Impressionado com os números do agronegócio brasileiro, o goveno vai anunciar, nas próximas semanas, grandes investimentos em logística voltada, especialmente, para facilitar a movimentação dos produtos agropecuários

Impressionado com os números do agronegócio brasileiro, que em 2011 representará 22,15% do Produto Interno Bruto e alcançará um superávit comercial de US$ 77,5 bilhões, e com a necessidade de manter o crescimento econômico do País, o goveno brasileiro vai anunciar, nas próximas semanas, grandes investimentos em logística voltada, especialmente, para facilitar a movimentação dos produtos agropecuários brasileiros. A informação foi apresentada, ontem, em São Paulo, pelo presidente do Bndes, Luciano Coutinho, ao fazer uma palestra no 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, mostrando como o governo vê o setor e sua importância e quais as medidas que pretende adotar para incentivá-lo a crescer ainda mais.

Investimento II

“Pensando nos próximos 10 ou 20 anos” – disse Coutinho – “vamos estruturar uma logística integrada para garantir ao agronegócio brasileiro um novo salto de produtividade e competitividade. A presidente Dilma vai anunciar investimentos em todos os segmentos de logística: rodoferroviário, portuário e hidroviário. O mercado interno de consumo está em grande crescimento, e a demanda internacional de alimentos e de energia vai crescer, o que exigirá do Brasil maior produção agropecuária.”

Investimento III

Luciano Coutinho exemplificou que, no mercado interno, em que a emergente classe C já representa 55% da população (com 105,5 milhões de habitantes), seguida das classes D e E (com 63,6 milhões de habitantes), aumenta a demanda por produtos. Segundo ele, não será difícil atender à necessidade de alimentos e de energia, no País e no mundo, porque “o agronegócio brasileiro já deu um verdadeiro show de produtividade, pois, nos últimos quatro ou cinco anos, a área plantada se mantém estável, no mesmo tamanho, e a produção cresceu enormemente”. Para Coutinho, um economista especializado na área industrial, “poucos setores brasileiros alcançam produtividade de 4,5%, o que é comum no agronegócio”.

Fonte: Jornal do Correio