Cultura depende de irrigação, adubação e condições climáticas favoráveis. Palmito industrializado rende um lucro a mais para o produtor

O palmito pupunha ganha cada vez mais espaço nas terras do oeste de São Paulo. A cultura pode ser um bom negócio para as pequenas propriedades e o resultado tem agradado os agricultores.

A pupunha ocupa uma área pequena em um lote no assentamento Polônia, em Mirante do Paranapanema. Mesmo sabendo que a espécie não é típica desta região do país, o agricultor José Tenório fez o plantio há cerca de três anos, apostando na cultura, e hoje tem 500 pés.

A pupunha já está no ponto de corte. Para retirar o palmito, o caule da palmeira é cortado bem próximo do chão e, aos poucos, Tenório vai tirando as cascas.

Embora seja uma espécie típica da Amazônia, produtores da região de Presidente Prudente se arriscam há muito tempo. Em apenas uma propriedade em Presidente Venceslau são quase 15 anos produzindo palmito.

Patrick Moreira agora está à frente da produção começada pelo pai. São quase 15 mil pés em pouco menos de um hectare de terra.

A experiência mostrou a ele que o sucesso da cultura depende de irrigação por, pelo menos, uma hora por dia, adubação, que pode ser feita inclusive com as folhas da pupunheira, e condições climáticas favoráveis. O palmito já industrializado rende um lucro a mais para o produtor. “A gente tem uma venda maior no final do ano, época de Dia das Mães, férias, nestes períodos vendemos bastante e temos que ter o produto disponível”, diz.

Os agricultores do assentamento em Mirante do Paranapanema, também já estão se organizando para beneficiar o palmito pupunha.

Fonte: Globo Rural