Disponibilidade de terra e bom clima são elementos importantes que podem fazer do Brasil um país de destaque no setor, afirmou João Martins, durante o Painel Florestal de Executivos

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Os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva de base florestal foram debatidos no 3º Encontro Painel Florestal de Executivos, realizado na quarta-feira, 28/10, no auditório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O presidente da Confederação, João Martins alertou, na abertura do evento, que “o Brasil possui grandes extensões de terra, temos climas, temos tudo para ser um país altamente lucrativo com a atividade de silvicultura como é hoje e pode alcançar muito mais”.

Citando números da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Roberto Cicolin, consultor técnico da empresa Distribuidora Nacional Agropecuária (Dinagro), destacou que o Brasil passou por um período favorável a uma série de mudanças, mas o país não tirou proveito da situação. Cicolin falou dos custos de produção, que em 2002 eram 40% menores que o dos Estados Unidos e hoje são apenas 10%. Apesar do elevado nível de produtividade, 39 metros cúbicos por hectare ao ano, os custos aumentaram muito, diminuindo a margem de lucro. “Cada hectare de floresta plantada gera R$ 7,8 mil do PIB (Produto Interno Bruto)”.

O empresário Junior Ramires, presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), disse que a câmara tem sido importante fórum de discussão em termos de políticas públicas para o setor florestal, com uma participação intensa da ministra Kátia Abreu. Ramires concordou com Cicolin no quesito da perda de competitividade e explicou que o setor é dinâmico e vencerá os desafios.

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Teemu Raitis, diretor da Ponsse na América Latina, informou que o mundo florestal está mudando e que o desafio de uma indústria de máquinas também é grande, mas garantiu que o Brasil vai avançar na mecanização da silvicultura. Quanto à produtividade, Raitis disse que o desafio do custo vem junto da produtividade. “O Brasil é forte e isso não vai mudar. Em termos de mão de obra, precisa investir na capacitação para área, ou seja, na educação e no treinamento”, frisou Raitis. Junior Ramires completou dizendo que, hoje, as empresas florestais estão tendo que “educar” seus funcionários.

Roberto Marques, gerente da divisão dos setores de Construção e Florestal da John Deere no Brasil, destacou que projetos novos atraem as indústrias de máquinas. Ele confirmou que os custos são altos e com muitos insumos embutidos. Marques disse que houve um grande desenvolvimento na produtividade florestal e destacou a necessidade de formação de mão de obra. “Tem que investir na educação em conjunto com o treinamento. Na silvicultura, o setor tem que trabalhar em conjunto para que aumente o interesse. A John Deere quer contribuir para o desenvolvimento do setor florestal”, observou Marques.

Fonte: Canal do Produtor