O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
34 9.9147-9310
Seg - Sex: 08:00 - 18:00
26 fev 2013

Polinização animal exige conservação ambiental

Destruição de vegetação natural reduz população de abelhas polinizadoras e interfere no processo de formação de frutos

abelhasA polinização é muito importante porque auxilia no processo de formação de frutos e da manutenção da biodiversidade. O processo, que significa a transferência de material genético de uma planta para outra, pode ser realizado pela água, vento ou animais. Entre os animais, como moscas, morcegos, mariposas e borboletas, acredita-se que 70% da polinização seja feita por abelhas.

Segundo Patrícia Drumond, pesquisadora e bióloga da Embrapa Acre, a vantagem da polinização por abelhas é a formação de frutos. E, como as abelhas existem em grande número, a chance de atingir as plantas que dependem dessa polinização é maior.

— Existem mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo e todas elas certamente envolvidas em maior ou menor grau com esse processo de formação de frutos — afirma a pesquisadora.

Para identificar o tipo de sistema mais indicado para sua cultura, Patrícia diz que o produtor deve observar o comportamento da abelha na flor, ou seja, se ela só está descansando ou se entra na flor e sai suja com o pólen, afinal, esse é o material genético que ela transfere para outra flor, propiciando a fecundação e a formação de frutos. Para a pesquisadora, antes de tudo, o produtor deve pensar no tipo de abelha que vai utilizar.

— Existem as abelhas africanizadas, com ferrão. Ao usar essas abelhas, deve-se tomar cuidado sobre onde colocar as caixas, diferentemente das abelhas sem ferrão, conhecidas como uruçu ou jandaíra. Essas podem ficar mais próximas inclusive da casa do agricultor. Isso porque elas geralmente são abelhas mansas e de fácil trato. Existem ainda as mamangavas, que são abelhas pretas e grandes. Elas polinizam, por exemplo, o maracujá — orienta ela.

Já para a conservação dessas abelhas, por exemplo, a pesquisadora diz que vale à pena colocar troncos caídos e podres para que elas façam ninho perto da plantação de maracujá. Ainda de acordo com ela, o processo de polinização com abelhas é natural.

— O horário de visitação mais intenso costuma ser na parte da manhã. Nesse caso, deve-se tomar cuidado com o uso de produtos químicos para controle de doenças e pragas. Isso pode matar ou afugentar as abelhas — explica.

Outro cuidado importante para Patrícia é a conservação da vegetação natural. Isso porque as abelhas polinizadoras nativas vivem nesse tipo de vegetação. Então, se o produtor destrói a vegetação natural ao redor do plantio, ele acaba prejudicando a conservação das abelhas, o que pode reduzir a população e interferir no processo de formação de frutos.

Fonte: Portal Dia de Campo
17 dez 2012

Uma era de oportunidades e desafios para os agricultores

Para os agricultores, este é o melhor e o pior dos tempos

agricultura-na-africa-2Eles estão diante de uma enorme oportunidade: a população mundial cresce de forma mais acelerada que todos os segmentos setoriais isolados, e cada um de seus componentes precisará comer e beber. E, segundo estimativas, mais de 2 bilhões de pessoas dependem da agricultura para garantir seu sustento.

Mas os desafios são igualmente grandes. Muitos dos 500 milhões de pequenos proprietários rurais, que respondem pela produção de até 80% dos alimentos do mundo, mal conseguem tirar seu sustento com a atividade. Com o crédito muitas vezes negado, eles não conseguem expandir ou investir em técnicas agrícolas modernas.

Na Europa, a mudança da regulamentação deverá eliminar subsídios e aumentar custos. Os agricultores americanos acabam de sair da pior seca de décadas. Em decorrência disso, muitos deles estão sacrificando cabeças de gado por não ter mais condições financeiras de alimentá-las. Seus congêneres europeus estão fazendo o mesmo.

Em todo lugar, talvez até sem causar surpresa, as pessoas estão deixando as fazendas em massa. Os jovens estão indo para as cidades e as pessoas que ficam se aproximam da aposentadoria. No Japão a média dos agricultores tem mais de 65 anos, no Reino Unido passa dos 60 e nos EUA, 55 anos.

As partes interessadas – em tese todos nós que comemos, mas na prática governos, sociedade civil e fabricantes que processam a produção – combatem os desafios com a associação de agricultores até o aprimoramento dos insumos e métodos agrícolas básicos.

Como observa o governo britânico, as cooperativas voltaram à moda, duas ou três décadas após aquelas que eram subvencionadas pelo governo terem sido desfeitas.

