O sucesso de um investimento florestal não depende só de ter um bom projeto, gestores qualificados, e financiamento adequado. Ele depende também das condições oferecidas pelo local onde o investimento é realizado.

floresta_plantadaO IAIF SN- Índice de Atração de Investimento Florestal em Nível Subnacional é uma ferramenta que ajuda aos investidores conhecerem os fatores econômicos, sociais, naturais e políticos que influenciam nos negócios florestais. O índice permite medir e analisar, de forma sistemática e periódica, os fatores do clima de negócios que afetam o êxito dos investimentos diretos florestais e facilita a tomada de decisão por parte dos investidores.

Por meio do IAIF-SN é feita uma espécie de “fotografia” onde é possível observar um panorama da região em três grupos distintos de indicadores que são: supra setorial, que inclui condições que influenciam todos os tipos de negócios; inter setorial, que inclui efeitos de outros setores da economia sobre os negócios florestais; e os intra setoriais, que medem condições intrínsecas do setor florestal. Ao todo, são 16 indicadores que combinam sessenta variáveis que abrangem economia, política, condições naturais e sociais. A análise é feita usando dados de fontes secundárias, como IBGE, Banco Central e outros órgãos; e através de questionário para conhecer a percepção dos envolvidos.

Uma vez conhecida esta fotografia, aplica-se o PROMECIF – Processo de Melhoria do Clima de Negócios para Investimentos no Setor Florestal. Com o resultado deste processo é elaborado um plano de ações para aumentar a atratividade dos negócios florestais no estado.

De acordo com o especialista em economia florestal, José Rente, Minas Gerais possuiu a maior extensão de terras com vocação florestal do país e é também o estado com maior área de reflorestamento. No entanto, nota-se que os investimentos em florestas pararam de crescer nos últimos anos. Observando isso, o SEBRAE Minas, instituição integrante do Polo de Excelência em Florestas, por iniciativa de Fabiana Vilela, analista técnica da Unidade de agronegócio, encomendou ao INAES – Instituto Antônio Ernesto de Salvo/FAEMG uma pesquisa que investigasse os motivos desta estagnação, baseada nos critérios estudados pelo IAIF-SN e o que se deve fazer para aumentar esses investimentos. No estado, já foi concluída a primeira etapa da pesquisa que consiste na consulta na base de dados secundários. A próxima etapa, agora, é a aplicação do questionário que está sendo feita online. É importante ressaltar que este questionário foi disponibilizado na internet e qualquer pessoa com algum interesse no setor florestal tem a oportunidade de opinar respondendo ao questionário que se encontra neste link.

A partir dos resultados, será elaborado um plano de ações para atrair novos investimentos para o estado de Minas Gerais. “Depois de identificar e analisar os indicadores com maior potencial para melhorar a atratividade dos investimentos em Minas Gerais, proporemos ações baseadas no PROMECIF para que o estado volte a ter um clima favorável aos negócios florestais dos pontos de vistas sociais, políticos, ambientais, legais e econômicos”, afirma José Rente. Segundo o especialista, é importante, também, que o plano de ações chegue com esclarecimentos aos produtores e industriais para que ocorram mudanças e uma atitude proativa destes em relação às políticas de Governo, pois é isso que vai demandar a implantação concreta das ações a serem propostas. O estudo servirá, também, para subsidiar o estado de Minas Gerais no ajuste de suas políticas públicas para o setor.

Quando ficará pronto?
Os resultados deste projeto serão discutidos com o setor, em novembro de 2014, e com o Governo então eleito, para que ele possa trabalhar nas políticas públicas de apoio à silvicultura mineira.

Qual o site onde está disponível o formulário?
https://docs.google.com/a/ruralprosper.com/forms/d/1hCqA7XkQpMtd22fYDQXCMBwR5nC0LHkBoK0e-kw7TF4/viewform?c=0&w=1

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Fonte: CI Florestas