O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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28 jan 2013

O que o Brasil pode esperar do agro em 2013

Com safra recorde e preços bons, saldo comercial e movimentação da economia devem subir

agronegocio-2013O agro deve contribuir ainda mais com a economia brasileira em 2013, mesmo depois de um ano excepcional em 2012. O superávit do setor foi de US$ 79,4 bilhões, mais de quatro vezes acima do que o saldo comercial total do País.

O Produto Interno Bruto (PIB) do agro ainda não foi fechado, mas no terceiro trimestre de 2012 (dado mais recente disponível) o PIB da agropecuária teve o maior crescimento desde que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou a calculá-lo, em 1995.

A quebra da safra americana de soja e milho ajudou e fez disparar os preços internacionais dos grãos, despejando mais recursos nas economias regionais Brasil adentro. Colheu-se uma safra recorde de milho, que resultou em exportações igualmente recordes do grão.

Agora, em 2013, o Brasil deve colher a maior safra de soja do mundo, por conta da queda da produção dos Estados Unidos, e deve ampliar ainda mais o resultado da balança comercial. “A tendência é de um ano bom para os produtores, com geração de excedentes exportáveis crescentes, principalmente em grãos e açúcar, e a garantia absoluta de abastecimento interno”, avalia o coordenador de Agronegócios da FGV e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

O clima tem favorecido a produção de grãos em todo o País, diferentemente do que ocorreu no ano passado, com secas que prejudicaram a produção no Sul e no Nordeste. “Os preços de soja e milho estão acima da média histórica e o Brasil vai produzir muito, o que empurra para cima outros cereais, como trigo e arroz”, diz Rodrigues. A safra total de grãos deve ficar em 183,5 milhões de toneladas, recorde histórico e 9,7% acima da colheita de 2012, segundo a consultoria Agroconsult.

O resultado será o ano de maior rentabilidade para os produtores de grãos na história, segundo os cálculos da Agroconsult. A consultoria inicia no fim de janeiro o Rally da Safra, uma expedição que avalia as condições das lavouras e estima a produção nacional de soja e milho. Mas antes mesmo de ir a campo, a projeção é de recorde na safra de soja, principal produto agropecuário exportado pelo Brasil.

Com produção e rentabilidade recordes, bilhões de reais serão despejados nas economias das regiões produtoras. A Agroconsult estima que cada hectare de soja no Mato Grosso dará um lucro bruto ao produtor de R$ 1.346, superando o recorde de R$ 1.124 registrado no ciclo passado. “Como mais de 70% da soja do Mato Grosso já está comercializada antes mesmo da colheita, a rentabilidade está garantida mesmo se os preços caírem agora”, diz o sócio diretor da Agronconsult, André Pessoa. No Paraná, a margem bruta deverá ser de R$ 1.457.

Será a sétima safra consecutiva com margens no azul nos dois principais Estados agrícolas do País, na média. Os números não levam em conta o custo da terra (arrendamento) e a depreciação dos bens das fazendas.

Fonte: Portal do Agronegócio

 

18 dez 2012

Palestra sobre o agronegócio como alavanca do desenvolvimento

DSCN2598No último dia 15 de dezembro, foi realizada uma palestra pelo nosso sócio-consultor Arthur Netto, aos alunos do Instituto Federal do Triângulo Mineiro – IFTM sobre o tema Agronegócio como alavanca do desenvolvimento.

Houve a participação de vários alunos e professores. Neste mesmo dia foi firmado um convênio de estágio entre a InvestAgro e o Instituto.

Veja abaixo as fotos da palestra:

 

21 nov 2012

Questões jurídicas são desafio para o agronegócio

O crescimento econômico mundial deverá ser mínimo e a agricultura poderá ser responsável pelo equilíbrio das estatísticas no Brasil

Mas Para isso será preciso lidar com desafios relacionados a demarcações de terra e à incessante busca por tecnologia. A análise é do economista José Roberto Mendonça de Barros em sua apresentação durante a terceira edição do MSAgro, na terça-feira (20), evento que apresentou os maiores desafios do agronegócio para os próximos anos.

A previsão econômica estima um crescimento mundial em 2013 de 3,6%, um número não muito animador para os países com movimentação equivalente a do Brasil. O baixo crescimento já é considerado reflexo dos desafios apontados pelo economista, que também apontou possíveis problemas futuros, com adequação dos produtores ao código florestal vigente, a necessidade de crédito e a ausência de mecanismos de cobertura de risco de produção e de preços.

“O agronegócio é o único setor no Brasil que visualizo uma busca diária por atualização e de desenvolvimento tecnológico. Já podemos considerar nosso sistema rural como sofisticado, devido o plantio direto, e até favorável ao meio ambiente. Mas existem desafios que podem influenciar diretamente no rendimento do homem do campo”, explica José Roberto Mendonça de Barro, referindo-se à oscilação de temperatura, a crescente elevação de custos e às questões jurídicas enfrentadas pelos produtores e sindicatos rurais.