Esse processo levou ao surgimento de um grande número de organizações de produtores, que se multiplicaram nos últimos 30 anos, a ponto de que um número estimado em 250 milhões de pequenos produtores rurais dos países em desenvolvimento pertencer a algum tipo de agremiação.

Essas associações possibilitam que os pequenos agricultores consigam insumos a preços melhores, reduzam custos das transações, pulverizem os riscos e obtenham crédito bancário com mais facilidade, além de dar maior poder de barganha com os compradores.

Jim Paice, ex-ministro da Agricultura do Reino Unido, disse que o clamor britânico contra os preços do leite – que recentemente atraiu milhares de produtores para Westminster e fez com que os compradores recuassem em relação aos pretendidos cortes de pagamentos a pecuaristas – foi um exemplo do poder da voz coletiva.

“Os produtores demonstraram que têm capacidade de se unir na adversidade”, disse ele a um grupo de 300 pecuaristas em Cumbria.

Para Chris Brett, diretor de sustentabilidade da trading asiática Olam, a resposta é “os produtores rurais se conectarem cada vez mais” e, a exemplo do que ocorre numa empresa, prestarem mais serviços e orientação de prática agrícola, muitas vezes por celular.

A outra arma vista como essencial para os agricultores, sobretudo para os pequenos, é a ciência. Sementes de qualidade superior, resistentes a pragas, a doenças e até a condições climáticas adversas, tanto aumentam a produtividade quanto melhoram a agricultura como atividade econômica.

“Com o passar do tempo, o desafio será verificar se conseguiremos juntar um monte maior de grãos numa propriedade agrícola menor”, diz Michael Mack, principal executivo do grupo suíço Syngenta. “Pode-se colher dez vezes mais tomate em um décimo da terra na Índia, mas precisa-se de estufas, e isso exige mais investimento”.

A empresa, como outras concorrentes do setor privado e do setor público, já deu passos largos no caso do arroz, sujeito ao ataque de todos os tipos de fungos, insetos e ervas daninhas poderosos. A produção do cereal exige um trabalho intensivo: a cada sete ou 14 dias o agricultor tem de ir a campo, descalço e transportando um pulverizador nas costas. Atualmente melhores produtos químicos, pulverizados por um aparelho semelhante a uma máquina de cortar grama, diminui o trabalho, o desperdício e aumenta a produtividade.

Os métodos naturais de aumento de produtividade não são menos polêmicos. A fazenda modelo do grupo FAI em Oxfordshire, Reino Unido, que produz carne e ovos para o McDonalds, além de testar novos métodos de produção agrícola, abrigou várias ideias desse tipo. As galinhas ficam aparentemente mais satisfeitas se puderem ciscar sob a sombra de árvores. A mesma sombra atrai as libélulas, que são devoradas pelas galinhas. Em sua bucólica felicidade, as aves se esquecem de brigar entre si e botam mais ovos.

No mesmo sentido, o gado é alimentado com uma mistura de forragem de grama. Esse alimento é mais barato que o milho e a soja, inflacionados pela seca, e, pelo fato de as vacas terem de caminhar para cima e para baixo para obter grama, a prática é vista como mais saudável, sob todos os aspectos.

No entanto, há argumentam contrários de que a qualidade do leite e da carne é afetada – o que põe em destaque o fato, indiscutível entre agricultores e economistas, de que consenso é coisa rara até no campo.

Tradução de Rachel Warszawski

Fonte: Valor Online
05 dez 2012

Para empresários, novo modelo para ferrovias acabará com atrasos em obras

A construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, cujos leilões de concessão estão previstos para o primeiro semestre do ano que vem, vai exigir R$ 56 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, dos quais cerca de R$ 40 bilhões deverão ser financiados pelo BNDES

A construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, cujos leilões de concessão estão previstos para o primeiro semestre do ano que vem, vai exigir R$ 56 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, dos quais cerca de R$ 40 bilhões (71,5% do total) deverão ser financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco, que há 60 anos fez o primeiro empréstimo da sua história para a modernização da Estrada de Ferro Central do Brasil (Minas-Rio-São Paulo), prepara-se para apoiar financeiramente o plano do governo de ter esses 10 mil quilômetros de novos trilhos, em plena operação, até 2020.

A meta é otimista, na visão de especialistas e de executivos do setor, considerando-se o passado recente da expansão da malha ferroviária brasileira, marcada por questionamentos dos órgãos ambientais e de controle, por atrasos e aumento de custos nas obras. Mas o que anima empresários é que o novo modelo definido para operação e exploração do setor ferroviário, em que as ferrovias serão repassadas a empresas privadas em regime de concessão, tende a resolver o problema de baixa execução das obras realizadas pelo governo.

