Entre os efeitos negativos estão a diminuição da disponibilidade de grãos para a alimentação do gado, maior incidência de doenças e pastagens e forragem de baixa qualidade

arborizacao-pastagensEntre todas as variáreis que envolvem a criação de gado, o clima é a única que o agricultor não consegue controlar. No entanto, medidas preventivas podem ser adotadas para mitigar possíveis danos que um evento climático mais drástico possa causar.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Magda Aparecida de Lima, realizou uma síntese dos estudos nessa área, que foi apresentado no 1º Simpósio Internacional de Arborização de Pastagens em Regiões Subtropicais, que aconteceu na semana passada, em Curitiba (PR). “As pesquisas ainda são tímidas, mas a tendência é que o interesse por esse tema aumente, na medida em que as consequências das mudanças climáticas estão cada vez mais presentes no campo”, acredita Magda.

No campo, fatores climáticos podem exercer impactos negativos na pecuária como diminuição da disponibilidade de grãos para a alimentação do gado, maior incidência de doenças e pastagens e forragem de baixa qualidade. “A temperatura é um dos fatores que mais afeta o gado, causa estresse, influencia na produção do leite e na reprodução dos animais”, afirma Magda.

De acordo com a pesquisadora, diversas medidas podem ser adotadas para melhor adaptação ao clima. Alteração da data de semeadura, variação das espécies, uso de técnicas de irrigação e de sombreamento são alternativas viáveis. “Converter pastagens em sistema integrado com floresta tem efeito imediato sobre a temperatura, evapotranspiração e precipitação”, explica Magda. “Além disso, fazendas integradas perdem menos com os efeitos do clima do que as especializadas”, adverte. “Nos sistemas integrados de pecuária e silvicultura, as árvores protegem a forragem dos efeitos da geada, garantindo disponibilidade ao longo do ano inteiro.

O material depositado no solo também ajuda no seu enriquecimento, e por consequência, no das plantas. O gado, por sua vez, conta com sombras para se proteger nos períodos mais quentes do dia. Esse conforto térmico oferece melhor qualidade de vida aos animais, que produzem insumos de melhor qualidade”, explica a especialista.

Fonte: Portal Dia de Campo