Mato Grosso do Sul tem 108 contratos aprovados no Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), totalizando R$ 32 milhões em financiamento já liberados

Mato Grosso do Sul tem 108 contratos aprovados no Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), totalizando R$ 32 milhões em financiamento já liberados. Com outros 200 projetos em análise, a perspectiva é que o montante financiado chegue a aproximadamente R$ 100 milhões até o final do ano. “É um dos estados mais adiantados em termos de aplicação”, afirmou o diretor do Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária (DEPTA/MAPA), Hélcio Campos Botelho, que esteve em Campo Grande, esta semana.

Entre os fatores que favorecem a tomada de financiamentos no Estado, na avaliação de Botelho, estão a integração lavoura-pecuária e o trabalho conjunto entre as entidades de pesquisa que dão suporte para a atualização das práticas agropecuárias. Além de três unidades da Embrapa, Mato Grosso do Sul tem duas fundações dedicadas exclusivamente a pesquisas das variedades cultivadas no Estado.

O Programa ABC prevê incentivo às práticas agrícolas que contribuem para a redução dos gases causadores do efeito estufa (GEE). O financiamento se destina ao incentivo de medidas como a implantação de sistemas orgânicos de produção, a consolidação do plantio direto na palha, a recuperação de áreas e pastagens degradadas e a integração lavoura-pecuária-floresta.

Em Mato Grosso do Sul, o plantio direto na palha atinge cerca de 90% das lavouras. Além de diminuir a velocidade da decomposição do material orgânico, diminuindo a quantidade de GEE devolvidos ao meio ambiente, o sistema proporciona uma melhoria na estrutura dos solos, aumento da população de microorganismos e insetos e aumento da aeração. “Com o tempo, o plantio direto aumenta a capacidade de retenção de água no solo”, complementa Lucas Galvan, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul – FAMASUL.

Outro fator favorável é o aumento de área de florestas plantadas. Atualmente são 485,8 mil hectares cultivados com florestas, sendo 474,5 mil de eucalipto e 11,3 mil de pinus. Somente em 2010 o crescimento da cultura foi de 30%. Para atender à evolução do complexo industrial de papel e celulose instalado no Estado, a previsão da Secretaria de Produção e Turismo (Seprotur) é de que a área plantada com floresta chegue a 700 mil hectares nos próximos anos. Além de evitar o corte de vegetação nativa, a floresta captura CO2 da atmosfera.

O Estado se destaca ainda pela correta destinação de resíduos sólidos da suinocultura. “Há uma crescente conscientização dos produtores em relação a adoção de práticas sustentáveis para a agricultura. A criação de um programa específico e a disponibilidade de crédito com taxas atrativas vem potencializar ações com essa finalidade”, avalia o presidente da FAMASUL, Eduardo Riedel.

O crédito do Programa ABC tem prazos que podem chegar ao limite de 15 anos para o reembolso e taxas de juros de 5,5% ao ano. As propostas devem ser entregues no Banco do Brasil e precisam estar acompanhadas de projeto técnico. “Uma das dificuldades para a tomada de crédito é a falta de capacitação das empresas que elaboram os projetos”, avalia Botelho. Para a safra 2011/2012, o Programa dispõem de R$ 3,150 bilhões em incentivos.

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Fonte: Canal do Produtor