Utilização de sais brasileiros promove economia do fertilizante solúvel através de maior eficiência agronômica

fosfato-naturalAlém do custo baixo, entre R$ 250,00 e R$ 500,00 por hectare, a utilização de fosfatos naturais reativos no momento inicial do uso da terra para produção agrícola pode promover uma economia do fertilizante fosfatado solúvel de até R$ 300,00/ano, através da promoção da sua maior eficiência agronômica. Isso porque o fosfato natural tem baixa solubilidade em água e efeito residual, ou seja, continua promovendo benefícios ao longo dos anos.

Segundo José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos, a grande vantagem dessa técnica é a utilização de um recurso natural, que ocorre também no Brasil. Para ele, isso é importante porque, no passado, a maior parte dos fosfatos naturais, denominados reativos, era importada principalmente de países da África com custo elevado.

— Hoje em dia, os estudos geológicos no Brasil estão muito avançados. Então, estamos descobrindo que existem várias ocorrências de fosfatos que podem ser reativos e não despertam interesse da indústria de fertilizantes. No entanto, são muito interessantes para serem utilizados como fonte de fósforo no processo de correção da fertilidade — afirma o pesquisador.

Em geral, o solo brasileiro tem baixa fertilidade natural. Por isso, de acordo com Polidoro, é preciso fazer um grande investimento de correção do solo em áreas que começam a ser produzidas. No entanto, mesmo com esse procedimento, as reações que ocorrem com fosfatos nos solos brasileiros fazem com que a eficiência agronômica de uma fonte muito solúvel sempre seja baixa.

Portanto, com um custo médio por hectare entre R$ 250,00 e R$ 500,00, a fosfatagem com fosfatos naturais pode aumentar a economia do fertilizante solúvel ano a ano em até R$ 300,0. através da sua maior eficiência agronômica, como completa o pesquisador. Ele acrescenta ainda que a aplicação dos fosfatos naturais no solo é bastante semelhante à do calcário.

— É um produto em pó, aplicado na superfície do solo com mais uma incorporação com aração e gradagem. Já no plantio direto, ele é aplicado a lanço — conta.

Polidoro fala sobre uma pesquisa de aproximadamente 15 anos, realizada pela Embrapa Cerrados. Através dela, ficou constatada uma economia em termos de custo de fertilizantes, além da máxima recuperação do fósforo aplicado no solo pela planta.

Fonte: Portal Dia de Campo