International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA) reúne entidades de 33 países

Elizabeth de Carvalhaes agora também é presidente do ICFPA, cargo máximo do setor florestal em nível mundial
Elizabeth de Carvalhaes agora também é presidente do ICFPA, cargo máximo do setor florestal em nível mundial

Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), assumiu esta semana a presidência do International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), o cargo institucional máximo do setor de base florestal mundial. Esta é a primeira vez que uma associação do Hemisfério Sul filiada ao ICFPA assume o comando da entidade. O mandato é de dois anos, prorrogado por mais dois. Nesse período, a sede do ICFPA, que é rotativa, será no Brasil.

O ICFPA reúne associações da indústria de base florestal de 33 países. Seu objetivo é promover a cooperação, o relacionamento e o debate de temas comuns entre seus membros. Desde sua criação, em 2002, o ICFPA sempre foi liderado por entidades da América do Norte e da Europa.

Além disso, o ICFPA representa o setor em fóruns internacionais como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), atuando no Advisory Committee on Sustainable Forest-based Industries (ACSFI), órgão estatutário dessa instituição. Debate, também, padrões e políticas para boas práticas de manejo e produção florestal global no Forest Stewardship Council (FSC) e no Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC) – os dois mais importantes sistemas de certificação florestal mundiais.

“A indicação da Ibá para a presidência do ICFPA é motivo de orgulho para as empresas associadas, pois indica a presença crescente do País no cenário mundial desse segmento e, também, seu papel como player fundamental para atender à demanda futura por alimentos, fibras, energia e madeira”, afirma Carlos Aguiar, presidente do Conselho Deliberativo da Indústria Brasileira de Árvores.

Agenda de atuação – Os temas em debate no ICFPA tratam de questões relevantes para o desenvolvimento do setor, nacional e internacionalmente, como os múltiplos usos da floresta, tendências mundiais da indústria, bioprodutos, bioeconomia e novas tecnologias, entre outros.

“O nosso grande desafio será equilibrar interesses muitas vezes distintos em uma única agenda global diante de um cenário econômico adverso”, afirma Elizabeth de Carvalhaes. Segundo ela, em 2015, o foco da atuação será a colaboração das indústrias de base florestal na mitigação dos efeitos das Mudanças Climáticas, com destaque para a presença do ICFPA na Conferência das Nações Unidas, a COP21, que, em dezembro, deverá estabelecer um novo Acordo Climático mundial.

Fonte: Ibá