Mesmo em pequenas áreas, associação de pinus e eucalipto com agropecuária promete salto na renda dos produtores

agrosilvipastorilA paisagem na propriedade de 50 hectares do pequeno produtor Edgar José Berton, em Bocaiuva do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, se tornou mais densa nos últimos sete anos. A plantação de caqui, iniciada há três décadas pelo pai Gabriel, hoje divide espaço com florestas de pinus e eucalipto. A integração de culturas, implantada em 2006, foi a estratégia para aumentar a renda e, de quebra, gerar benefícios para a fruticultura.

O projeto de diversificação demorou três anos para começar a ser implantado, tempo necessário para Edgar convencer seu pai quanto à necessidade da renda extra. Atualmente, o caqui ocupa oito hectares, enquanto as árvores de reflorestamento estão espalhadas por 25 hectares.

“Não podemos mexer na reserva legal (10 hectares). Mas estamos pensando em fazer mais reflorestamento nos sete hectares que ainda não cultivamos”, conta Berton, que tem também “meia dúzia de vaquinhas” na propriedade.

Além da renda com o corte das 42 mil árvores, provavelmente no próximo ano, a integração tem elevado a qualidade do caqui. “O reflorestamento está nas bordas do pomar, de maneira que funciona como quebra vento e protege de geada e fungos. Antes, o vento fazia o fruto bater nos galhos, deixando mancha e reduzindo a classificação”, explica o produtor, que colheu 12 toneladas na safra passada. “Atualmente ganho mais também com o caqui.”

A exemplo de Berton, cresce continuamente o número de produtores com até quatro módulos de terra (cada módulo tem cerca de 18 hectares no Paraná, dependendo do município) que aposta na integração de cultivos para elevar a renda.

O projeto Madeira, fomentado pelo Instituto Para­­naense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que teve atividades iniciadas em 2000, alcança mais de 1 mil propriedades no Paraná (cerca de 14 mil hectares). A diretriz é incentivar a introdução de florestas cultivadas na agropecuária sem agravar a escassez de terra para avanço da agricultura.

Na avaliação do coordenador estadual de Produção Florestal, Amauri Ferreira Pinto, “os resultados são ótimos, pois além da nova cultura, os cultivos tradicionais acabam beneficiados, inclusive pela melhoria da terra no quesito nutriente”. Ainda de acordo com o técnico, a renda dos produtores aumenta 20% no curto prazo (um a dois anos) e pode dobrar no longo prazo (sete anos). “A gestão da propriedade muda. O produtor passa a ter estratégia e planejamento”, reforça Ferreira.

O custo inicial para implantar a integração gira em torno de R$ 900 por hectare, valor necessário para as mudas e a construção de cerca elétrica para o gado. A assistência técnica é fornecida pela Emater. “No começo, as minhas dúvidas eram sanadas pelos técnicos da Emater”, relembra Edgar.

O potencial do estado para esse tipo de negócio é enorme. De acordo com dados da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), o Paraná tem 495 mil pequenas propriedades (quando a área é menos que quatro módulos), 93% do total. “Vai crescer muito nos próximos 10 anos, principalmente pela necessidade da certificação de sustentabilidade e com as exigências do consumidor final”, afirma Ferreira.

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Fonte: Gazeta do Povo Online