O feriado de 4 de julho, nos Estados Unidos, não interrompeu a tendência de alta das commodities agrícolas na Bolsa de Chicago. Ao contrário, os mercados operaram em limite de alta, haja vista a situação comprometedora que se encontram as lavouras norte-americanas, com as elevadas temperaturas, no entorno de 42º e a estiagem, sem perspectivas de chuvas para os dias mais próximos.

No mercado da soja, os preços bateram o patamar de US$ 16,00 por bushel (US$ 35,27 por saca). Os contratos para o primeiro vencimento, julho/12 foram negociados a US$ 35,85 por saca, equivalente ao dólar vigente, a R$ 72,57 por saca, marcando um recorde histórico e elevação diária de US$ 1,19 por saca. Para agosto/12, os futuros fecharam a US$ 34,90 por saca. È importante ficar de olho, porque qualquer alteração climática, com a vinda das chuvas, as cotações deverão cair.

No próximo dia 11, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA divulgará o relatório mensal de oferta e demanda mundial de grãos, quando se espera que já constem as consequências da estiagem prolongada.

Já o milho, em situação mais precária, onde ¼ da produção se encontra na fase de polinização e necessita de volume de água, os preços tangenciaram US$ 7,00 dólares/bushel (US$ 16,53 por saca). Com isso, os contratos para julho/12 fecharam a US$ 18,14 por saca, em limite de alta superior a 50 pontos. Para setembro o preço indicado foi de US$ 16,74 por saca.

O mercado do trigo acompanha os demais mercados e os contratos para julho/12 foram negociados a US$ 18,11 por saca, equivalente a R$ 36,67 por saca.

No mercado doméstico, os preços acompanham a escalada de alta da Bolsa de Chicago, com a média diária da SEAB para a soja de R$ 63,53 por saca. No Porto de Paranaguá, referencial de R$ 75,00 por saca, no mercado disponível. Para o milho, preços sinalizam reação, com média diária de R$ 21,07 por saca. Para o trigo, preços reagem e média diária Paraná e R$ 27,02 por saca.

Fonte: Agrolink