Um exemplo de baixa execução no setor é o da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cujo primeiro trecho, entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 530 quilômetros de extensão e custo de R$ 2,4 bilhões, deveria ter sido concluído neste ano, mas só está com 12% de execução até agora e tem previsão de ficar pronto em 2014. Com a extensão sul da Ferrovia Norte-Sul (FNS), acontece algo parecido. A execução da obra está na casa dos 25% e o atraso é de cerca de dois anos. O trecho, que se estende de Ouro Verde (GO) até Estrela dOeste (SP), deverá estar pronto também em 2014 a um custo de mais de R$ 3 bilhões.

“O novo modelo é um avanço, temos que apostar que vai ficar de pé, dar certo. Ele [o modelo] deve permitir resolver esse problema da baixa execução do governo, embora as metas, em termos de cronogramas, sejam muito otimistas”, disse um consultor que preferiu não se identificar.

Renato Voltaire, diretor da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), disse que a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável pelo planejamento, desenvolvimento, pesquisas e prestação de serviços no setor, criou força-tarefa que deverá fazer as concessões deslancharem. Voltaire considera que conseguir fazer as licitações dos 10 mil quilômetros de ferrovias até junho pode ser um plano muito ambicioso, mas pondera: “Mesmo que lance as licitações e faça correções de rumo depois, é melhor do que não fazer nada.”

A EPL prevê licitar em abril novos trechos a serem construídos e administrados por empresas privadas. Esse primeiro grupo de projetos, considerado mais atrativo pelo mercado, inclui os tramos norte e sul do Ferroanel de São Paulo, o acesso ao porto de Santos, o trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Uruaçu (GO), a extensão norte da Norte-Sul, entre Açailândia (MA) e Vila do Conde (PA), além do trecho entre Estrela dOeste, Panorama (SP) e Maracaju (MS), importante pois permitirá a ligação da Ferrovia Norte-Sul com a malha da ALL até o porto de Santos. No grupo dois, com previsão de licitação em junho, existem malhas como a que liga Uruaçu (GO) a Campos dos Goytacazes (RJ), Belo Horizonte-Salvador, Salvador-Recife e Rio de Janeiro-Campos-Vitória (ES), entre outros.

A EPL informou que os estudos para as novas concessões estão em execução de forma que seja possível cumprir o cronograma previsto. Nas obras em andamento a cargo da Valec, Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa de engenharia ferroviária ligada ao Ministério dos Transportes, o governo trabalha para recuperar o tempo perdido. Além da Fiol, atrasada em pelo menos dois anos, a Ferrovia Norte-Sul é outra obra cujo andamento mostrou-se complexo.

Licitada no fim da década de 80, a ferrovia tem trechos em obras e a inauguração do traçado original, entre Açailândia (MA) e Anápolis (GO), está previsto para setembro de 2013, 26 anos depois de o projeto ter sido licitado. A expectativa é de que, com o novo modelo, o governo poderá evitar, na construção da nova malha, erros que levaram o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ibama a questionar os projetos da Fiol e da Norte-Sul, o que contribuiu para os atrasos.

A EPL informou que está conduzindo trâmites para obtenção da licença prévia (LP), que é a licença que garante a viabilidade ambiental do trecho a ser licitado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Essa ação pode antecipar, em até dois anos, a obtenção das licenças ambientais se comparado com o cenário no qual o licenciamento é iniciado pelo novo concessionário, disse a EPL.

A Norte-Sul, no trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), vem servindo de referência para o TCU criticar outros projetos, disse o presidente da Valec, Josias Cavalcante. A Valec passa a ter também a função de comprar e vender capacidade das ferrovias “ao menor custo possível”, disse Cavalcante. O trecho Palmas-Anápolis deverá ser o piloto do novo modelo de livre acesso ao setor ferroviário, ainda em fase de definições legais. “Esse trecho da Norte-Sul [entre Palmas e Anápolis] vai ser o primeiro a estar disponível para o mercado, mas se vai ser o primeiro a ser ofertado ainda não é possível dizer”, disse Cavalcante.

O novo modelo será baseado no livre acesso dos operadores logísticos aos trilhos. As ferrovias, porém, não serão mais construídas pela Valec, como aconteceu até agora, mas por empresas privadas que vão também administrar a malha em contratos de concessão de 25 anos. Quando a ferrovia estiver pronta, a Valec vai comprar a capacidade e ofertá-la ao mercado. Vários operadores poderão transitar em uma mesma via, o que tende a acirrar a concorrência. No modelo atual, há um monopólio natural uma vez que o concessionário também opera os trens.

