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08 fev 2013

Brasil na rota da aquicultura mundial

Principal financiador agrícola do mundo, o banco de origem holandesa Rabobank começou a monitorar aquela que promete ser a “próxima fonteira do mercado de proteína animal” no Brasil: a aquicultura

aquiculturaPrincipal financiador agrícola do mundo, o banco de origem holandesa Rabobank começou a monitorar aquela que promete ser a “próxima fonteira do mercado de proteína animal” no Brasil: a aquicultura. Em estudo inédito, a instituição vislumbra um crescimento contínuo da atividade pelo menos até 2022. O banco calcula que a produção de pescados em cativeiro alcançará cerca de 960 mil toneladas nos próximos nove anos, o dobro das 480 mil produzidas em 2010, segundo os dados mais recentes do Ministério da Pesca.

“O Brasil possui todos os ingredientes para se tornar a próxima superpotência em pescados, rivalizando com produtores como Tailândia, Noruega e China”, aponta o estudo “Aquicultura Brasileira: Uma grande indústria de pescados em gestação”, assinado pelos analistas do banco Guilherme Melo e Gorjan Nokolik.

Na avaliação do Rabobank, o Brasil reúne condições ideais para suprir o crescimento da demanda por pescados no próximos anos. Melo lembra que o país possui uma das maiores reservas de água do mundo e ampla oferta dos grãos – soja e milho – usados na ração dos peixes. A alimentação representa cerca de 60% dos custos de produção da aquicultura.

De acordo com o estudo, o papel do país no comércio global de pescados pode ser reforçado pelas dificuldades que a China, líder absoluta nas exportações, enfrentará para ampliar a produção de tilápias. Hoje, os chineses fornecem 90% da tilápia congelada importada pelos Estados Unidos e 37% do peixe fresco, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A liderança chinesa no mercado de tilápias parecia inabalável até 2011, quando problemas climáticos emitiram “os primeiros sinais de fraqueza da indústria”, analisa o Rabobank. O trabalho mostra que a forte recuperação da produção chinesa no ano passado não foi suficiente. O alto custo da mão de obra e da produção de ração são os principais desafios do país asiático, que produz cerca de 1 milhão de toneladas do peixe por ano.

O Brasil pode encontrar nesses pontos fracos do concorrente uma oportunidade para avançar, abocanhando um filão do comércio global de tilápia, a quarta espécie mais consumida dos EUA, atrás de camarão, atum e salmão. O Rabobank estima que a produção brasileira de tilápias alcançará 413 mil toneladas em 2022, alta de 166% sobre a produção de 2010.

Apesar do avanço projetado pelo Rabobank, o país encontra muitos obstáculos, a começar pela competitividade da indústria nacional. Segundo o analista Guilherme Melo, as principais empresas do setor ainda trabalham com escalas acanhadas, baixa qualidade de ração e falta de definição de padrão (peso e tamanho) dos produtos. Recentemente, o ministro da Pesca, Marcello Crivella, criticou a qualidade da ração produzida no Brasil.

Para Melo, só uma indústria de grande escala, a exemplo das integrações de aves e suínos, “puxaria o gatilho” nas áreas de insumos como genética e ração. “O Brasil está na infância da aquicultura e isso vale para toda a cadeia produtiva”, afirma.

Para o Rabobank, o país precisa acelerar as liberações de novas áreas para a aquicultura. No fim do ano passado, o governo federal fez alguns avanços quando autorizou a criação de tambaquis em reservatórios de hidrelétricas na bacia do rio Tocantins. À época, o governo disse que a medida, aliada à linha de R$ 500 milhões aprovada pelo BNDES e aos R$ 4,1 bilhões do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, poderia duplicar a produção de peixes de água doce em poucos anos.

Para o analista, o Brasil deve se concentrar no desenvolvimento de poucas espécies, como tilápia (carro-chefe da aquicultura e com potencial de exportação), camarão (com forte demanda do mercado doméstico) e o tambaqui, peixe amazônico que pode se tornar marca registrada do país no exterior.

Fonte: Valor Online
28 set 2012

Viveiro escavado para maior monitoramento

Sistema permite mais controle da qualidade e temperatura da água, exige menos burocracia legal e pode ser implantando em pequenas propriedades

Atividade presente no Estado do Piauí há alguns anos, a piscicultura em viveiros escavados vem ganhando destaque e novos investimentos em relação à informação e manejo adequado. Esse tipo de produção, apesar de ter um custo de implantação mais elevado, promete proporcionar maior possibilidade de controle por parte do produtor e, consequentemente, mais segurança. Segundo João Pinheiro, gestor do projeto piscicultura do Sebrae Piauí, a atividade de piscicultura no Estado é relativamente nova no que diz respeito à atividade empresarial.

— Temos notícia de que a prática começou no Estado há mais de 20 anos. No entanto, era uma atividade feita de modo empírico, ou seja, os empresários não tinham o mínino de informação necessária para o cultivo de peixes em viveiro escavado. Hoje, esse tipo de atividade é predominante — afirma o gestor.

Como primeira orientação, ele diz que o produtor interessado nesse tipo de viveiro deve fazer uma análise de solo voltada para a piscicultura. Com isso, ele pode identificar se o terreno realmente tem boa permeabilidade.

Mas Pinheiro recomenda também que, antes de iniciar a atividade, o produtor seja orientado por um consultor do Sebrae, engenheiro de pesca ou agrônomo especialista na área, para que ele possa identificar se, além da boa permeabilidade, se o terreno topografia plana, se existe um estrutura de água potável com abundância, boa estrutura de energia e transporte.

