Por meio de uma plataforma chamada Arc Gis, todo o processo é controlado por inteligência geográfica, que transforma dados em informações, proporcionando decisões rápidas e precisas

Alexandre Marques é diretor agroflorestal da Imagem
Alexandre Marques é diretor agroflorestal da Imagem

Distribuir soluções de inteligência geográfica para o setor florestal, promovendo uma gestão integrada e ampliando o universo de todos os processos da silvicultura de precisão. É assim que Alexandre Marques, gerente do setor agroflorestal da Imagem, define o uso de tecnologias para elevar a vanguarda brasileira no setor florestal.

Hoje, a gestão integrada de operações florestais vem sendo desenvolvida por meio de uso de mapas. De longe, toda a produção pode ser controlada pelo envio de dados utilizando uma plataforma que, no caso da Imagem, é a Arc Gis – sigla em inglês para Sistema de Informações Geográficas. Por esta plataforma, é possível criar soluções começando pelo processo de operacionalização, por meio de amostragem do solo para gerar mapas de fertilidade.

Segundo Alexandre Marques, esta fertilidade gera recomendações para o solo como, por exemplo, locais em que se deve utilizar fósforo, boro, potássio, gesso e calcário. “A plataforma também envia mapas para os pilotos de tratores para que eles façam as aplicações certas no solo”, acrescenta Marques. Com este tipo de tecnologia, as empresas podem fazer um amplo planejamento.

Monitoramento da frota de máquinas e implementos por meio de telemetria e sistema de informação geográfica
Monitoramento da frota de máquinas e implementos por meio de telemetria e sistema de informação geográfica

O leque de opções é vasto e inclui a análise de desempenho de defensivos, amostragem da situação fitossanitária, ou seja, se ocorrem pragas e doenças e plantas daninhas. A plataforma de dados, comercialmente chamada de Arc Gis, também gera mapas depois da conclusão das atividades, permitindo assim avaliar de ações foram bem sucedidas. Para que a silvicultura de precisão saia do papel, é necessário que haja uma gestão de dados potencializados.

Parte importante desta atividade é o processamento de imagens, que pode ser feito via satélite e por drones. A partir daí são identificados determinadas falhas nos maciços florestais e tudo isso pode ser carregado em um dispositivo móvel do tipo tablete ou smartphone. “Com imagem de alta resolução obtida por drone ou satélite, pode-se fazer o replantio, reforma da área, contagem de árvores e até mesmo a identificação de pragas e doenças, isso sem contar na localização de cada máquina florestal”, destaca Alexandre Marques.

A plataforma também pode ser utilizada para o planejamento da colheita mecanizada. Através de um mapa guiando as máquinas, muitas atividades são executadas – desde o plantio até a colheita, passando por processo de adubação, irrigação e o que mais for necessário. “A Imagem faz a operacionalização da silvicultura de precisão, com a integração de dados geográficos com outros sistemas de gestão utilizados por empresas como Inflor e Savcor”, detalha Alexandre Marques.