Nos novos projetos, a Valec terá o papel de comercializadora, remunerando, com o dinheiro arrecadado da compra e venda de capacidade, o concessionário, que será encarregado de construir e manter a ferrovia. O gerente de infraestrutura e logística do BNDES, Dalmo Marchetti, entende que os propósitos de ampliar a malha e atrair a carga geral representam novas metas para o setor ferroviário que não estavam previstas nas privatizações. “Nunca foi meta dos contratos de concessão [a expansão e a atração de novas cargas]. As metas dos contratos de concessão eram aumento da produção [de cargas] e a redução de acidentes. Todas foram obtidas.” Ele acrescentou que o futuro será de expansão da rede, atração de carga geral, maior competição entre os operadores e redução e tarifas.

O chefe do Departamento de Infraestrutura e Logística do banco, Cleverson Aroeira, diz que a sociedade brasileira sempre esperou um papel mais significativo das ferrovias na matriz de transportes. Hoje, segundo o BNDES, as ferrovias transportam apenas 23% da carga geral que circula no país, deixando os outros 77% para as rodovias.

É nessa perspectiva que o BNDES espera começara a receber no segundo semestre de 2013 as primeiras demandas por financiamentos referentes às novas obras a serem licitadas pelo governo a partir do primeiro semestre. O banco tem também a perspectiva de financiamentos para o usuário-investidor, outra figura nova no cenário das ferrovias. Usuários já vêm investindo no aumento da malha.

Fonte: Valor Online
03 dez 2012

Experiência do Brasil contra fome pode ajudar a África

Tecnologia brasileira e know-how em programas sociais podem colaborar na luta para erradicar a desnutrição no continente africano

O enorme potencial agrícola da África desperta o interesse comercial do Brasil. O continente africano tem um longo histórico de fome e desnutrição. Desde os anos 1960, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), formada principalmente por países desenvolvidos, já destinou cerca de 650 bilhões de dólares em ajuda aos países da África Subsaariana.

Ainda assim, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o número de pessoas subnutridas na África aumentou de 175 milhões para 239 milhões nos últimos 20 anos.

Nos últimos anos o Brasil também se juntou à luta pela erradicação da fome no continente, principalmente devido ao know-how do país no próprio território. O relatório da FAO mostra que o Brasil conseguiu reduzir o número de subnutridos de 14,9% para 6,9% da população desde 1990.

Em troca, a atuação brasileira na África pode representar uma grande oportunidade comercial e de investimentos, principalmente no setor agrícola. No final do mês de novembro de 2012, o diretor-geral da FAO, José Graziano, a presidente da Comissão da União Africana (UA), Nkosazana Dlamini Zuma e o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — em nome do Instituto Lula — reuniram-se em Addis Abeba, capital da Etiópia, para discutir a ajuda ao desenvolvimento e marcaram para março de 2013 uma reunião sobre “novas abordagens unificadas para acabar com a fome na África”.

Esforços e interesses brasileiros

Na opinião do coordenador executivo para a África do Instituto Lula, Celso Marcondes, os programas sociais desenvolvidos nos últimos anos ajudaram a “desenvolver a imagem do Brasil como um país que combate a má distribuição de renda com intensidade”. Segundo ele, os programas podem ser utilizados, com as devidas adaptações, nos países africanos.

Para as empresas brasileiras, o mercado africano em expansão abre boas oportunidades. “A balança comercial no Brasil cresceu muito fortemente em relação à África. Empresas brasileiras estão indo [para o continente] com cada vez mais força, tanto as grandes empresas, como também as pequenas e médias, que começam a descobrir esse novo mercado”, afirmou Marcondes em entrevista à DW Brasil.

Para o diretor de programas da ADRA-Moçambique (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais), Armindo Salato, que atua no país africano desde 1987, o diferencial da atuação brasileira no projeto está na experiência e na tecnologia.

Para ele, que já presenciou três grandes projetos quinquenais de agricultura contra a fome, não houve mudanças significativas nos investimentos tecnológicos. “Nunca vi trazerem um trator para esses projetos. Foi sempre a enxada com cabo curto, trabalho manual. Eu esperava que em algum momento pudéssemos começar, pouco a pouco, a mecanizar a agricultura nesses 15 anos.” Com a nova parceria, Salato espera que a agricultura industrializada se desenvolva.

Investimentos em agricultura industrial

De acordo com dados da União Africana, o continente tem potencial para aumentar consideravelmente sua produção agrícola, uma vez que quase 60% da terra cultivável ainda não é utilizada.

