Compreender como eles atuam e as formas de combatê-los é essencial para manter a madeira em bom estado

Na primavera, os cupins aparecem mais porque estão em fase de reprodução
Na primavera, os cupins aparecem mais porque estão em fase de reprodução

A primavera é uma das mais belas estações do ano. As árvores ficam repletas de flores coloridas, os pássaros cantam com mais frequência, parece que a vida fica mais alegre. Mas com a chegada dela e das temperaturas mais altas, é preciso redobrar a atenção com a proliferação de insetos, como os cupins. Nessa temporada do ano, o problema costuma bater na porta das casas dos brasileiros. A presença destes pequeninos é denunciada na forma de resíduos e grânulos uniformes de madeira, vistos mais comumente em guarda-roupas, portas, molduras e móveis e até mesmo na forma de pequenos túneis de terra em cantos escondidos de uma edificação, em estruturas de telhados ou instalações elétricas.

Flavio C. Geraldo, gerente de mercado da Arch Proteção de Madeiras, explica que os cupins não atacam de forma mais agressiva na primavera. Nesta estação do ano eles apenas aparecem mais. “Devido às condições climáticas mais favoráveis eles ficam mais visíveis, principalmente, por ser o período de reprodução da espécie, quando ocorrem as revoadas”, salienta.

Para entender melhor esse fenômeno, o gerente da Arch explica que o cupim é caracterizado como um inseto social porque vive em colônias altamente organizadas e divididas em castas com atividades exclusivas. O rei e a rainha são responsáveis pela reprodução, os soldados respondem pela defesa do ninho, já os operários pela busca de alimento (que no caso é a madeira) e pela construção, expansão e manutenção dos ninhos. Flavio explica que podemos ver mais os cupins durante a primavera por ser a época da reprodução. “Os reprodutores criam asas e são liberados da colônia para disseminar a espécie. Nessa época, vemos os insetos com mais frequência porque eles saem do ninho na busca de luz e do sexo oposto, para que possam se reproduzir e fundar uma nova colônia”, esclarece.

Além disso, Flavio conta que existem muitas espécies de cupins na natureza e, como insetos que utilizam a madeira como fonte de alimento, há dois tipos de cupins, os de madeira seca e os subterrâneos ou de solo. Os de madeira seca são menos agressivos que os subterrâneos. “Os cupins de solo causam danos de forma mais rápida, têm colônias maiores e são mais difíceis de combater”, completa.

Mas de nada adianta saber o ciclo de vida dos cupins se não soubermos como evitá-los. Flavio destaca que quando vemos os insetos ou percebemos os pequenos grânulos de madeira pela casa, eles já formaram um ninho e estão atacando. “O mais importante é prevenir a deterioração da madeira e isso é possível graças ao uso da madeira tratada. O tratamento em autoclave com produtos adequados torna a madeira indesejável como alimento desses insetos, protegendo-a contra ataques que podem comprometer as peças de madeiras em uso, inclusive aquelas com função estrutural”, explica. Fato é que, atualmente, o uso de madeira tratada não faz parte da cultura brasileira. “Ainda é preciso conscientizar a população de que o uso do material é a solução para diversos problemas encontrados na construção civil atualmente”, defende Flavio.

Quando a madeira tratada não foi utilizada, é preciso saber o que fazer para combater os cupins após perceber o ataque. O gerente de mercado alerta que a adoção de métodos curativos requer atenção para dois procedimentos: um diagnóstico detalhado para determinar a extensão do ataque seguido pelo planejamento das ações de combate. Essas ações devem sempre ser conduzidas por uma empresa especializada em descupinização. Ele explica que como os cupins podem danificar a madeira, podendo até comprometer a estrutura de uma edificação, é melhor que profissionais especializados determinem o que é necessário para o extermínio das pragas. “Sempre sugiro que as pessoas que têm problema com cupins contatem a APRAG (Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas)”, finaliza. Mas o ideal é sempre a prevenção e para isso é o recomendável é a utilização da madeira tratada. Flavio acredita que os brasileiros não têm a cultura da aplicação da madeira tratada e não sabem da sua importância.

Um dos vários benefícios do tratamento da madeira é evitar a infestação do cupim e a Arch Proteção de Madeiras oferece produtos preservativos e tecnologias em proteção para madeira que são destinadas a este fim, que vão desde o preservativo até aditivos que aprimoram seu efeito. No Brasil, a empresa trabalha fortemente com o Tanalith, no tratamento industrial de madeiras. A linha Tanalith-CCA, tecnicamente denominado Arseniato de Cobre Cromatado, é o produto preservativo mais utilizado no Brasil e amplamente utilizado no mundo, de eficácia comprovada há muitas décadas. A Arch disponibiliza também o Tanalith – E, como alternativa inovadora, livre de metais pesados contaminantes, utilizado com sucesso há mais de 15 anos no mercado global, em especial para o tratamento de madeiras destinadas a sistemas construtivos.

Sobre a Arch Proteção de Madeiras:

A Arch Proteção de Madeiras, uma empresa do Grupo Lonza, possui experiência global acumulada de mais de 70 anos na fabricação e comercialização de produtos destinados à proteção de madeiras. Atua fortemente na América do Norte, Europa, Oriente Médio, África e Região Ásia-Pacífico. Na América do Sul tem presença marcante no Brasil, Chile, Uruguai, Colômbia, Peru e Argentina. Pioneira na introdução de produtos inovadores, livres de metais pesados contaminantes, hoje realidade na maioria dos países em que atua.

Fonte: Malinovski Florestal