No Mato Grosso do Sul o cenário deve se manter estável, mas existem alertas que podem auxiliar na queda do rendimento do agronegócio. “Atraímos as indústrias e depois passamos por gargalos, como as estradas que não comportam a logística necessária para o deslocamento da nossa produção. E ainda temos o problema da reforma tributária, que não leva em conta as especificidades de cada região do país para a distribuição de benefícios”, detalhou Tereza Cristina, secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo – Seprotur.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul – Famasul, Eduardo Riedel, o Estado deve se orgulhar da atual posição no ranking do agronegócio, mas é necessário estar sempre em alerta. “Somos otimistas por sermos calçados por tecnologia, isso faz com que nosso cenário se transforme a passos largos e que nosso potencial econômico não impacte apenas no mundo agro, mas em todos outros setores. Estamos incessantemente empenhados em resolver problemas que possam impactar negativamente o desenvolvimento”, afirma Riedel.

O mesmo otimismo no desenvolvimento do agronegócio brasileiro e local é apresentado pelo presidente da Monsanto, André Dias. “Temos o objetivo de oferecer tecnologia ao homem do campo, e Mato Grosso do Sul é repleto de produtores adeptos a evolução, e por isso considero o Estado como um exemplo de progresso”.

O MS Agro é realizado pela Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS). Conta com a parceria da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), Bolsa Brasileira de Mercadorias, Fundo de Desenvolvimento das Cadeias do Milho e Soja de MS (Fundems), Granos Consultoria, Monsanto, Organização das Cooperativas Brasileiras de MS (OCB/MS) e Sebrae/MS.

Fonte: Agrolink
04 set 2012

Agronegócio, o setor moderno

Com o maior parque industrial da América Latina e um dos maiores do Hemisfério Sul, o Brasil tem no agronegócio o setor mais dinâmico de sua economia e o principal fator de segurança de suas contas externas

Com o maior parque industrial da América Latina e um dos maiores do Hemisfério Sul, o Brasil tem no agronegócio o setor mais dinâmico de sua economia e o principal fator de segurança de suas contas externas. O vigor dessa atividade explica a liderança do Centro-Oeste no crescimento econômico nacional, com expansão de 5,9% nos 12 meses terminados em maio, de acordo com o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), calculado mensalmente. Mas convém examinar mais que um dado conjuntural para avaliar a importância dos negócios ligados à agropecuária, a principal fonte de prosperidade em amplas áreas do Brasil.

O amplo conjunto formado pela agropecuária e pela agroindústria começou a destacar-se nos anos 80 – a década perdida. Dívida externa, inflação elevada e enormes desequilíbrios macroeconômicos tornaram aquele período um dos mais duros da história republicana. No meio da crise, no entanto, um setor manteve um notável padrão de crescimento e de transformação. A produção rural havia aumentado com regularidade, graças a alguns acertos e apesar de muitos erros cometidos pelo governo – os mais grotescos, sem dúvida, por meio do controle de preços no Plano Cruzado, em 1986-87.

A crise prolongada interrompeu os programas de investimento e de modernização da indústria iniciados na década anterior, mas a agropecuária venceu os obstáculos, impulsionada pelas oportunidades abertas no Cerrado, pela mudança tecnológica favorecida pelo trabalho da Embrapa e de outras instituições de pesquisa e pelo empenho de empreendedores dispostos a buscar mercados no exterior.

A transformação mais veloz foi a das produções destinadas à exportação, mas acabou contaminando os demais segmentos da agropecuária. Uma das consequências mais notáveis foi a alteração dos preços relativos, com o barateamento da comida. Já no começo dos anos 90 os técnicos responsáveis pelos principais índices de inflação mudaram a composição de seus cálculos, para reduzir o peso da alimentação no orçamento familiar.

A maior parte da agropecuária estava preparada para competir em todos os mercados e, portanto, para enfrentar a abertura da economia no começo dos anos 90. A lavoura mais abalada foi a do algodão, até porque o mercado nacional foi inundado por produto subsidiado. Mas o segmento se recuperou e as lavouras foram modernizadas.

Também a indústria se modernizou, com a adoção de novos processos produtivos, novas tecnologias e estratégias mais adequadas à competição global. Mas a produtividade geral do País continuou baixa. Completado o primeiro ciclo de reformas da era do real, no começo deste século, as inovações de grande alcance foram interrompidas. Milhões de consumidores entraram no mercado, mas pouco se fez para ampliar a capacidade de oferta da indústria, prejudicada por custos institucionais e outros fatores de ineficiência.

O agronegócio, também afetado pelas más condições da infraestrutura e por outras desvantagens brasileiras, continuou competitivo graças a novos investimentos e à eficiência acumulada num longo período. Neste ano, até julho, o valor exportado pelo setor, US$ 53,7 bilhões, foi 4,1% maior que o de um ano antes, enquanto a receita comercial da maior parte da indústria diminuiu. Nesse período, as vendas da agroindústria garantiram 41,1% do total faturado no comércio exterior. O saldo comercial do setor, US$ 44,5 bilhões, foi mais que o quádruplo do superávit geral da balança de mercadorias, US$ 9,9 bilhões.

O saldo comercial do agronegócio cresceu 574,1% entre 1992 e 2011 e continuou positivo mesmo entre 1995 e 2000, quando o conjunto do comércio foi deficitário. O total exportado aumentou 615,3% naquele período, mas com participação decrescente dos manufaturados nos últimos anos. A contribuição do agronegócio teria sido muito diferente se tivessem sido aplicadas as políticas pregadas pelo PT até há poucos anos. Haveria muito menos comida na mesa dos brasileiros e muito menos dólares no saldo comercial.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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