No Espírito Santo, a árvore é fonte de renda garantida para o agricultor

eucalipto

O Espírito Santo tem 250 mil hectares de florestas de eucalipto. A maior parte da madeira é usada pelas fábricas de celulose, localizadas no município de Aracruz, no litoral do estado.

O material é embalado em fardos de 250 quilos e vendido para as fábricas de papel. Para produzir 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano, três fábricas juntas devoram 8 milhões de metros cúbicos de madeira e 90% do que é produzido vai para exportação.

“É um mercado que cresce a 5,8% ao ano e isso é equivalente a 500 mil toneladas de celulose, o que demanda um crescimento anual em área plantada de eucalipto de, aproximadamente, 50 mil hectares/ano”, explica o gerente de produção Wanderlei David Pereira.

As florestas próprias das indústrias produzem 70% da matéria-prima necessária. A colheita é feita em árvores de seis a sete anos de idade. A máquina derruba o eucalipto, descasca e corta em vários pedaços. Tudo é aproveitado: do caule até as pontas mais finas.

O que mais chama atenção na cultura do eucalipto é a produtividade das nossas árvores. É possível conseguir 45 metros cúbicos por hectare/ano, enquanto que a Austrália, que é a pátria do eucalipto, não chega nem na metade da produtividade do Brasil.

Além de manter suas próprias florestas, a indústria capixaba faz contratos de parceria com os agricultores. São mais de mil produtores que recebem financiamento e preço fixo pela madeira.

A família Bianchini, que produz café conilon irrigado, aderiu ao sistema de parceria com a indústria. Hoje, o eucalipto ocupa 280 dos quase 700 hectares da fazenda e rende R$ 1,4 mil por hectare por ano. O café dá o dobro, mas mesmo assim, Stanley acha que vale a pena investir no eucalipto. “Porque é uma poupança em pé. Uma poupança verde. Uma poupança que você tem ela a cada cinco anos com garantia de recebimento”, diz.

Stanley está vendendo cada metro cúbico de madeira para a indústria por R$ 50.

Fonte: Portal do Agronegócio