Depois de 20 anos na liderança no comércio mundial do tabaco, o país bateu o próprio recorde, vendendo US$ 3,26 bilhões ao Exterior

brasil-mundoÉ o maior volume de recursos já registrado pela indústria fumageira nacional, que colhe hoje os frutos de um trabalho planejado para colocar o país no topo do ranking das exportações do produto.

Alguns fatores explicam o desempenho. Os dois principais: organização, com o sistema integrado de produção, e a qualidade do produto que resulta dessa parceria. Há mais de 90 anos, indústria e produtores aprimoram a integração para personalizar e qualificar o fornecimento de matéria-prima para os cem países que compram o tabaco produzido no Brasil.

A estrutura foi montada ao longo dos anos e hoje engloba orientação ao produtor, assistência técnica, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e sementes e até financiamentos facilitados para os produtores. Além disso, há a garantia da compra da produção, o que facilita na hora de organizar financeiramente a propriedade rural.

“Há o controle de todas as etapas da produção e podemos garantir ao cliente um tabaco de alta qualidade, sem impurezas e que atenda a necessidades específicas. Asseguramos até o baixo uso de defensivos, o que tem feito diferença no mercado externo” comenta o gerente de exportação da Souza Cruz, Philip Isleib.

UM VENDEDOR COM FAMA DE CONFIÁVEL

Com a disponibilidade desse produto de qualidade o tabaco nacional é do tipo flavour, uma espécie de linha premium, utilizada para dar sabor ao cigarro, os compradores enxergam no Brasil um vendedor confiável.

Some-se a isso uma logística afiada, que assegura o cumprimento de prazos de entrega, e parte do sucesso das exportações brasileiras se desvenda.

“O país garante regularidade no fornecimento, uma segurança para o cliente e para a cadeia produtiva” destaca o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke.

Outros fatores também pesam a favor do Brasil na hora de exportar. Devido à produção integrada, tem sido possível desenvolver ações de sustentabilidade nas propriedades, erradicando o trabalho infantil, aplicando rotinas saudáveis de trabalho e controlando o uso de defensivos agrícolas . Tudo isso, confere ainda mais valor ao produto nacional.

“E há ainda questões pontuais, que contribuíram para o desempenho de 2012. A taxa cambial, com o real desvalorizado, e um resíduo da supersafra de 2011, embarcado no ano passado, também influíram no resultado final das exportações” completa o presidente do Sinditabaco, sobre o desempenho em 2012.

Fonte: Zero Hora