Ação contribui para evitar o assoreamento de nascentes da região do Espírito Santo.

Katiane também vem ajudando na plantação de mudas (Foto: Reprodução/TV Gazeta).
Katiane também vem ajudando na plantação de mudas (Foto: Reprodução/TV Gazeta).

Preocupados com o futuro e com o problema da escassez de água, produtores rurais do município de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, estão realizando um trabalho de reflorestamento nas áreas próximas às nascentes. A ação, que faz parte do projeto Mata Ciliar, pretende realizar o plantio de 100 mil mudas em cerca de 50 nascentes da região, garantindo a recuperação e preservação desses espaços.

Uma dessas áreas fica localizada na propriedade da produtora rural Katiane Barbosa, que contou os motivos que a fez optar por participar da iniciativa. “A gente resolveu reflorestar aqui para ajudar na água, na nascente, para melhorar a nossa situação, que está bem feia”, contou. De acordo com o governo do estado, o longo período de estiagem vivido pelo Espírito Santo se configurou como a pior dos último 40 anos.

Katiane, que também vem colocando a mão na terra para ajudar nos trabalhos, vai receber 200 mudas que passarão a fazer parte da natureza local. As espécies, todas nativas da Mata Atlântica, devem demorar cerca de dois anos para se desenvolverem, mas os benefícios devem começar a ser sentidos bem antes. Um deles é contribuição das plantas para evitar que a chuva leve areia para a nascente, causando assoreamento.

“A vegetação nativa em si é muito favorável para qualquer tipo de recuperação de solo ou até mesmo de nascente, justamente pelo que o nome diz. ‘Nativa’, é nossa. Então, ao longo de muitos anos, ela vem fazendo essa coisa amigável com o solo. Ela é muito mais propensa e muito mais viável em qualquer tipo de estrato”, explicou o biólogo William Moledo.

As 100 mil plantas foram doadas pela prefeitura da cidade e são entregues aos produtores de acordo com a área. Aqueles que se interessam pela ideia e desejam realizar a recuperação também passam a receber orientação técnica. “O técnico vai dizer onde é melhor plantar, qual a distância da nascente que ele tem que plantar, para não plantar muito próximo e acabar prejudicando a nascente”, completou a bióloga Kaila Dalvi.

Unindo conhecimento, força de vontade e consciência, a intenção é continuar contribuindo para a qualidade de vida da população. “A ideia é a gente atender aos produtores rurais e estar recuperando essas áreas para que ele mantenham, sempre, mesmo nos períodos de estiagem, o fluxo de água em suas propriedades”, concluiu o secretário de Meio Ambiente de Itapemirim Tiago Leal.

Fonte: G1