Evento em Campo Grande (MS) teve um levantamento que apontou um aumento de custos de produção.

Projeto discutiu o aumento dos custos de produção da silvicultura (Foto: G1 MS).
Projeto discutiu o aumento dos custos de produção da silvicultura (Foto: G1 MS).

Projeto Campo Futuro debateu, em Campo Grande, os custos de produção e a rentabilidade da silvicultura no Mato Grosso do Sul. A Iniciativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

O projeto alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de riscos de preços, de custos e de produção na propriedade rural, resultando na criação de painéis com informações oficiais sobre os municípios e estados. Estes painéis têm objetivo de levantar informações sobre os custos de produção e a viabilidade financeira das atividades produtivas desenvolvidas na propriedade rural, permitindo assim orientar produtores rurais sobre o gerenciamento de riscos no preço das culturas e utilização do seguro rural.

O painel foi coordenado pelo professor do Departamento de Engenharia Florestal da UFV e diretor geral da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), Sebastião Renato Valverde. De acordo com ele, um diagnóstico realizado há dois anos no estado, identificou que os produtores de eucalipto que alcançassem uma produtividade 35 metros cúbicos por hectare/ano e comercializassem a madeira por R$ 50 o metro cúbico, teriam um lucro médio de R$ 4 por metro cúbico.

“Considerando o diagnóstico realizado em 2015, comparado com o que realizamos em 2013, percebemos alterações consideráveis nos custos, já que tivemos aumento do salário mínimo, do óleo diesel, dos insumos agrícolas e da energia elétrica. Estes fatores influenciam diretamente na lucratividade dos pequenos e médios produtores florestais, inclusive inviabilizando a atividade. Estes empresários precisam de apoio para se organizarem em grupos, para competirem em volume de produção e preços com as grandes empresas”, analisou.

O engenheiro florestal e consultor, Celso Luiz Medeiros Lima, concorda com as considerações de Valverde e acredita que o primeiro passo a ser tomado é a criação de uma associação. “Temos que nos unir organizadamente para estimular os pequenos produtores a continuar a produção. O sistema de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF) abriu espaço aqui em Mato Grosso do Sul e pode impulsionar outras regiões, além do eixo Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas”, considerou.

Fonte: G1