Quantificação e redução de recursos naturais deve passar por todos os setores da economia brasileira

Kamila Pitombeira
24/10/2011

A ideia de sustentabilidade, muito difundida em diversos setores da economia mundial, passa pelo conceito de produzir mais utilizando menos recursos, ou ainda renovando esses recursos. No entanto, não menos importante, é o fato de que esse conceito deve estar ligado à união de todos os setores, capacitando toda a população. Esse é um princípio já adotado por algumas empresas do mercado, como a Monsanto, responsável pelo programa Do Campo ao Mercado, um dos temas do fórum Produção, Conservação e Lucratividade – A Economia Verde como Fonte de Equilíbrio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 26 de outubro, em Campinas (SP). Segundo Gabriela Burian, líder de sustentabilidade da empresa, o Brasil está situado no pólo da questão meio ambiente.

— Temos o desfio de sermos, hoje, o segundo maior produtor de alimentos do mundo e, ao mesmo tempo, o país com maior biodiversidade. A solução de dilemas importantes do ponto de vista de mudanças climáticas passa pelo Brasil, assim como a solução de alimentação da população que deverá girar em torno de 9 bilhões em 2050 — afirma Gabriela.

Ela diz que a solução para definir como produzir mais com menos recursos naturais no mundo passa, necessariamente, por algo que será discutido na Rio+20 e que, nesse contexto, as oportunidades para o Brasil são muitas, como dar continuidade a um desenvolvimento sustentável, que inclua as pessoas que ainda estão fora da camada produtiva, eliminando assim a pobreza ainda existente no país. Ao mesmo tempo, a entrevistada afirma que é preciso reduzir o desmatamento, já que o país ainda é um grande emissor de gases de efeito estufa.

— Tudo isso pode virar negócio. Por exemplo, a conservação do meio ambiente conta com estratégias como os serviços ambientais. O desafio é como cobrar isso e, para enfrentá-lo, é preciso a união de todos os setores, ou seja, o empresarial, o governo, a academia e a mídia, capacitando assim toda a população — explica.

Gabriela citou ainda o programa Do Campo ao Mercado, criado pela Monsanto com o objetivo de incentivar a sustentabilidade no setor rural.

— O programa é um chamado para a sociedade e deve ser desenvolvido por todos. A ideia é que tenhamos desde produtores até varejo, passando por ONG, academias e Embrapa, medindo e quantificando quanto de recursos naturais utilizamos para produzir alimentos no país e o que podemos fazer para reduzir — conta.

Ela completa dizendo que o setor agrícola quer e pode contribuir para uma economia de baixo carbono e que essa iniciativa foi criada para oferecer ferramentas a todos, independente de credos, bandeiras ou paradigmas.

Para mais informações sobre o evento, basta acessar o link http://www.diadecampo.com.br/forumeconomiaverde/.

Fonte: www.diadecampo.com.br