Produtor percebeu a necessidade de mudanças no perfil pecuário da sua propriedade

Em sintonia com as tendências do agronegócio, que está cada vez mais aliado ao avanço florestal, a Rural Centro entrevistou esta semana, para a Série Produtor de Sucesso, Antônio Pérez, importante produtor do Mato Grosso do Sul, formado desde 1985 em Agronomia a pela ESALQ – USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo), que percebeu a necessidade de mudanças no perfil pecuário da sua propriedade.

A família de Pérez possui três propriedades rurais: uma situada em Santa Rita do Pardo/MS e as outras duas no interior paulista: Junqueirópolis e Vera Cruz.

Antônio conta que já mais de 15 anos trabalha com seringueira em pequena escala e que há cerca de quatro anos trouxe o cultivo da árvore para o Mato Grosso do Sul, após um estudo de custo e rentabilidade em sistemas deste tipo de produção.

“Em São Paulo, sempre trabalhei com café e nesta propriedade plantei 11 hectares de seringueira, atualmente em produção”, comenta. Já nas terras sul-mato-grossense, onde predomina a pecuária, a mudança exigiu alguns contratempos.

Dificuldades

Durante todos estes anos, a família Pérez passou por duas divisões. Com isso surgiu a necessidade equilibrar o caixa, aumentar a produção, diminuir gastos, formar uma gestão mais profissional em todas as propriedades, introduzindo mudanças inclusive na cultura do pessoal.

As dificuldades não pararam por aí, dentro de todo este processo a agricultura para ser introduzida principalmente em uma propriedade com perfil pecuário exigiu (e exige) muitas mudanças.

Pérez explica que a velocidade e o risco da pecuária são muito menores, já a agricultura é dinâmica e implacável. Este paradoxo no tempo requer muita organização e orientação.

Custo de Produção

O custo de produção é variável. Nos dois primeiros anos o custo é alto.

Segundo o produtor, é preciso considerar o custo de aquisição das mudas, hoje em torno de R$ 5 a 6/cada

Além disso, há o custo de preparo do terreno, abertura de covas, plantio, adubação, condução, controle do mato, formigas, desbrotas etc… podem fazer chegar a R$ 10 a R$ 15,00 por muda em dois anos.

Dica do produtor – Caminho para o Sucesso

Planos Futuros

“Eu pretendo expandir aos poucos até formar um módulo não mais que 150 ha.

Entendo que o módulo ideal é aquele que justifica o investimento e, para mim, o mais importante ainda é um tamanho de módulo no qual eu possa dar conta de administrar.

Coisas muito grandes são para empresas e estruturadas. Por isso eu tenho como lema ir até onde eu alcanço, subindo um degrau de cada vez”, afirma Antônio.

A dica de Antônio é simples e objetiva: Antes de entrar em qualquer atividade que não está familiarizado, procure um bom profissional, vá visitar quem faz bem e quem faz mal também.

Converse com estas pessoas, perca tempo com esta troca de experiências, pois somente assim o produtor evita passar pelas dificuldades as quais os outros já passaram. Isso vale muito, ganha tempo e evita transtornos.

Além disso, o produtor aconselha a quem for entrar neste setor, que avalie bem o seu potencial e não dê o passo maior que a perna.

“Procure fazer menos e bem feito e só inicie se todos os fatores de processo estiverem sob seu controle. Faça bem feito, plante um pomar sem falhas, pois um pomar é para 50 anos e se você começar errado vai amarar isto pela vida toda”, afirma.

O mercado é muito promissor, a atividade remunera bem tanto o investidor como o trabalhador. Portanto, traz benefício a todos.

Antônio deixa um pensamento ambiental, totalmente em linha com a atual realidade: “Nunca pense estou velho para isso, plante para você, para seu filho, para seu neto, em fim as gerações futuras vão agradecer muito”.

Fonte: Painel Florestal