O agronegócio brasileiro continua sua escalada de sucesso. Mesmo com a sombra traiçoeira da crise europeia, que ameaça a demanda internacional, o setor mantém o crescimento. Tanto que fechou os 11 meses do ano com uma receita de US$ 87,57bilhões – recorde absoluto, superando em 14,4% as vendas externas da agropecuária em todo o ano de 2010, quando foram comercializados US$ 76,4 bilhões. Já na comparação com 2009, quando a receita foi de US$ 69,7 bilhões, o crescimento salta a 35,34%. Em 2008, quando o agronegócio tupiniquim teve seu grande avanço, arrecadando US$ 71,9 bilhões, as vendas entre janeiro e novembro deste ano já estão 21,8% maiores. –

Mas os números de 2011 indicam que os volumes embarcados caíram em relação aos do ano passado. O recorde deste ano está calcado no aumento de commoditiesagrícolas, que avançaram consideravelmente. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somente o arroz e o milho tiveram aumento superior a 120% entre 2010 e 2011. As carnes seguiram no mesmo sentido. A soja também está valorizada, e o açúcar garante remuneração aos produtores.

Apesar de o volume de exportações de produtos agrícolas ter sido menor, o campo nunca arrecadou tanto lá fora como agora. E as perspectivas para 2012 não são diferentes. Mesmo com o recrudescimento da crise internacional, com possível recessão se alastrando pelo resto do planeta, as pessoas continuarão a comer e a demandar alimento. Só a China tem mais de 1,2 bilhão de bocas famintas. A Índia também já superou 1 bilhão de habitantes. E este ano o planeta ultrapassou os 7 bilhões de pessoas.

Para os mais pessimistas, em 2012 o agronegócio deve registrar queda das vendas ao exterior e redução da receita, e o setor deverá fechar 2012 com a segunda maior arrecadação da história, perdendo apenas para a de 2011.

 

Fonte: DCI ( www.dci.com.br)