O reflorestamento comercial representa uma nova tendência

floresta_plantadaPara o presidente do sindicato, o arrendamento de terra se tornou um bom negócio para o agricultor.

As plantações de florestas comerciais já tomam conta de grandes extensões em direção a São Paulo, Marília e Ipaussu, comenta o presidente do Sindicato Rural de Bauru e Região, Maurício Lima Verde.

“Eles estão entrando em todo lugar. A madeira tinha uma limitação que era estar plantada a 150 quilômetros da indústria, caso contrário, ela ficava onerosa. Mas isso mudou. Eles estão buscando madeira onde tiver. A muda de eucalipto não existe para comprar.”

Lima Verde ressalta que o produtor rural da região não tem outro tipo de agricultura que ofereça o retorno pelos valores da terra, pelo capital empenhado. “Hoje, o alqueire (24.200 metros quadrados) sem nada vale de R$ 35 mil a R$ 40 mil. Quando ele arrenda ou vende para o pessoal da floresta, obtém uma renda razoável.”

Para o presidente do sindicato, o arrendamento de terra se tornou um bom negócio para o agricultor. “A madeira hoje está dando de R$ 2 mil a R$ 3 mil por alqueire/ano. Você não tem que fazer nada, só recebe o valor do arrendamento em casa. Um pecuarista que conheço arrendou, para uma empresa de Lençóis Paulista, 500 alqueires. Tem agricultor arrendando de 10 a 15 alqueires. Outro que tinha plantação de cana arrendou cerca de 25 alqueires para a empresa de Agudos.”

Fonte: Portal do Agronegócio