Ela tem sofrido com a retirada de madeira ilegal e com a ação de mineiros.

Projeto é liderado por Carlos Castaneda da Associação de Conservação Amazônica.
Projeto é liderado por Carlos Castaneda da Associação de Conservação Amazônica.

Um drone criado por um estudante, em parceria com uma ONG ambiental peruana, tem ajudado a identificar e a combater o desmatamento na Floresta Amazônica. O pequeno avião guiado por controle remoto é equipado com câmeras e registra, em tempo real, a situação das florestas vistas de cima.

O projeto é liderado por Carlos Castaneda da Associação de Conservação Amazônica. O intuito é usar a tecnologia para monitorar a área de preservação cuidada pela organização. Segundo o coordenador do projeto, a instituição conta com apenas cinco guardas, responsáveis por monitorar por terra uma área de mata fechada, sem estradas pavimentadas.

Com a ajuda dos drones, a equipe poderá investigar e analisar rapidamente os relatórios de desmatamento. “Nós podemos ir direto ao ponto, e não apenas ficar tentado encontrá-los na floresta”, explicou Castaneda, em entrevista ao site NPR.org.

Os drones, que custam US$ 5 mil, foram adaptados para terem um desempenho superior. Eles não têm hélices de helicópteros, como acontece com os modelos mais comuns. Os drones usados no monitoramento são mais semelhantes a pequenos aviões, usados em aeromodelismo. Max Messinger é o estudante de biologia da Wake Forest University que auxilia no desenvolvimento do projeto. Segundo ele, os aviões são capazes de voar a 300 pés e alcançar uma distância de até 16 quilômetros no piloto-automático.

É possível usar coordenadas de GPS para enviar o drone a regiões específicas ou programar um voo padrão de varredura de uma área da reserva. “O avião não está voando muito alto. Ele está abaixo das nuvens, diferente de um satélite”, explicou Messinger. O estudante explica que as imagens de satélite são boas para grandes operações, mas a resolução nem sempre é elevada o suficiente para identificar o desmatamento em áreas pequenas. Além disso, as imagens costumam ser prejudicadas pela incidência de nuvens.

A Amazônia Peruana tem sofrido com a retirada de madeira ilegal e também com a ação de mineiros. Já foram dezenas de milhares de hectares perdidos. Castenera espera que os drones ajudem a identificar essas ações ilegais mais cedo, para que seja possível impedir que se expanda para áreas ainda maiores.

Fonte: Ciclo Vivo