A diversificação do uso do solo vem garantindo aumento de renda para o produtor rural, principalmente no caso da silvicultura

Marco Garcia é presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Foto: Yuri Spazzapan
Marco Garcia é presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Foto: Yuri Spazzapan

A rentabilidade da pecuária está a proporcionar uma média de lucro menor do que o arrendamento para o eucalipto. É isso que realmente faz com que a silvicultura consiga se prover e alcançar uma quantidade de florestas satisfatória para a exploração da indústria de celulose, mas o que deve ficar claro é que mesmo que a quantidade de gado tenha diminuído, no mesmo ritmo aumentaram as floretas de eucalipto.

“A partir disso foi possível ampliar as culturas e escolher o manejo. Hoje o pecuarista – dono de grandes propriedades – pode ter ‘cestas’ com mercadorias diferentes. Agora ele pode ceder uma área para parceria ou arrendamento e criar gado da mesma forma”, explicou Marco Garcia, Presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas.

Atualmente, mesmo com a quantidade de áreas sem florestas na região tendo sido diminuída pela metade seria possível voltar a ter a mesma quantidade de gado que 15 anos atrás e até mesmo aumentar este número, caso fosse mais rentável aos pecuaristas.

No caso de Garcia, por exemplo, 5% de seu patrimônio em terras são direcionados para atuar em parceria com a Eldorado Brasil. Esse percentual representa 50% de uma propriedade, na qual também há criação de gado e, no caso, numa quantidade que não foi afetada quando o pecuarista decidiu por fazer esta parceria.

Garcia afirma que, se ele quisesse utilizar mais da metade do seu patrimônio em terras para arrendamento ou parceria com florestas de eucalipto, ainda poderia criar a mesma quantidade de gado atual no espaço menor e até aumentar. “O índice de ocupação de solo é baixo – a UA (Unidade Animal) é de 450 quilos. A média atual de ocupação é de 0,8 UA por hectare, mas o número pode passar de 2, com o manejo adequado. Isso tudo podendo ampliar minha capacidade de rendimento com as florestas”, detalhou Garcia.

Assim, a floresta é uma forma de diversificar investimentos. “Além da parceria, ainda planto eucalipto nas minhas propriedades para extração de madeira. Todas essas possibilidades deixam não só a mim, mas outras pessoas envolvidas no agronegócio com outras fontes de renda. Diversifica nossa produção e diminui os riscos em uma só atividade. Essa é a forma que eu entendo”, enfatizou presidente.

Fonte: Painel Florestal