Uma das medidas a ser debatida na reunião em 2013 será a necessidade de se investir na produção agroindustrial, em vez da simples produção agrícola de subsistência. Para Salato, a “mecanização da agricultura poderá resolver de fato, em pouco tempo, o problema da fome”, mas alertou para a necessidade de se incluir os pequenos agricultores no programa.

Outra preocupação está nos tipos de culturas agrícolas a serem produzidas em larga escala. Salato teme que a industrialização da agricultura foque apenas na exportação e não invista no cultivo de alimentos.

“Temos que olhar primeiro para as necessidades da própria África, e a primeira necessidade é a alimentar. Antes de sermos produtores para vender para fora, temos que olhar para o consumo interno”, afirmou Salato.

Fonte: Agrosoft
29 nov 2012

Agricultura de baixo carbono vai consolidar alta produtividade da agropecuária brasileira

Os sistemas e técnicas da agricultura de baixo carbono vão permitir que o Brasil se consolide como um País cuja agropecuária tem alta produtividade, garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais

Os sistemas e técnicas da agricultura de baixo carbono vão permitir que o Brasil se consolide como um País cuja agropecuária tem alta produtividade, garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais. A avaliação é do vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul – FAMASUL, Eduardo Riedel, que participou, nesta quarta-feira (28/11), em Brasília, do Seminário de Lançamento da 3ª Edição do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

A realização do seminário e a elaboração de uma nova versão do guia – que traz informações sobre o tema, linhas de financiamento e roteiros para elaboração de projetos, entre outros dados – são parte de um projeto desenvolvido pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica desde 2011. O objetivo é difundir o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo federal.

O gerente de Projetos para Sustentabilidade e Mudanças Climáticas da Embaixada Britânica, Guilherme Johnston, afirmou que o foco, nesse segundo ano de parceria com a CNA, é mostrar que a agricultura de baixo carbono é viável do ponto de vista econômico. Durante o seminário, realizado na sede da CNA, foram apresentados estudos de viabilidade econômica para troca de práticas tradicionais, adotadas atualmente nas propriedades brasileiras, por técnicas e sistemas sustentáveis da agricultura de baixo carbono. Os primeiros estudos foram feitos para as culturas de cana-de-açúcar, silvicultura, cacau, suinocultura, pecuária de leite e de corte.

Johnston afirmou que, a partir de agora, uma das prioridades é intensificar a capacitação dos técnicos como forma de ampliar o número de projetos aprovados no âmbito do Programa ABC. Segundo a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos, a meta é capacitar 800 técnicos em 2012, número superior ao de 2011, quando 600 pessoas foram capacitadas em seminários realizados em vários Estados.

Ela lembrou que o crédito disponível para aplicação na safra 2012/2013 por meio do Programa ABC soma R$ 3,5 bilhões. “A meta é ter esses recursos efetivamente aplicados ao final do ano-safra, trazendo ganhos para o setor”, afirmou. É possível financiar uma série de práticas sustentáveis por meio do Programa ABC, entre elas o plantio direto, integração lavoura-pecuária- floresta, recuperação de áreas degradadas, fixação biológica de nitrogênio, plantio de florestas e tratamento de dejetos animais. “O Brasil é exemplo no mundo todo por seu plantio direto, manejo de solo, na pecuária e por outros modelos sustentáveis”, afirmou Riedel.

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Caio Rocha, afirmou que o Plano ABC envolve os três maiores bens de uma propriedade rural: solo, água e florestas. De acordo com o MAPA, entre julho e outubro deste ano (quatro primeiros meses do ano-safra 2012/2013), foram liberados R$ 936 milhões em financiamentos para o Programa ABC, uma das iniciativas do plano. Esse valor é 588% superior ao montante contratado em igual período de 2011.

Frederico Piauilino, do Banco do Brasil, lembrou que faltavam informações sobre a agricultura de baixo carbono quando o programa foi lançado, em 2010. “Percebemos que o caminho era juntar esforços para que conseguíssemos avançar”, afirmou. Para ele, a agricultura de baixo carbono é “a terceira onda de produtividade da agricultura brasileira, com viés de sustentabilidade”. Também presente no seminário, o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Cesar Augusto dos Reis, lembrou que, na fase de crescimento, as florestas plantadas, de eucaliptos ou pinus, absorvem os Gases de Efeito Estufa (GEEs).

Nós da InvestAgro, oferecemos orientações gratuitas para o Programa ABC, entre em contato pelos telefones: (34) (34) 3084-8446 e (34) 9147-9310.

Fonte: Canal do Produtor

toc dep | giam can nhanh