As incertezas econômicas globais influenciam as perspectivas para o setor de papel e celulose no próximo ano

Preço da celulose deve cair de US$ 855 por tonelada em 2011 para US$ 775 por tonelada em 2012. Suzano é a preferida do setor.

As incertezas econômicas globais influenciam as perspectivas para o setor de papel e celulose no próximo ano.

O banco suíço UBS afirma estar cauteloso sobre o setor, uma vez que prevê “fraqueza adicional” nos preços mundiais de celulose.

A crise na Europa e nos Estados Unidos aliada ao risco de contágio de outras grandes economias, como a China, lançam dúvidas sobre a demanda final de papel.

“Uma retomada das compras na China seria um grande catalisador”, considera Gail S. Glazerman, analista do UBS para o setor de papel e celulose, em relatório.

Com um viés negativo, o Bradesco BBI estima que os preços da celulose recuarão de US$ 855 por tonelada em 2011 para US$ 775 por tonelada em 2012. Em 2010, as cotações da celulose ficaram em US$ 950 por tonelada.

Vale lembrar que, na crise financeira de 2008, o fechamento de fábricas na Ásia e Europa retirou do mercado cerca de 5 milhões de toneladas de celulose.

De acordo com Raphael Biderman, analista do Bradesco BBI, o real mais fraco é um fator favorável para o setor no Brasil, não somente porque o foco dos produtores locais é a exportação, mas também porque reduz as importações de papel.

No entanto, em conjunto com as perspectivas mais pessimistas para a indústria de papel e celulose do mundo todo, as empresas brasileiras estão revendo os projetos de expansão.

A Suzano adiou a construção da fábrica em Piauí – de 2014 para 2016 -, assim como a planta de Maranhão – do primeiro semestre de 2013 para o segundo semestre do mesmo ano.

A expansão da Veracel, joint venture entre a Fibria e a Stora Enso, tinha a perspectiva de ser realizada entre 2011 e 2012. O projeto não tem mais prazo definido.

Mesmo com esse cenário, “acreditamos que as ações de Suzano e Klabin estão subvalorizadas, enquanto vemos os papéis da Fibria sobrevalorizados”, avalia Biderman, cuja preferência no setor são os papéis da Suzano.

Fonte: Brasil Econômico