Há propriedades que conseguem fazer o abate de terneiro com 14 meses de idade, mas o tempo médio no Estado é acima de 30 meses

Especialistas debatem nesta terça-feira manejo do rebanho para ampliar oferta de carne no mercado. Com a diminuição das áreas de pastagem, que nesta safra devem perder espaço para a soja, pesquisadores e técnicos querem incentivar os criadores a trabalharem a eficiência da produção. Para isso, vão debater nesta terça-feira, em Santa Maria, como os pecuaristas podem melhorar o manejo do rebanho para ampliar a oferta de carne no mercado.

Um dos conceitos discutidos no seminário De onde virão os terneiros?, realizado por Farsul, Senar e Departamento de Zootecnia da UFRGS, é o de pecuária de precisão. Para aumentar a oferta de carne, a mudança começa no manejo.

– Se o solo é ruim, produz menos pasto. Se é bom, precisamos de menos área de campo para dar suporte – explica José Fernando Piva Lobato, professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS.

Soja e gado não precisam ser concorrentes. De acordo com Lobato, um sistema de produção lavoura-pecuária organizado beneficia a alimentação dos animais:

– O produtor pode usar a resteva da soja com pastagens de inverno, e isso vai ajudar na redução de tempo dos abates e do primeiro serviço de prenhez.

Atualmente, o tempo médio entre o nascimento de terneiros e o abate é acima de 30 meses no Estado, segundo o chefe da divisão técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Estado (Senar-RS), João Augusto Telles – o ideal seria uma média de 24 meses.

– Hoje, temos propriedades com tecnologia de ponta que conseguem fazer o abate com 14 meses de idade. Com isso, podemos elevar a oferta de carne e diminuir o preço para o consumidor – ressalta Telles.

Fonte: Zero Hora