Aneel determina que as distribuidoras são responsáveis pela instalação de relógios de medição do consumo de energia na irrigação e na aquicultura

Assessor técnico da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias Filho
Assessor técnico da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias Filho

Além dos ganhos de produtividade, os produtores rurais terão um estímulo a mais para aderir à irrigação, sistema de produção utilizado em apenas 6 milhões de hectares no Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) repassou às distribuidoras de energia o custo de aquisição e instalação dos equipamentos necessários para a aplicação dos descontos concedidos para as atividades de irrigação e aquicultura. Até agora, esta responsabilidade era do produtor rural. A regra vale a partir do ano que vem.

A mudança é resultado do trabalho da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que vinha articulando em várias frentes para desonerar o produtor. Projeto neste sentido já havia sido aprovado pelo Senado, com o apoio da CNA, e estava prestes a entrar na pauta de votação da Câmara. Para o assessor técnico da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias Filho, a decisão da Aneel pode contribuir para que o potencial de irrigação de 30 milhões de hectares seja inteiramente utilizado.

Entre as vantagens da irrigação, Ananias destacou o aumento da produtividade agropecuária, sem necessidade de ampliação da área plantada. “A produtividade de um hectare irrigado é mais que duas vezes superior ao rendimento de um hectare de sequeiro”, explicou.

O benefício entra em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2015. O produtor rural deve fazer solicitação formal à concessionária, que avaliará a necessidade de instalação dos equipamentos na propriedade. Faz jus ao benefício o produtor que tenha no mínimo 80% (oitenta por cento) da carga (kW) instalada utilizada exclusivamente para a atividade de irrigação ou aquicultura.
Para a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Aline Veloso, a decisão trará reflexos positivos não apenas para os produtores beneficiados, uma vez que também abrirá portas ao desenvolvimento tecnológico e à utilização de medidores com mais funcionalidades, diminuindo custos dos equipamentos à concessionária pelo ganho em escala.

Fonte:  Canal do Produtor