC (Documento de Avaliação Técnica dentro Sistema Construtivo) SINAT005 junto ao Ministério das Cidades, conquistado por empresa situada no Paraná, e já com várias unidades sendo construídas pelo país.

Programação

O lançamento oficial da Comissão de Estudos no dia 14 de junho será durante a reunião da Comissão Casa Inteligente, no Campus da Indústria na Fiep, em Curitiba (PR), a partir das 14h. A programação inclui, além da instalação da Comissão de Estudos, discussões de temas já relativos á estruturação da norma técnica. Para encerrar as atividades do dia, às 19h30 será realizada, na sede do Sinduscon – PR (Rua da Glória, 116 – Centro Cívico – Curitiba) palestra sobre Normas Regulamentadoras com o Coordenador do Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-002), Salvador Benevides.

Fonte: Painel Florestal – Abimci

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