Estudo feito pela Corporação Chilena de Madeira (Corma) mostra que, no sul do País, onde 25% eram considerados pobres, este percentual caiu para 5% em 40 anos

Fernando Raga é presidente da Corma
Fernando Raga é presidente da Corma

Um estudo feito pela Corporação Chilena de Madeira (Corma), em parceria com o Programa de Gestão e Economia Ambiental da Universidade do Chile, mostra que o setor florestal contribuiu para a diminuição da pobreza e da miséria no sul do país. Nos anos 70, cerca de 25% da população vivia em situação de pobreza. Nesta década, este percentual caiu para 5%. De acordo com o presidente da Corma, Fernando Raga, a silvicultura é boa para o meio ambiente e também para a inclusão social.

Segundo Fernando Raga, a silvicultura foi inicialmente instalada nos distritos mais pobres do país com áreas degradadas. O setor florestal se deparou com uma realidade de poucas oportunidades de desenvolvimento produtivo, indicadores socioeconômicos historicamente abaixo da média nacional e regional, com níveis mais baixos de renda e educação, além de taxas mais elevadas de pobreza, falta de moradia e do analfabetismo. No entanto, em 40 anos esta realidade foi transformada.

Segundo Raga, por meio da silvicultura a população foi capaz de melhorar seus padrões de vida. Como exemplo, ele mencionou vários municípios da Região Biobío, com grande silvicultura, como Mulchén, que reduziu sua taxa de pobreza extrema de 26% em 1970, para 3% em 2010. O mesmo aconteceu em Coelemu, com redução de 30% para 5% entre 1970 e 2010 e em Arauco, cuja queda foi de 21% para 7% entre 1979 e 2010. Além disso, Yungay caiu de 18% em 1970, para 5% em 2010.

Na avaliação de Raga, o setor florestal passou a contribuir de 3% para 11% no PIB do Chile e boa parte deste crescimento deve-se nas regiões florestais importantes, como, por exemplo, Maule, Biobío, Araucanía, Los Ríos e Los Lagos.

Outros fatores importantes foram mencionados por Fernando Raga,com destaque para o efeito multiplicador da geração de produtos. “Os preços também melhoraram, repercutindo diretamente na melhoria da qualidade de vida das populações dos assentamentos. Além disso, a demanda por produtos florestais aumentou”, disse Raga. Em geral, as exportações atingirão ao montante de 6 milhões de euros, coincidindo com as projeções da Corma, ou seja, de uma aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, a celulose de eucalipto branqueada de fibra curta ou mostrou uma queda de 9% do preço médio. Próximo ano serão produzidas 2,6 milhões de toneladas para o mercado, abrindo novas fábricas de celulose Suzano, no Brasil e Montes del Plata, no Uruguai. Esse resultado, no entanto, não conseguiu reduzir a quantidade total de celulose exportado durante 2014 em comparação com 2013. Os principais mercados para a celulose durante este ano foram China, Holanda e Coréia do Sul. Fernando Raga explicou ainda que a madeira de pinheiro radiata, o que representa 12% do total das exportações, mostraram um aumento no preço e volume, atingindo, assim, um crescimento de mais de 20% no valor total das transferências, tendo como principais mercados China, Coréia do Sul e Japão.

Em 2015, a Corma projeta a mesma quantidade de produtos exportados em 2014, ou seja, US $ 6.000 milhões, além de uma manutenção ou leve redução no preço da celulose branqueada de eucalipto a partir da média de 2014, e também a manutenção ou leve redução no preço da celulose de fibra longa, devido à substituição com eucaliptu, o que afetará em certa medida o quantidade de exportação desses produtos. Além disso, haverá um aumento das exportações de madeira compensada e um aumento moderado na exportação de madeira, molduras, madeira e outros produtos feitos manufaturados.

Fonte: Corma