— Outra questão muito forte é a questão ambiental. Os tanques só devem ser construídos com a orientação de um especialista na área de gestão ambiental para que esse projeto, após ser construído, não sofra nenhum embargo pelas autoridades — conta.

De acordo com Pinheiro, os viveiros devem ser retangulares, com tamanho entre 1.500m² e 3.000m². A orientação também é construir um berçário, ou seja, tanques menores que suportem até 10 alevinos por m². Os alevinos devem ficar nesses pequenos viveiros por um período de 30 a 40 dias e, logo depois, serão redistribuídos nos tanques maiores, dada a proporção de um peixe por m². A profundidade máxima deve ser de 1,60m e a mínima de 1m, mas esses dados são referentes ao Piauí e podem variar de Estado para Estado.

— Além disso, esses viveiros devem ser construídos de forma que o produtor possa fazer o reaproveitamento da água, como para irrigação, por exemplo. Também orientamos no sentido de fazer um monitoramento da qualidade da água, o que vai influenciar diretamente no aumento da produtividade — diz.

O gestor afirma que a vantagem da produção em viveiro escavado é o monitoramento mais apurado por parte do produtor, como o controle da qualidade da água, por exemplo. Já no cultivo em tanques rede, esse produtor passa a não ter o controle da qualidade e temperatura da água, além de outros manejos.

Outra vantagem dessa atividade é que ela também pode ser desenvolvida em pequenas propriedades, como acrescenta Pinheiro, e, apesar de a licença ambiental para uso da água também ser necessária em tanques escavados, assim como em tanques de rede, a burocracia é menor.

— Essa é uma atividade cara. Aqui no Piauí, um tanque de aproximadamente 1500m² a 2000m² gira na faixa de R$3.000 a R$4.000 só para fazer a escavação, sem levar em consideração a parte de drenagem e a construção do poço. Para a implantação de um projeto, calcula-se que o custo de um hectare do tanque mais a ração para o primeiro ciclo de produção gira em torno de R$70.000 — conta.

Por outro lado, o gestor fala que é muito importante ressaltar o retorno do capital. Com seis meses, segundo ele, o produtor já começa a ter sua primeira produção. No Estado do Piauí, ele pode produzir de 12.000kg a 16.000kg por ano. Já a rentabilidade, gira em torno de 30%, já que é uma atividade que não requer muita mão-de-obra.

Fonte: Portal Dia de Campo
12 set 2012

Grupo promoverá ação na Semana do Peixe

Para estimular o aumento do consumo de pescado no país, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) promoverá, entre 3 e 17 de setembro, a Semana do Peixe

Durante a campanha, acontecerão várias ações, como comercialização de pescado a menor preço pelas grandes redes de supermercado, divulgação de campanhas publicitárias na grande mídia, entre outras.

Na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), o Grupo de Estudo e Extensão em Inovação Tecnológica e Qualidade do Pescado (Getep) integrará a campanha a partir de uma intervenção no Restaurante Universitário. A partir de uma parceria com o Serviço de Alimentação da Divisão de Atendimento à Comunidade, da Prefeitura do Campus USP “Luiz de Queiroz” (PUSP-LQ), o Getep auxiliará na formulação do cardápio do Restaurante Universitário, na semana de 10 a 15 de setembro, que trará diversas opções de pescado. Além disso, membros do Getep divulgarão a importância de se consumir pescado por meio de cartazes e banners afixados no local.

No site do MPA é possível acessar uma cartilha com receitas e dicas para o ato da compra, armazenamento e consumo do pescado. Clique em 

http://www.mpa.gov.br/images/Docs/Publicidade/semana%20do%20peixe%202012/Cartilha_105x150.pdf para acessar a cartilha.

Consumo de pescado no Campus – Durante a comemoração da “Semana do Peixe”, em 2009, o Getep realizou uma pesquisa sobre o consumo de pescado com voluntários do Campus “Luiz de Queiroz”. A amostra foi composta por 224 voluntários, com idade média de 24 anos, estudantes (graduação e pós-graduação) e servidores. Com relação à frequência de consumo de pescado, 37,67 % responderam que consomem o produto de duas a três vezes ao mês; 29,6 % uma vez na semana; 17,05 % uma vez ao mês; 12,11 % duas ou mais vezes na semana e 3,59 % relataram nunca consumir carne de pescado. Das pessoas que nunca consomem pescado, 37% afirmaram não gostar do produto e 24% apontaram a dificuldade no preparo. Quando questionados sobre o local habitual de consumo, 56,76 % indicaram sua própria casa e 30,63 % os restaurantes. Quando perguntados sobre o consumo de pescado servido no Restaurante Universitário do Campus, 63,06 % dos voluntários afirmaram consumir. Em relação à compra do pescado, a maioria (86,22 %) respondeu que adquire o produto em supermercado. A preferência é pela compra do produto em bandejas com poucas unidades (44,09 %). No entanto, 40% responderam preferir comprar a granel. Quanto à conservação, 65 % compram o produto congelado.

Getep – Coordenado pela professora Marília Oetterer, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), o Getep busca estabelecer formas de comercialização do pescado que permitam agregar valor ao produto, primando por qualidade e excelência durante as etapas desta cadeia produtiva – da produção / captura à comercialização. Um dos projetos em andamento observa a percepção do consumo de pescado no Brasil, mapeando aspectos relacionados à qualidade do produto rastreado e ao estilo de vida do consumidor, com objetivo de oferecer subsídios para a indústria brasileira de beneficiamento de pescado, com base nas perspectivas do setor.

Fonte: Assessoria de Comunicação USP ESALQ

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