Meta inicial do programa no Estado era aplicar R$ 73 milhões em ações de adequação e regularização

Demanda por recursos do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) alcança R$ 120 milhões em Mato Grosso, conforme a superintendência regional do Banco do Brasil (BB). Lançado em julho do ano passado, a meta inicial do programa para o Estado era aplicar R$ 73 milhões em ações de adequação e regularização de propriedades rurais, recuperação de áreas e pastagens degradadas, implantação de sistema de integração lavoura-pecuária e de planos de manejo sustentável.

Gerente de Agronegócios do BB, Anderson Scorsafava, prevê aumento na procura pelo crédito disponibilizado por meio do Programa ABC após aprovação do novo Código Florestal. Com aproximadamente 6 milhões de hectares de pastagem degradada em Mato Grosso, a maior procura dos produtores tem sido para investimentos em recuperação de pastagens, associado à aquisição de bovinos. “Essa é uma linha de crédito sob medida para Mato Grosso”.

Porém, para acessar os recursos, os produtores precisam apresentar ao agente financeiro o Cadastro Ambiental Rural (CAR), explica Scorsafava. Crédito ofertado pelo programa ABC é constituído por recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Condições ofertadas pelo primeiro inclui teto de R$ 1 milhão por beneficiário, por ano-safra, financiando até 100% do valor, com encargos financeiros de 5,5% ao ano e prazo de até 15 anos para pagamento, no caso de recomposição e manutenção de APP e Reserva Legal. Carência para quitação do empréstimo pode chegar a 8 anos, quando utilizado para as ações de implantação e manutenção de florestas comerciais.

Recursos do FCO liberados pelo Programa ABC alcança teto de R$ 20 milhões por beneficiário, com limite financiável entre 85% a 100% do valor, sob taxas variáveis de 4% a 8,5% ao ano e prazo de até 20 anos para concluir os pagamentos. São itens financiáveis a elaboração de projetos e assistência técnica, aquisição de insumos, aquisição, transporte, entre outros. Prazo médio para liberação do recurso, incluindo período de análise dos projetos, tem sido de 2 meses.

Presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Júlio Cinpak, comenta que na região essa linha de crédito tem despertado pouco interesse. “Talvez por que estamos em um local com maior predomínio da agricultura e não da pecuária”. Mesmo para aplicação em recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal a procura têm sido pequena. Para o superintendente da Associação dos Criadores (Acrimat), Luciano Vacari, pecuaristas têm necessidade de investir, mas é preciso facilitar o acesso ao crédito.

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Fonte: Gazeta Digital