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20 jul 2012

Bovinos, suínos e aves passam por período de perspectiva positiva

O tripé pecuário (bovinos, suínos e aves) teve, ontem, um dia de fatos favoráveis: alta em exportações, atenção do governo federal e projeções positivas (respectivamente)

O tripé pecuário (bovinos, suínos e aves) teve, ontem, um dia de fatos favoráveis: alta em exportações, atenção do governo federal e projeções positivas (respectivamente).

Os embarques de carne bovina ao exterior cresceram 2,5% no primeiro semestre, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a 557,4 milhões de toneladas. E também houve aumento de 1,8% do faturamento, que alcançou US$ 2,64 bilhões.

“A expectativa para o segundo semestre é positiva”, disse, em nota, o diretor-executivo da associação, Fernando Sampaio. “Com a retomada dos embarques para o Irã, esperamos atingir os US$ 6 bilhões em exportações previstos para 2012.”

No caso da suinocultura – atividade cujos produtores dizem que ela não mais compensa, em razão de altos custos e baixos preços finais -, a notícia veio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “O governo e o setor produtivo sentaram-se à mesa para retomar as negociações”, dizia o texto oficial.

Durante o encontro, realizado na Secretaria de Política Agrícola, no mesmo Mapa, com o secretário Caio Prado, foi discutida a proposta de se criarem subvenções exclusivas ao frete e à produção de suínos.

Representantes do segmento pretendem que, assim, a produção seja escoada de estados produtores para outros, não-produtores, sem que haja elevação do valor final da mercadoria.

Em se tratando do mercado avícola, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) divulgou a atualização de um estudo em que projeta mais uma década de liderança do Brasil, paralelamente aos Estados Unidos, nas exportações de frango.

Para o órgão, se considerado o período de 2011 a 2021, os embarques brasileiros podem acumular alta superior a 30%, implicando uma expansão média de cerca de 2,5% ao ano. Já as exportações mundiais tendem a se expandir a uma média de, no máximo, 1,5% ao ano.

Cocari informa

A cooperativa de Mandaguari (Cocari), localizada no norte do estado do Paraná, adiou a inauguração de sua unidade industrial de aves para o dia 15 de outubro. Antes previstas para 31 de agosto, as obras de construção da fábrica foram atrasadas em consequência da chuva na região.

A cooperativa investiu R$ 88 milhões na construção da unidade, que terá capacidade de abater 200 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar um nível diário de 350 mil cabeças.

Afora as adversidades climáticas, uma operação da Receita Federal gerou atrasos na liberação dos equipamentos da indústria. As máquinas estão retidas no Porto de Paranaguá e no Porto-Seco de Maringá.

Fonte: DCI
11 maio 2012

As tendências do frango brasileiro até 2022 na visão do MAPA

Como tem feito anualmente, o Ministério da Agricultura, através da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), acaba de divulgar suas novas “Projeções do Agronegócio”

Como tem feito anualmente, o Ministério da Agricultura, através da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), acaba de divulgar suas novas “Projeções do Agronegócio”, desta vez compreendendo o período que vai de 2012 a 2022.

Para a produção de carne de frango, as projeções prevêem expansão média de 4,20% ao ano, o que significa passar de 13,028 milhões de toneladas (volume previsto para o corrente exercício) para 20,332 milhões de toneladas dentro de 10 anos. O índice de expansão apontado para a carne de frango é significativamente maior que o previsto para as carnes bovina (2,1% ao ano) e suína (2,0% ao ano).

Nas exportações, o crescimento médio está previsto em 3,04% ao ano. Assim, supondo-se que em 2012 somem 4,191 milhões de toneladas (6% a mais que o exportado em 2011), em 2022 o volume de carne de frango negociado internacionalmente pelo Brasil estará em cerca de 5,658 milhões de toneladas.

Em relação ao consumo interno, a AGE do MAPA aponta evolução de 2,7% ao ano na próxima década. Mas, infelizmente, o volume adotado como base para 2011 está superestimado (para comprovar, basta deduzir da produção prevista o volume exportável), o que prejudica todas as projeções posteriores.

Em função disso, também as projeções sobre o consumo per capita ficam prejudicadas, especialmente se considerado que representam mais de 6% de aumento sobre o estimado para 2011. Ainda assim, a projeção de expansão média do consumo per capita – 1,63% ao ano – não deve ser descartada.

Fonte: Avisite