As missões que fizemos com o governador a Cuba e com a direção da Expodireto Cotrijal ao Japão e a Dubai neste mês de novembro fortaleceram a certeza do potencial do agronegócio gaúcho no comércio internacional

As missões que fizemos com o governador a Cuba e com a direção da Expodireto Cotrijal ao Japão e a Dubai neste mês de novembro fortaleceram a certeza do potencial do agronegócio gaúcho no comércio internacional e da enorme responsabilidade que temos, enquanto gestores públicos, de preparar as condições para que ocupemos melhores e mais amplos espaços nesses atraentes mercados. Além de nos capacitar para suprir parte da demanda por alimentos motivada pelo aumento da população global, previsto pela FAO em mais de 2 bilhões de pessoas até 2050, temos que produzir com mais qualidade para que nossos produtos tenham uma melhor remuneração.

A política internacional inaugurada pelo ex-presidente Lula e mantida pela presidenta Dilma, de privilegiar as relações Sul-Sul, nos aproxima, de forma privilegiada, de países como Cuba e China. O primeiro, que pode vir a ser nossa porta de entrada para o Caribe, é uma grande possibilidade de negócios para a indústria metalmecânica do Rio Grande do Sul. Já a China, nosso maior parceiro comercial e segunda maior economia do mundo, em razão das transformações por que passa, é um caso muito especial.

O país quintuplicou seu PIB nos últimos 20 anos e, depois de um período dedicado a investimentos pesados em infraestrutura, volta-se, agora, ao fomento do mercado interno. O planejamento das autoridades chinesas prevê a ascensão de pelo menos 520 milhões de pessoas à classe média, o que impactará as importações de alimentos. Estima-se um crescimento da ordem de 55% nas compras da carne de frango, 67% de soja e 42% de carne suína para os próximos quatro anos.

Para os Emirados Árabes Unidos, poderemos, por exemplo, aumentar as exportações de frango. No Japão, vislumbramos grandes possibilidades para o vinho e para carnes suínas e bovinas, uma vez equacionados os entraves que ainda impedem a exportação de suínos catarinenses e mediante medidas qualificadoras de nossos processos sanitários, que podem, inclusive, no médio prazo, retirar a vacinação contra a aftosa.

Estamos fazendo o dever de casa. Qualificando e ampliando os serviços de defesa sanitária animal e vegetal, desenvolvendo programas para o controle e erradicação da brucelose e da tuberculose e criando condições para estimular a irrigação como forma de aumentar a produção de grãos como o milho, fundamental para a ração animal e consequente redução de custos de produção. Precisamos, paralelamente, ampliar as prospecções, intensificar os contatos e buscar mais parcerias para colocar a produção gaúcha nesses nichos de mercado que pagam melhores preços, para que aumente a renda do produtor e revitalize a nossa economia.

Fonte: Zero Hora